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Semana Move do Sesc coincide com Virada Esportiva e enche programação

Corrida na Semana Move (Nicola Labate/Sesc-SP/Divulgação)

Corrida na Semana Move (Nicola Labate/Sesc-SP/Divulgação)

A Semana Move do Sesc novamente coincide com a Virada Esportiva da cidade de São Paulo. Com a nova fase do evento esportivo anual municipal, as atividades oferecidas pelo Sesc, que já eram superimportantes para o preenchimento da programação da Virada Esportiva, vão ser ainda mais relevantes.

No ano passado, 2016, a Semana Move foi realizada em novembro, entre os dias 19 e 27, o que colaborou para a perda de qualidade da Virada Esportiva, cuja décima edição pode ser considerada a mais esvaziada que já houve.

Os calendários de Sesc e Secretaria Municipal de Esportes e Lazer voltaram a “se encontrar” em 2017, ano da 11ª Virada da capital paulista. A Semana Move oferecerá atividades esportivas gratuitas e palestras mesmo para não portadores de credencial plena entre os dias 23 e 30 de setembro de 2017.

Neste ano, é possível dizer que a Semana Move será a base da Virada Esportiva, que dependerá da iniciativa privada para acontecer. Por causa das restrições orçamentárias da secretaria, foi até cancelado chamamento público que previa repasse público de R$ 3 milhões para entidades que iriam realizar eventos durante o fim de semana de 23 e 24 de setembro na cidade de SP.

E a programação da Semana Move já pode ser conferida em goo.gl/cVF72B. Novas atividades podem ser acrescentadas até setembro; vale a pena, então, consultá-la regularmente.

No link goo.gl/fH1dRS, você encontra facilmente as que coincidem com a Virada Esportiva paulistana, como tênis com Fernando Meligeni no futuro Sesc Parque Dom Pedro II, na região central, às 15h de 23 de setembro, sábado. E também lá vai ser a concentração de um passeio ciclístico na manhã de 24 de setembro, domingo, por exemplo.

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Nike entrega marcações de pistas de corrida do Ibirapuera; confira as fotos

Corredores no parque do Ibirapuera (Nike/Divulgação)

Corredores no parque do Ibirapuera (Nike/Divulgação)

O mistério acabou. A Nike inaugurou neste domingo, 20 de agosto de 2017, a sinalização das pistas de corrida do parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Quando foi confirmada doação da empresa de material esportivo à Prefeitura de São Paulo, criou-se expectativa de que o Ibira poderia ficar como o Ceret, na zona leste. Dito e feito.

O percurso de 1,5 km foi marcado com tinta verde; o de 3 km, o principal, dando a volta pelo lago, de laranja. E um trajeto de 6 km, segundo a Nike, também foi sinalizado. A atleta paraolímpica Verônica Hipólito, o canoísta paraolímpico Fernando Fernandes, a triatleta Fernanda Keller e o campeão olímpico Thiago Braz, do salto com vara, participaram da inauguração. O campo de futebol do parque também foi revitalizado pela empresa.

Essas melhorias foram orçadas em R$ 750.469,20, investimento feito pela empresa de material esportivo. Dois anos são o prazo inicial do contrato de colaboração, podendo ser prorrogado por mais um ano. A Nike do Brasil se propôs ainda a desenvolver no local atividades esportivas abertas a toda a população.

Confira as fotos das marcações no asfalto:

Rota de 1,5 km é a verde (Nike/Divulgação)

Rota de 1,5 km é a verde (Nike/Divulgação)

Percursos de 1,5 km e 3 km ao lado das quadras (Nike/Divulgação)

Percursos de 1,5 km e 3 km ao lado das quadras (Nike/Divulgação)

Trajeto de 3 km (amarelo) avança, e de 1.5 km faz curva (Nike/Divulgação)

Trajeto de 3 km (amarelo) avança, e de 1.5 km faz curva (Nike/Divulgação)

Campo de futebol revitalizado pela Nike:

Campo do parque do Ibirapuera (Nike/Divulgação)

Campo do parque do Ibirapuera (Nike/Divulgação)

