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Corrida de rua 01/08/2016

Equipe Esportividade está formada para o Senna Racing Day; veja octeto

Por Esportividade
Área de revezamento (Instituto Ayrton Senna)

Área de revezamento (Instituto Ayrton Senna)

A equipe Esportividade para a disputa da 13ª maratona de revezamento Ayrton Senna Racing Day já está definida. Sete dos 180 participantes do concurso cultural foram premiados com uma inscrição cada um para a prova da manhã de 4 de setembro de 2016, domingo, no autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.

O guia esportivo pediu aos leitores que respondessem da maneira mais inspirada que pudessem até quinta-feira passada, dia 28: “Que virtude do Ayrton Senna ajuda você nos momentos difíceis de uma corrida de rua? Conte uma história real de algo que tenha acontecido com você que exemplifique a resposta”.

A comissão julgadora privilegiou histórias que se passaram em uma corrida de rua específica e algum ato verídico do tricampeão de Fórmula 1. Confira quem integrará o octeto com o editor do Esportividade, Andrei Spinassé:

Douglas Miranda de Camargo:

Virtude: foco no objetivo e amor em tudo o que se faz.

No ano de 2012 estava participando de uma ultramaratona 24 horas acompanhado de dois amigos. Deixamos a alimentação e o vestuário (tudo) no porta-malas do carro no estacionamento. Na madrugada, por volta das 3h da manhã, subimos para trocar de roupa e comer e infelizmente haviam aberto o carro e levado os pertences. Naquele momento foi uma mistura de raiva, fome e frio.

Passados alguns minutos, meus dois colegas ficaram tristes e desistiram de voltar à prova. Eu estava focado e tinha treinado. Voltei para a pista e corri mais do que antes. No fim eu consegui o terceiro lugar na minha categoria e fiquei muito feliz, apesar dos prejuízos com os pertences. Não perder o foco e o amor pela corrida: isso que me manteve [determinado] a obter o resultado.

Jocelio Cordeiro de Sousa:

Uma das virtudes do nosso Ayrton que lembro foi o heroísmo de 1992, quando ele parou sua McLaren para desligar o carro de Érik Comas, que vazava combustível após um acidente no treino do GP da Bélgica!

Um fato que aconteceu no ano passado na Meia Maratona da Caixa em Santo André: eu estava terminando os meus 5 km (hoje já realizo provas de 10 km) e uma corredora caiu na descida, antes da subida do viaduto da perimetral. Parei, a levantei e a acompanhei até uma ambulância, que se encontrava a uns 400 m. Para muitos pode parecer apenas mais um caso corriqueiro de corrida, mas com certeza para a moça que ajudei foi um ato heroico, porque algumas pessoas passaram por ela e não a ajudaram!

Lucia M. Gushi:

Sem dúvida nenhuma, a seriedade e o compromisso que Senna sempre teve nas competições, independentemente de seu carro estar ou não em perfeitas condições.

Durante um treino preparatório para minha primeira meia maratona, sofri uma queda e machuquei os dois joelhos, que ficaram praticamente em carne viva. Por ter treinado meses com muita dedicação, eu estava determinada e confiante, mesmo sentindo desconforto ao correr.

Corri com uma amiga que sempre usou joelheiras por causa de lesão. Era a primeira meia maratona dela também, e parecíamos duas sobreviventes de guerra: eu com os joelhos vermelhos ainda mal cicatrizados ao lado dela usando joelheira.

Foi simplesmente inesquecível quando cruzamos a linha de chegada juntas, cansadas, felizes, realizadas e principalmente vitoriosas ao som da música “Chariots of Fire” (“Carruagens de Fogo”), que, curiosamente, eu associo ao Ayrton Senna, talvez por saber que ele sempre deu seu melhor para nos orgulhar.

Maiara Oliveira Soares:

Na verdade são duas virtudes do Ayrton Senna que me ajudam nas corridas de rua: a superação e a concentração.

