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Como ter um dia repleto de esporte sem muito esforço em São Paulo

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Rua Angelina Maffei Vita, que separa a Hebraica e do Pinheiros

Rua Angelina Maffei Vita, que separa o Pinheiros (esq.) da Hebraica (dir.)

O Jardim Europa, na zona oeste, é um dos bairros de São Paulo onde mais se respira esporte. Assistir gratuitamente a dois jogos de competições estaduais adultas de modalidades diferentes, um em seguida do outro, exigiu apenas uma caminhada de menos de 500 metros no fim da tarde de sábado. Não foi sequer necessário tirar o carro do lugar onde estava estacionado. Com tamanha facilidade, o sentimento foi de questionamento: por que mais gente não faz o mesmo e vai aos ginásios? Embora nenhum dos dois jogos tenha tido alto nível técnico de ambas as equipes participantes, eles foram um ótimo passatempo para toda a família.

A programação começou na Hebraica, tradicional clube judeu, onde o time da casa e São Carlos disputariam partida do SuperPaulistão masculino de handebol. Ir de carro ao local foi uma opção, e outra seria utilizar os trens da CPTM. Embora houvesse muitos automóveis estacionados na rua, não foi muito difícil encontrar uma vaga.

Ginásio da Hebraica em dia de jogo de handebol (Andrei Spinassé/Esportividade)

Ginásio da Hebraica em dia de jogo de handebol (Andrei Spinassé/Esportividade)

O acesso ao ginásio se deu pela portaria da Angelina Maffei Vita, rua que separa a Hebraica e do Esporte Clube Pinheiros. Mas, para entrar lá, foi preciso fazer rápido cadastro, mostrar RG e passar por detector de metais. O que mais chamou a atenção logo de cara foi o ginásio, amplo e bem cuidado. Quando o jogo começou, às 16h30, ficou no ar a dúvida: e o placar eletrônico? Não estava em funcionamento. Os integrantes da mesa de arbitragem, então, alteravam os números à moda antiga, como se estivessem avançando meses de um calendário. A partida em si não representou grandes dificuldades para a equipe local, que venceu o duelo por 25 a 21 com público de no máximo 60 espectadores. A trilha sonora do jogo, para quem estava nas arquibancadas, foi a música judaica vinda dos alto-falantes da parte externa do clube.

Ginásio do Pinheiros em dia de jogo de basquete (Andrei Spinassé/Esportividade)

Ginásio do Pinheiros em dia de jogo de basquete (Andrei Spinassé/Esportividade)

Após rápida caminhada até a rua Hans Nobiling, por onde o público acessa o ginásio Henrique Villaboim, foi a vez de assistir a Pinheiros x Jacareí, partida da principal divisão do Campeonato Paulista de basquete. A entrada do público foi feita por um portão diferente daquele que dá acesso ao clube, e não foi necessário fazer cadastro nem passar por revista.

Mesmo às 18h30, meia hora antes do início da partida, quatro garotos gritavam sem parar nomes dos jogadores pinheirenses e animavam o ambiente. Mas, quando o jogo começou, essa animação deu lugar a um clima de estranheza, porque estava fácil demais para os jogadores do time local. No intervalo, o “leão”, mascote do Pinheiros, convocou cinco espectadores para tentar fazer arremessos do meio da quadra valendo bombons, e este que vos escreve participou da brincadeira. Acertar a cesta é mais difícil do que parece, tanto que não houve vitoriosos. Quase cem pessoas assistiram à esmagadora vitória do Pinheiros por 105 a 63.

Arquibancada do Pinheiros em jogo contra Jacareí (Andrei Spinassé/Esportividade)

Arquibancada do Pinheiros em jogo contra Jacareí (Andrei Spinassé/Esportividade)

Às 20h30, após horas de esporte gratuito, terminou o sábado esportivo. Naquele dia ainda havia outra opção a partir das 18h a 3 km dali: jogo de basquete do Paulistano contra o São José.

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