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Passeio com cães no Pacaembu é transferido para o dia 27/08; é gratuito

3ª SP Dog Run no shopping SP Market (Andrei Spinassé/Esportividade)

3ª SP Dog Run no shopping SP Market (Andrei Spinassé/Esportividade)

Por causa da previsão de chuva para este domingo (20), o grande evento do programa SPAnimal foi transferido para o dia 27 de agosto de 2017, domingo, mas as atividades estão mantidas. Uma delas será uma caminhada de cães e donos (de 1.500 metros) com largada e com chegada na praça Charles Miller, diante do estádio do Pacaembu, das 10 às 11 horas. A altura da rua Dr. Veiga Filho vai ser o ponto de retorno na avenida Pacaembu. Não é necessário inscrever sua dupla antecipadamente na “cãominhada”.

Serão disponibilizados bebedouro para cães, displays com saquinhos “cata-caca”, área de descanso e ambulâncias para cachorros. Estarão presentes também food trucks para alimentação do público.

Haverá diferentes serviços voltados para o bem-estar dos animais. As ações marcam a campanha de vacinação contra a raiva no município de São Paulo. Além da vacinação antirrábica, serão oferecidas orientações sobre guarda responsável, emissão de RGA e microchipagem.

Cães do Centro de Controle de Zoonoses participarão do evento para que o público possa conhecê-los e para estimular a adoção e a posse responsável dos animais.

A presença desses cães também marca o lançamento de um novo site que ajudará a divulgação dos animais disponíveis para adoção no CCZ. A adoção deles e de outros bichos pode ser feita apenas no próprio CCZ, localizado na rua Santa Eulália, 86, em Santana, na zona norte.



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Temendo faltar dinheiro, SP desiste de pôr R$ 3 mi na Virada Esportiva-2017

Tirolesa no Vale do Anhangabaú (Jose Cordeiro/SPTuris)

Tirolesa no Vale do Anhangabaú (Jose Cordeiro/SPTuris)

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de São Paulo revogou o chamamento público que previa a destinação de R$ 3 milhões para atividades da Virada Esportiva de 2017, que aconteceriam nos dias 23 e 24 de setembro e seriam realizadas por entidades por meio de convênio. A pasta disse que a decisão tem a ver com o risco de faltar-lhe dinheiro.

Segundo texto publicado no Diário Oficial municipal, a Seme preferiu cancelar o chamamento público por causa da “possibilidade de haver insuficiência de recursos para manutenção integral de serviços essenciais da pasta até o fim de 2017 em decorrência da queda na arrecadação do tesouro municipal”.

Ela também afirmou priorizar “o atendimento continuado da população nos clubes municipais, sendo necessário, por conseguinte, destinar os recursos que seriam utilizados para o custeio dos projetos [do chamamento da Virada] para assegurar o pleno funcionamento da pasta”.

Basicamente, a 11ª edição da Virada Esportiva  será, assim, uma reunião de diversos eventos promovidos e financiados pela iniciativa privada em um fim de semana, contando com o apoio da prefeitura.



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Doação da Nike inclui demarcações no piso de corrida do parque Ibirapuera

Marcações de traçados do Ceret (Esportividade)

Marcações de traçados do Ceret (Esportividade)

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente deu nesta semana mais algumas informações sobre as melhorias que a Nike do Brasil fará no parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. Os corredores e os caminhantes serão os maiores beneficiados. Faz parte de um acordo de cooperação “a execução de melhorias na infraestrutura de sinalização das três pistas de corrida/caminhada e nas estradas principais do parque, com a doação de placas informativas e com a inclusão de demarcações no piso (corrida e caminhada)”. Ainda não foi informado como o asfalto será demarcado.

Além disso, haverá a execução de serviços de manutenção do campo de futebol e das infraestruturas doadas/reformadas e a promoção de serviços esportivos, contemplando atividades abertas e gratuitas para todos os que frequentam o Ibirapuera. Essas melhorias foram orçadas em R$ 750.469,20, investimento a ser feito pela empresa de material esportivo. Dois anos são o prazo inicial do contrato, podendo ser prorrogado por mais um.

