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Vôlei 02/12/2013

Campeãs do Paulista, jogadoras do Molico/Osasco superam cansaço

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Sheilla e Adenizia tentam bloquear ataque de Pri Daroit, do Sesi (João Pires/FotoJump)

Sheilla e Adenizia tentam bloquear ataque de Pri Daroit, do Sesi (João Pires/FotoJump)

O Molico/Osasco teve de superar uma maratona de jogos para conquistar o título do Campeonato Paulista feminino da Divisão Especial de vôlei de 2013. Adenízia, Camila Brait, Fabíola e Sheilla, que, com Caterina, Sanja e Thaisa, formam a equipe osasquense considerada titular, disputaram um jogo a cada dois dias, em média, nos últimos 20 dias – e de três campeonatos diferentes. Elas foram campeãs da Copa dos Campeões com a seleção brasileira no Japão e retornaram ao Brasil para a conclusão do torneio estadual e a continuidade da Superliga.

A bicampeã olímpica Sheilla, capitã, valorizou o espírito batalhador das jogadoras. “Superamos o cansaço”, disse a oposto após a vitória por 3 a 0 sobre o Sesi. “Jogamos unidas: temos um grupo maravilhoso neste ano, uma quer ajudar a outra o tempo todo. Isso é muito importante. Estamos em uma sequência de muitos jogos, mas em nenhum momento pedimos folga para o Luizomar [treinador], pois queríamos treinar mais, sabíamos que tínhamos de melhorar.” Esta foi a 11ª conquista estadual do Osasco, a segunda seguida.

Sheilla ergue taça do Paulista no José Liberatti (João Pires/FotoJump)

Sheilla ergue taça do Paulista no José Liberatti (João Pires/FotoJump)

O técnico Luizomar de Moura se disse orgulhoso da equipe. “As meninas foram muito parceiras, pois para jogar tantos jogos por semana é necessário ter muita conversa, muito envolvimento de todos. O grupo está em parabéns”, declarou. “As meninas não mediram esforços para jogar dois campeonatos simultâneos, com duas bolas diferentes e temporada internacional junto.” O treinador do Molico ainda vê sua equipe em formação, já que há duas jovens ponteiras estrangeiras que entraram neste segundo semestre: a italiana Caterina, de apenas 19 anos, e a sérvia Sanja, de 23. “As jogadoras mais experientes ajudam muito a comissão técnica no processo de adaptação dessas duas meninas”, declarou.

Não haverá, porém, muito tempo para descanso, pois já nesta terça-feira, 3 de dezembro, o Molico enfrenta o Uberlândia fora de casa. “Nossa equipe está exausta, cansada, vindo de cinco jogos em dez dias [e um golden set contra o Pinheiros], mas a força do time foi maior. Agora vamos descansar, porque amanhã [segunda-feira] precisaremos viajar”, afirmou a central Adenízia.

Jogadoras do Molico/Osasco comemoram, e as do Sesi lamentam (João Pires/FotoJump)

Jogadoras do Molico/Osasco comemoram, e as do Sesi lamentam (João Pires/FotoJump)

A central Fabiana Claudino, que era a jogadora do Sesi na Copa dos Campeões deste ano, lamentou os erros do time paulistano, que não impôs grandes dificuldades ao time da casa. “A torcida joga com o Osasco o tempo todo, já sabíamos disso. Não fizemos o que precisávamos fazer. O nervosismo e a ansiedade nos atrapalharam no jogo. Nosso passe não estava saindo, nosso saque poderia ser melhor, assim como nosso bloqueio. Não estávamos conseguindo executar tão bem os fundamentos”, declarou.

Molico e Sesi voltam a se encontrar nesta semana, na sexta-feira, novamente no ginásio José Liberatti, mas desta vez pela Superliga feminina.

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