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Natação 05/12/2013

Cielo diz precisar se policiar ao treinar com jovens talentos em São Paulo

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Cesar Cielo fala à imprensa em loja do shopping Center Norte

Cesar Cielo fala à imprensa em loja do shopping Center Norte (Divulgação)

Embora pretenda passar em 2014 a maior parte de seu tempo treinando nos Estados Unidos, no Arizona, o nadador brasileiro mais vitorioso da história, Cesar Cielo, deixou um legado em 2013 para os jovens nadadores de São Paulo: o núcleo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação paulistana, do projeto Novos Cielos. Com recursos captados na inciativa privada, lá são treinados por nove professores 70 atletas de oito a 18 anos. Quando está no Brasil, Cesar regularmente treina no Centro Olímpico também, o que, segundo ele, exige um “maior policiamento”.

Em evento na loja da grife Highstil, para a qual faz campanha publicitária, do shopping Center Norte, o campeão olímpico em 2008 disse: “Tenho de me policiar o tempo inteiro com eles. Não posso nadar errado, porque sei que eles estão me vendo; não posso fazer coisa errada fora da piscina”.

Em São Paulo, Cielo costuma treinar no Centro Olímpico, em Moema, na zona sul, e no Paineiras do Morumby. “Dividimos raia [com o pessoal do COTP], nadamos todos os dias nos mesmos horários. Esse é o grande trunfo do projeto na hora de apresentá-lo a um patrocinador: eles podem visitar o Centro Olímpico naquele horário, porque lá estarei nadando, lá estará o pessoal da equipe. É uma coisa que funciona”, afirmou.

Cielo dá conselhos aos jovens: “O treino é feito pelos profissionais que contratamos. É coisa de detalhes: ensino uma saída, uma virada. É bacana, uma motivação legal, algo de que, certamente, passando mais tempo fora, vou sentir falta sim”.

Quando está no Centro Olímpico, Cielo, recordista mundial de 50 e 100 metros livres em piscina de 50 metros, como a do COTP, dá sequência à sua rotina de treinos de velocidade. “O tempo todo fazemos tiros de 15, de 25, de 30 metros, mas sempre na intensidade em que queremos nadar na competição. Treinamos como se fosse campeonato”, afirmou.

O nadador nascido em Santa Bárbara d’Oeste passará janeiro e fevereiro de 2014 nos Estados Unidos, voltará à América do Sul em março para o Sul-Americano no Chile e estará no Troféu Maria Lenk em abril. Depois disso, pretende voltar aos EUA. Mas seu projeto em São Paulo continuará independentemente de seu tempo fora do país.

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