Exemplo do Ceret

Uma referência hoje em dia de sinalização para corredores na cidade de São Paulo é o Ceret. O belo parque da zona leste conta com linhas de cinco cores pintadas no asfalto, cada uma marcando um percurso distinto (1.525 m, 780 m, 570 m, 440 m e 280 m), além das placas indicativas de distância. O Ibira, cuja volta principal possui cerca de 3 km de extensão, carece de algo similar.

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Privatização do Anhembi já tem custo: perda de estádio e conjunto aquático

Estádio Ícaro de Castro Mello com ginásio do Ibirapuera ao fundo (SELJ)

Estádio Ícaro de Castro Mello com ginásio do Ibirapuera ao fundo (SELJ)

O Governo do Estado de São Paulo apresentou nesta semana o plano de demolição do estádio Ícaro de Castro Mello, do Palácio do Judô e do conjunto aquático, integrantes do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, na região do parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo, para a construção do que chama de uma “arena multiúso coberta”, com as mesmas características da que seria erguida ao lado da concentração do sambódromo do Anhembi. Se sair do papel, o novo ginásio, para 20 mil espectadores, será vizinho do ginásio do Ibirapuera, fazendo parte de um mesmo complexo esportivo. O governo estadual publicou um chamamento público a fim de que a iniciativa privada faça estudos de viabilidade para que possa ser lançada uma licitação.

A solução apresentada, a de construção de um ginásio para 20 mil pessoas no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, é uma consequência dos planos de João Doria para o Anhembi Parque, que deverá ser privatizado. A administração anterior, chefiada por Fernando Haddad, estava bem perto de revelar o vencedor de uma licitação destinada à construção e à administração de uma “arena multiúso coberta” para 20 mil pessoas onde funcionam setores administrativos da SPTuris, ao lado da concentração do sambódromo. Porém, por causa do projeto de privatização daquele espaço, tudo foi abortado.

A expectativa da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude é a de que a parceria com a iniciativa privada traga investimentos de R$ 230 milhões para os 105 mil metros quadrados do complexo esportivo. A SELJ, administradora do conjunto, considera a futura concessão “onerosa por prazo determinado”, pois São Paulo receberá contrapartidas financeiras durante os anos de contrato com a empresa vencedora (até 30 anos).

Complexo esportivo depois de obras poderá ficar assim (Governo do Estado de São Paulo)

Complexo esportivo depois de obras poderá ficar assim (Governo do Estado de São Paulo)

Chama a atenção o destino pensado pela SELJ para cada uma das instalações existentes. O “sessentão” ginásio Geraldo José de Almeida, mais conhecido como do Ibirapuera, por enquanto o principal da cidade, passará a contar com sistema de ar-condicionado e telões e vai ser feita uma renovação geral de sanitários, vestiários e parte elétrica, por exemplo. O mesmo vale para o ginásio Mauro Pinheiro.

Nos planos da secretaria, o Ícaro de Castro Mello, que antigamente era um velódromo (inaugurado 6 de novembro de 1954) e, posteriormente, passou a ser praticamente somente um estádio de atletismo, vai ser demolido. A Arena Caixa, em São Bernardo do Campo, tornou-se o principal estádio de atletismo paulista, e o Ícaro perdeu diversas competições desde 2014, mas ainda é um importante centro de treinamento.

Recentemente reformada, a piscina olímpica do Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo, na concepção do governo estadual, será demolida, e haverá a transformação da de saltos em reservatório de águas pluviais de reúso. Ali, sobre a então piscina, será implantada uma quadra poliesportiva descoberta, aproveitando as arquibancadas existentes para o público, que contará com sanitários renovados.

O Palácio do Judô também será descontinuado. As quadras de tênis descobertas igualmente serão “suprimidas”, termo usado pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude. Administração e alojamentos serão demolidos, e essas atividades serão exercidas em salas da “nova arena”. O sistema de estacionamento será reorganizado, inclusive prevendo uso do subsolo da “nova arena”.

