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Vôlei 28/06/2013

Brasil x França no Ibirapuera tem “americanização” do ato de torcer

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
DJ em ação durante Brasil x França no Ibirapuera (FIVB/Divulgação)

DJ em ação durante Brasil x França no Ibirapuera (FIVB/Divulgação)

O primeiro jogo entre Brasil e França no ginásio do Ibirapuera pareceu ser mais da NBA do que da Liga Mundial de vôlei em São Paulo. A espontaneidade, tão característica da torcida brasileira, principalmente nos estádios de futebol, deu lugar a um estilo mais mecânico de torcer na maior parte do tempo. Quem, na verdade, puxava os gritos era um DJ contratado pela organização do evento. Poucos foram os coros espontâneos bem-sucedidos. Já os vindos do DJ tinham rápida e ampla adesão.

Foram distribuídos aos espectadores bate-bates, bastões infláveis cujo objetivo é produzir som. O DJ propunha uma melodia, e os torcedores tentavam acompanhá-la com o uso desses brindes. O DJ ainda ia além: soltava melodias de “gritos de guerra” como “Eu sou brasileiro com muito orgulho e muito amor” para tentar fazer com que as pessoas os cantassem. Às vezes, durante o jogo, os próprios torcedores tentavam puxar “Brasil, Brasil”, por exemplo, mas poucos aderiam ao coro.

No intervalo entre dois sets, como é típico em ginásios e estádios norte-americanos, os câmeras filmaram casais nas arquibancadas, e as cenas eram exibidas nos telões. Alguns se beijaram e receberam aplausos. Havia inclusive um “jacaré” fazendo o papel de mascote. Também nos intervalos entre sets, assim como já havia acontecido na mais recente final da Superliga feminina, no mesmo Ibirapuera, apareciam no meio das arquibancadas dançarinos vestidos com roupas cheias de luzes coloridas.

Com "homem colorido" e bate-bates ao fundo, Brasil comemora vitória (Alexandre Arruda/CBV)

Com “pessoa colorida” e bate-bates ao fundo, Brasil comemora vitória (Alexandre Arruda/CBV)

Mas essa “robotização” da torcida era quebrada quando a seleção brasileira marcava um ponto, com uma ovação, ou quando a francesa estava prestes a sacar, com uma vaia, ainda que tímida. Na virada do Brasil no quinto e decisivo set, não havia DJ algum que pudesse coordenar a animação dos torcedores — essencialmente espontânea.

A segunda partida entre Brasil e França, que terá início às 10h deste sábado, já tem ingressos esgotados. Mas a Globo a exibirá ao vivo para todo o país.

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