A superação porque a cada prova tento superar os meus próprios limites. E a concentração porque preciso focar para completar a prova.

O dia 12 de junho de 2016 teve uma das manhãs mais frias do outono de São Paulo; estava uns 3ºC e era Dia dos Namorados! Eu e o meu marido fomos a uma prova no Parque Ecológico do Tietê. Dois casais de amigos declinaram de participar da prova por conta do frio. Eu e o meu marido fomos firmes, mesmo com as baixas temperaturas.

Confesso que, quando o despertador tocou, pensei em declinar, mas com foco e determinação nós fomos! Nesse dia, consegui fazer um tempo (que para mim) foi muito bom, completei os 10 km em 1h07min.

Sem dúvidas, esse dia para mim foi de superação! Superação em todos os sentidos: sair da cama, frio congelante, cruzar a linha de chegada e bater o próprio recorde!

Comecei a correr neste ano, em março fiz a minha primeira prova e, de lá pra cá, não parei mais; aliás, não paramos! Consegui que o meu marido, que era totalmente sedentário, se tornasse um corredor!

Marcos Eduardo Garcia:

A maior virtude de Ayrton Senna dentro das pistas foi a coragem. Tinha a coragem de pilotar na chuva como nenhum outro, de permanecer na pista mesmo sem o câmbio estar trocando todas as marchas. Tinha coragem para mudar de estratégia no meio de uma corrida – sem o aval do seu engenheiro. Coragem é algo que inflama quando você acredita que é capaz de alcançar qualquer coisa independentemente de todas adversidades.

Tive coragem para encarar uma condropatia patelar e não desistir de correr minha primeira meia. Ortopedistas e fisioterapeutas falaram que não seria mais o momento para as longas distâncias. Falaram que eu iria sentir dores constantes, a cartilagem ficaria mais desgastada e prejudicaria meu dia a dia. Ouvi de amigos: “Problema no joelho? Nunca mais correrá como antes…”

Acreditei em mim. Eu encarei todos os treinos, fortalecimentos e sessões de alongamentos. Fiz minha primeira meia maratona. Hoje sou mais veloz do que antes. Não tenho dores. A cartilagem não se desgastou mais.

Às vezes a coragem se mistura com a fé, e esse poder sempre nos leva aonde sonhamos. Uma hora chegamos lá onde queremos, de alguma maneira chegamos, como dizia Ayrton.

Orlando Antonio Barauna:

Companheirismo. Em agosto de 1992, durante os treinos livres do GP da Bélgica, um acidente grave com o piloto Érik Comas, que ficou inconsciente e teve sua vida salva pelo Ayrton Senna, que vinha logo atrás e parou seu carro para ajudar o companheiro até a chegada dos médicos.

Em 2015, durante a prova Correr e Caminhar no Jardim Botânico, um amigo pisou em falso em um obstáculo (aquelas tartarugas), torcendo o pé. Ao ver ele caído, não pensei duas vezes: parei e fui ajudá-lo. Posso não ter lembrado do gesto do Ayrton na hora, mas tenho certeza de que ele e eu pensamos a mesma coisa: ajudar um companheiro nos faz também vitoriosos. Obrigado, Ayrton Senna!

Vanessa Hikari Gambata Sato:

O Ayrton Senna era um campeão nas pistas e fora delas. No ano passado, na meia Mizuno Half Marathon, eu tropecei em uma dessas tartarugas em plena marginal e ralei o joelho e a mão esquerda. Estava no km 7, ou seja, um terço da prova. Em nenhum momento eu pensei em desistir; pelo contrário: a dor só me incentivava cada vez mais a terminar a prova, e, a cada posto de água, jogava no machucado e aquilo ardia muito! A perseverança do Ayrton me ajudou. Você só perde na vida quando desiste de lutar por seus sonhos!

As inscrições para a maratona de revezamento Ayrton Senna Racing Day-2016 continuam abertas. Clique aqui para saber como se inscrever nesse evento.

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