Ainda não é o projeto final

“Esta é a etapa em que o poder público ouve o mercado para melhor definir a modelagem final da concessão. As sugestões serão então analisadas por um grupo de trabalho e elas vão passar por audiências públicas antes de serem consolidadas no edital de licitação para escolha do futuro concessionário, que deverá ser publicado no primeiro semestre de 2018″, diz a SELJ.



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Reforma de R$ 7,5 mi de pista expõe maior chance olímpica perdida por SP

Pista de atletismo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa

Pista de atletismo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (Divulgação)

A pista de atletismo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa receberá um investimento de cerca de R$ 7,5 milhões do governo federal e será totalmente reformada – com material italiano –, mas esse dinheiro (ou uma boa parte dele) poderia ter vindo da China. O Esportividade noticiou com exclusividade em 24 de outubro de 2016 que a cidade de São Paulo perdeu a chance de a delegação chinesa fazer sua última etapa de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio-2016 lá e, consequentemente, de embolsar uma boa quantia para isso. O resultado disso é que os recursos agora são federais. A China optou pelo Esporte Clube Pinheiros, que recebeu US$ 3,5 milhões dos chineses para a utilização das instalações de 22 de julho a 15 de agosto, envolvendo 15 modalidades.

Quem participou da fase final da negociação da ida da China ao Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa foi Luis Eduardo Dutra Rodrigues, ex-presidente pinheirense que foi, de junho de 2015 a dezembro de 2016, titular da Coordenadoria de Gestão do Esporte de Alto Rendimento da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a Seme.

“Eu era presidente do Pinheiros quando o comitê olímpico chinês nos procurou e fez um contrato de intenção em razão da necessidade de aclimatação”, disse Dutra ao guia em 2016. “O contrato tinha o período de aproximadamente um ano; eles teriam de optar ou não pelo Pinheiros desde que pagassem os valores que interessassem ao clube. Quando eu saí do EC Pinheiros e fui para o Centro Olímpico, tive uma surpresa: o comitê olímpico chinês também estava com tratativas com o COTP para a mesma finalidade. Por opção deles, fecharam com o Pinheiros.”

Pista de atletismo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (Esportividade)

Pista de atletismo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (Esportividade)

Dutra explicou que o Centro Olímpico, um órgão subordinado à secretaria municipal esportiva, poderia ter sido modernizado se a delegação chinesa tivesse o escolhido. “Como coordenador do COTP, eu tinha muito interesse que a delegação chinesa fizesse a aclimatação lá. Nós teríamos valores importantes de receita e haveria uma melhora na estrutura do COTP.”

No entanto, houve alguns entraves, como a exigência de compra de equipamentos de ginástica artística de uma marca que a China queria. “O poder público tem algumas dificuldades processuais, e todos os valores que seriam encaminhados para lá dependiam de uma aprovação processual (em um período mais longo). Uma das coisas que impactaram foi o fato de que tínhamos de comprar equipamentos específicos, e o município não pode os adquirir sem licitar. A secretaria não poderia direcionar para determinada marca. Mas ficou muito bem colocado o comitê no Pinheiros”, afirmou.

Mais ações do Ministério do Esporte em São Paulo

A capital paulista será a primeira cidade do país a receber o programa do Ministério do Esporte voltado à prática do basquete de rua, inclusive noturna. Serão 12 quadras implantadas em parques de áreas periféricas da cidade (quatro na zona leste, quatro na zona sul e quatro na zona norte). “Vamos utilizar a Lei de Incentivo ao Esporte para implantação dessas 12 quadras, que estarão entregues em dezembro deste ano”, disse o prefeito João Doria.



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Prefeitura confirma doação, e Nike sinaliza pistas de corrida do Ibirapuera

Trio correndo no parque do Ibirapuera (Esportividade)

Trio correndo no parque do Ibirapuera (Esportividade)

A Nike do Brasil vai mesmo tornar o parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, melhor para os corredores. Foi publicada na primeira página do Diário Oficial da Cidade de São Paulo desta quinta-feira, 20 de julho, a autorização da celebração de um termo de cooperação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente com a empresa.

