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Corrida de rua 22/04/2020

Corridas podem voltar com o fim gradual da quarentena em São Paulo; entenda

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Pré-largada da São Silvestre-2019 (Esportividade)

Observação (feita às 14h16 de 8 de maio): o governador João Doria disse que, em maio, não há como a quarentena ser flexibilizada.

O governo estadual anunciou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2020, a implementação do Plano São Paulo a partir de 11 de maio, quando, se o planejamento for mantido, terá início a flexibilização da quarentena, que será faseada, regionalizada e setorial. O governador João Doria disse que detalhes só serão divulgados em 8 de maio, mas é certo que os eventos esportivos participativos não estarão nas primeiras levas de liberação.

Serão priorizados os setores de maior vulnerabilidade econômica e de menor risco, e corridas de rua, embora sejam ao ar livre, representam aglomeração de pessoas, o que contribui para a proliferação do novo coronavírus, que causa a covid-19.

Para poderem se restabelecer, os setores terão de seguir protocolos particulares, que dependerão das características de cada um deles.

Embora a tendência seja a de que a corrida fique “do meio para o fim da fila” de retorno dos setores, os organizadores deveriam criar desde já protocolos para serem levados ao governo estadual. As empresas estudam a criação de uma associação, que, se for formalizada a tempo, terá essa importante primeira missão.

Existem várias medidas que poderiam ser adotadas pelos organizadores, como menor número de participantes, entrega de kit ao ar livre, maior distanciamento entre atletas antes da largada, início de prova em pelotões, incentivo à volta para casa ao fim do percurso e distribuição de álcool em gel e máscaras. Nesse contexto, faria sentido um plano para que se aumentasse o limite de corredores por evento progressivamente.

Se os organizadores se unirem, poderão chegar a um consenso e não ir para o “fim da fila”. Caso contrário, terão de seguir as determinações governamentais sem ao menos ter a chance de se posicionar sobre as condições do retorno, que talvez seja mais lento do que poderia ser.

Junho é o novo “mês-chave”: quase todas corridas que seriam em maio na região metropolitana já foram adiadas, e agora junho é o principal mês com eventos sob risco.

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