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Esporte 21/10/2013

De São Bernardo a Barueri, de futsal a rugby: um sábado de muito esporte

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Pasteur x SPAC na Arena Barueri (Andrei Spinassé/Esportividade)

Pasteur x SPAC na Arena Barueri (Andrei Spinassé/Esportividade)

Assim como é possível aproveitar um dia repleto de esporte sem grandes deslocamentos em São Paulo, pode-se ter o oposto quanto à distância, mas com o mesmo resultado final. Os cerca de 50 km entre o ginásio Adib Moysés Dib (o Poliesportivo), em São Bernardo do Campo, e a Arena Barueri tornam-se secundários – embora não possam ser ignorados no planejamento – quando o que se quer é passar o sábado assistindo a jogos de duas modalidades totalmente diferentes, mas igualmente boas de serem vistas.

A jornada de 19 de outubro de 2013 começou com uma ida a São Bernardo do Campo, onde as seleções feminina e masculina de futsal jogariam amistosos contra Argentina e Guatemala, respectivamente, em evento comemorativo dos 350 anos dos Correios, que as patrocinam. As equipes brasileiras se preparam para duas competições importantes a serem disputadas em breve: o Mundial feminino e o Grand Prix masculino. O acesso ao ginásio era feito mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível. Mesmo assim, não houve grande público, embora os presentes tenham se mostrado animados.

Vanessa em amistoso contra a Argentina (Zerosa Filho/CBFS)

Vanessa em amistoso contra a Argentina (Zerosa Filho/CBFS)

Logo veio o primeiro gol das brasileiras contra as argentinas: durante o primeiro minuto. As estrangeiras, claramente com bem menos posse de bola, empataram o jogo, mas, depois disso, só deu Brasil: 6 a 1 no placar final. Quem desequilibrou foi Vanessa, três vezes eleita a melhor jogadora do mundo (2010, 2011 e 2012, mesmos anos em que a seleção brasileira foi campeã mundial) e autora de três gols nesta partida, que marcou a estreia de Manoel Tobias à frente da seleção feminina de futsal. O plano era ver também os primeiros minutos do amistoso masculino, o que foi impossibilitado pelo atraso do jogo, que terminaria 5 a 0 para o Brasil, com direito a gol de Falcão.

Os 50 km agora tiveram relevância. O caminho até Barueri para ver a final do Super 10, o Campeonato Brasileiro de rugby, não foi totalmente tranquilo, pois havia obras na avenida dos Bandeirantes e na altura da ponte Cidade Jardim da marginal do Pinheiros, o que provocou congestionamentos. Depois de mais uma hora de viagem, foi possível chegar ao estádio antes das 13h30, meia hora antes do início da partida. O almoço, no entanto, ficaria para mais tarde.

Final do Super 10 em Barueri (João Pires/FOTOJUMP)

Final do Super 10 em Barueri (João Pires/FOTOJUMP)

A Arena Barueri com as marcações de rugby impressionou. Causou ainda mais boa impressão a festa das torcidas dos paulistanos Pasteur e SPAC. Apesar de o estádio ter recebido pouco público, com só um setor das arquibancadas (parcialmente) ocupado, os que lá estavam fizeram barulho. Os torcedores do SPAC, clube de origem inglesa, criado em 1888, eram maioria, mas os do Pasteur não deixaram de festejar e esbanjar bandeiras da França – pois foi um clube fundado por franceses e descendentes em 1981 na comunidade do Liceu Pasteur. Os ingressos custavam R$ 10 (valor inteiro).

SPAC comemora o título na Arena Barueri (Luiz Pires/FOTOJUMP)

SPAC comemora o título na Arena Barueri (Luiz Pires/FOTOJUMP)

O Pasteur abriu o placar e levou uma virada do SPAC. No segundo tempo, a história se repetiu. O Pasteur recomeçou melhor e voltou a ter a vantagem. O jogo, que chegou a estar 18 a 12 para o Pasteur, que parecia que finalmente voltaria a ser campeão brasileiro depois de quase duas décadas de jejum. Só que, nos últimos minutos, quando o placar já estava 18 a 17, o SPAC fez bela jogada pela esquerda, e o jogador Boy fez um try, ou seja, apoiou a bola na área chamada in-goal do adversário, o que valeu cinco pontos, a virada e o 13º título nacional para o SPAC, que não triunfava no Campeonato Brasileiro desde 1999.

Com um fim de jogo como esse, nem mesmo a falta de almoço e o trânsito pesadíssimo na rodovia Castello Branco, por causa da interdição de duas faixas da direita no km 25 para recapeamento da pista, foram suficientes para tirar o bom humor.

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