A fabricante de artigos esportivos fará melhorias na estrutura de sinalização de três pistas de corrida e caminhada e reforma e manutenção do campo de futebol. Ela também vai ficar responsável por promover atividades abertas e gratuitas para todos os frequentadores do mais famoso parque paulistano. E, apesar da doação da empresa à prefeitura, não poderá colocar seu logotipo nas placas das pistas, mas, conforme acordo feito, poderá exibi-lo de outras formas lá.

Ela terá ainda de observar as ressalvas que foram feitas por Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (que é o Conpresp), Conselho Gestor do Parque Municipal Ibirapuera, Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (cuja sigla é Condephaat) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Uma referência hoje em dia de sinalização para corredores na cidade de São Paulo é o Ceret. O belo parque da zona leste conta com linhas de cinco cores pintadas no asfalto, cada uma marcando um percurso distinto (1.525 m, 780 m, 570 m, 440 m e 280 m), além das placas indicativas de distância. O Ibira, cuja volta principal possui cerca de 3 km de extensão, carece de algo similar.

Novas informações:
Doação da Nike inclui demarcações no piso de corrida do parque Ibirapuera



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Sobreposição imagética mostra como SP era a ‘cidade esportiva dos rios’

Clube de Regatas Tietê abaixo e Esperia acima

Clube de Regatas Tietê abaixo e Esperia acima

Nas primeiras décadas do século XX, era impossível dissociar o esporte praticado em São Paulo dos rios da cidade. A maior parte dos principais clubes poliesportivos era fundada justamente nas regiões com ampla oferta de água, pois era comum a prática de natação e remo, por exemplo. Ainda hoje existem clubes nas zonas marginais de Tietê e Pinheiros, mas, com o passar do tempo e as retificações de ambos, perdeu-se a noção do motivo de estarem onde estão. Sobreposições de imagens ajudam a entender as raízes do esporte paulistano.

Esporte Clube Pinheiros, então Germânia

Esporte Clube Pinheiros, então Germânia

Uma ortofotografia de 2004 foi posicionada sobre o grande mapa municipal de 1930, e o que se vê é como os clubes aproveitavam os rios Pinheiros e Tietê para a prática esportiva há 87 anos. Até mesmo o Sport Club Germânia, futuro Esporte Clube Pinheiros, contava com uma “praia particular”. Não se tem, entretanto, essa noção atualmente, pois o rio foi retificado e um pouco recuado – como se observa na imagem acima.

AA São Bento, São Paulo FC (azul) e CR Tietê (amarelo) por "Tietê, o rio do Esporte"

AA São Bento, São Paulo FC (azul) e CR Tietê (amarelo) por “Tietê, o rio do Esporte”

Somente o rio separava e ainda separa o Esperia do Tietê, mas, em 1930, justamente o ano em que o São Paulo Futebol Clube foi fundado e jogava também ali, no campo que se chamava Chácara da Floresta, aquele era o “centro nervoso” do esporte paulistano. Não era à toa a existência da “praça dos Esportes” diante do Clube de Regatas Tietê, entre este e a atual avenida Santos Dumont. Leia também: Prefeitura ignora no Centro Esportivo Tietê parte importante da história de Corinthians e São Paulo.

Estádio do Canindé

Estádio do Canindé

Com a sobreposição, também é possível entender por que parte do terreno do estádio do Canindé é da prefeitura e outra parte, da Portuguesa. A parte que é da administração municipal é justamente aquela que em 1930 estava inundada. Antes da Lusa, ocuparam a área a Associação Alemã de Esportes e o São Paulo Futebol Clube.

Sede do Corinthians no Parque São Jorge

Sede do Corinthians no Parque São Jorge

Quando o Tietê foi retificado, o Corinthians pôde construir quadras no terreno do Parque São Jorge, ganhando área construída. Dos três grandes clubes de futebol da capital paulista, o único que em 1930 não tinha casa em frente ao Tietê era o Palestra Itália, o Palmeiras, que já estava no Parque Antarctica.

Parque Antártica (Palestra Itália)

Parque Antarctica (Palestra Itália)

Você mesmo pode “brincar” de “navegar” por São Paulo de 1930: o Geosampa (clique aqui) é um serviço público oficial da capital paulista. Basta, em “mapa base”, à direita, escolher “mapeamento 1930 – Sara” e compará-lo com “ortofoto 2004 – MDC”.



