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Corrida de rua 12/03/2018

Atleta amador vê mudança de status dos corredores, antes desrespeitados na rua

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Celso Lopasso lidera pelotão da Jabaquara (Esportividade)

Uma pessoa obteve vitórias na 1ª Corrida de rua do Jabaquara, em dia 4 de março, sem ter corrido. Noventa dias antes do evento, o atleta amador Celso Lopasso passou por uma cirurgia de revascularização do miocárdio. Por ainda não estar liberado para correr, completou os 5 km caminhando. Não poderia ser diferente, pois não poderia deixar de “jogar em casa”, notando como o status da modalidade se alterou dos anos 1990 para cá.

Celso viu a equipe Jabaquara de corridas nascer em 1996 e se tornar uma das maiores da cidade de São Paulo. “Quando corríamos nessa época, em 1996, passávamos pela avenida Indianópolis, e o pessoal da rua dizia: ‘O que vocês estão fazendo aqui? Vão dormir! Olha, sua mulher está em casa’. Em média, cinco ou seis pessoas faziam os treinos”, afirmou.

A corrida mudou e tornou-se uma modalidade respeitada, e a Jabaquara cresceu. “Há 170 atletas cadastrados”, contou. “É uma equipe baseada no voluntariado. Alguns integrantes correm pelos primeiros lugares, mas a maioria só quer atingir suas próprias metas.”

A prova no Jabaquara, que teve largada e chegada no São Paulo Expo, foi uma grata surpresa. “Eu me surpreendi com essa prova. Achei o percurso maravilhoso, muito bem elaborado. Foi uma prova difícil”, declarou Celso, comerciante de 65 anos.

A equipe treinava no Jardim Botânico, que está fechado de forma temporária devido à ameaça de febre amarela. A solução encontrada foi “se mudar” por ora para o Centro Esportivo Vila Guarani, onde existe um campo de futebol de grama sintética.

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