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Corrida de montanha 22/11/2017

Atletas ‘lavam a alma’ na chuva e na lama, e o melhor do esporte se revela

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

3ª etapa do Circuito das Serras-2017 (crédito: Tião Moreira)

A expressão “lavar a alma” nunca fez tanto sentido quanto no domingo passado (19). Pode-se “lavar a alma” de maneiras diferentes, inclusive correndo… Na chuva. Com céu azul, a etapa da serra do Mar/núcleo Caminhos do Mar do Circuito das Serras já seria desafiadora. Imagine, então, com tempo chuvoso.

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Dirigir com neblina no trecho aberto da estrada velha de Santos já preparava os atletas para o que viria a seguir. Passava pela cabeça: “Vai ser punk”. Ser “punk”, porém, não significa não ser prazeroso. É isso que, em geral, busca-se quando se entra nesse “universo paralelo” da corrida de montanha, muito diferente da urbana à qual a maioria está acostumada.

A descida da serra frustrou os que queriam ver a baixada santista, mas lhes deu outra sensação: a de estarem “correndo nas nuvens”. A água escorria velozmente, e tênis ficavam desamarrados. “Pit stops” precisaram ser feitos por vários atletas.

Quando chegaram a cerca de 532 metros acima do nível do mar, eles começaram a subida em meio à mata fechada, mas com pedras para auxiliar os que por lá passam.

Foi ao fim da subida mais intensa que, mesmo sem tanta chuva, “lavar a alma” fez ainda mais sentido. Fez-se necessário desprender-se do receio de se sujar, pois não havia como manter-se limpo: quem não mergulhava os dois pés na lama não avançava.

Nesses momentos, por incrível que pareça, o melhor do esporte apareceu: o coleguismo, o espírito esportivo, a diversão. E, ao fim da prova, a roupa estava suja, mas a alma, limpa, mais leve. Como tem de ser.

Circuito das Serras

Circuito das Serras (Esportividade)

As inscrições gratuitas para as quatro etapas (a de domingo foi a 3ª) foram uma consequência da aprovação do projeto da Associação dos Esportistas de Corrida de Aventura na Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (a LPIE). As empresas patrocinadoras vão deixar de pagar até R$ 525.240 (teto aprovado) como ICMS ao governo estadual. Não existem mais vagas.

Em agosto, com céu limpo, foi assim:
Na serra do Mar, ‘duas provas em 1’: descida vendo o litoral e subida ‘punk’

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