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ZN ‘perde’ ginásio do Anhembi por ora; plano para Pacaembu é realista

Estudo da Time for Fun (Reprodução)

Estudo da Time for Fun (Reprodução)

A zona norte de São Paulo ficou muito perto de deixar de ser figurante para se tornar protagonista do esporte na cidade de São Paulo. Estava avançado o projeto de cessão de um terreno ao lado da concentração do sambódromo do Anhembi para a iniciativa privada construir uma “arena multiúso coberta”, ou seja, um grande e moderno ginásio. O plano de venda da São Paulo Turismo S/A e de todo o complexo, no entanto, inviabiliza-o por ora. Se a intenção da gestão João Doria se concretizar, caberá ao novo dono do espaço a decisão de construir ou não um ginásio lá.

Durante a gestão Fernando Haddad, avançou a inciativa de criação da “arena multiúso coberta”. A área seria cedida a uma empresa mediante pagamento de direito de uso, e quem oferecesse o maior valor mensal e, claro, tivesse as condições técnicas e econômicas necessárias para cuidar do empreendimento seria o vencedor da licitação. Empresas como Time for Fun (que justamente deu a ideia) e WTorre estavam interessadas no negócio.

O edital de concorrência foi lançado em 15 de julho de 2016, mas houve uma suspensão para esclarecimentos e nunca se soube o vencedor dela. As obras deveriam ficar prontas até o segundo semestre de 2019. Seria uma resposta a uma carência da capital paulista, a qual não conta com modernos ginásios poliesportivos.

Questionado pelo guia Esportividade sobre a “arena multiúso coberta”, Wilson Poit, um dos responsáveis pela iniciativa da gestão Haddad e agora secretário de Desestatização e Parcerias de Doria, disse: “Não houve prosseguimento. Eu acreditava muito naquele projeto. Ela era para 20 mil pessoas, coberta”.

“O que achamos agora é que a arena pode ser incorporada ao Anhembi. Além dela, poderia haver ali um grande salão de convenções, um hotel dos maiores de São Paulo, um edifício-garagem. São 400 mil metros quadrados. O que tem de diferença é que agora é uma privatização. Naquele momento, era uma concessão. Depois da autorização da Câmara, vamos fazer a venda da SPTuris S/A, que é dona de todo aquele terreno. Mas certamente ali cabe uma arena. O sambódromo deve permanecer e quem comprar aquele espaço vai ter de cedê-lo à prefeitura no mínimo um mês por ano para a realização do Carnaval.”

Por outro lado…

Estádio do Pacaembu (Heloísa Ballarini/Secom)

Estádio do Pacaembu (Heloísa Ballarini/Secom)

O projeto de concessão do estádio do Pacaembu à iniciativa privada da gestão Fernando Haddad, encerrada em 2016, era considerado “inviável” pelos próprios participantes, como era o caso do arquiteto Mauro Munhoz, o mesmo do Museu do Futebol. Estabelecia requisitos complexos e custosos, como a adoção do “padrão Fifa” no Paulo Machado de Carvalho e a criação de um estacionamento para 2 mil veículos.

As discussões sobre o Pacaembu da gestão João Doria são mais abertas, bem como é o atual projeto de concessão, que não é um plano fechado. Os estudos que serão feitos por empresas interessadas levarão a um modelo e a uma licitação no primeiro trimestre de 2018. E, como o próprio Mauro Munhoz disse, o maior desafio é pensar na geração de receita quando não há jogos de futebol ou rugby, ou seja, na maior parte do tempo. Os grandes shows, porém, não estão em pauta, atendendo aos anseios da Viva Pacaembu, associação de moradores do bairro.

O secretário de Esportes e Lazer, Jorge Damião, revelou que o custo de manutenção do complexo esportivo do Pacaembu já caiu de R$ 9 para R$ 6 milhões por ano. Ele reiterou que o clube, com piscina e quadras, continuará a oferecer aulas gratuitas para a população mesmo após a concessão, que terá prazo mínimo de dez anos.

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