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Futsal 17/11/2014

Ginásio lotado: nem todos conseguem ver mais um título da seleção de futsal

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Torcedores buscam em vão ingressos (Andrei Spinassé/Esportividade)

Torcedores buscam em vão ingressos (Andrei Spinassé/Esportividade)

Enquanto dentro do ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo, no domingo, 16 de novembro, espectadores não viam a hora de Brasil x Colômbia, final do Grand Prix de futsal de 2014, começar, do lado de fora alguns iam embora de lá descontentes. Sem terem conseguido ingresso para assistir à partida, voltaram para casa da mesma maneira como haviam chegado ao local: segurando uma sacola com 1 kg de alimento não perecível, que seria doado após a entrada no ginásio.

O estudante Luís Fernando Rodrigues Pereira ficou das 9h às 10h15 na porta do Poliesportivo perguntando às pessoas se alguma delas não usaria um dos bilhetes. Ele foi bem-sucedido pouco antes de os hinos serem tocados. “Já estava ficando desanimado, pensando que não iria conseguir um ingresso”, disse. No entanto, pagou R$ 20, valor inteiro. Se tivesse obtido um tíquete nas bilheterias, teria direito à meia-entrada. Outros, porém, não tiveram a mesma sorte e não puderam ver o jogo de perto.

Falcão domina bola em jogo contra Colômbia (Gaspar Nóbrega)

Falcão domina bola em jogo contra Colômbia (Gaspar Nóbrega)

A venda de ingressos para a nona edição do Grand Prix aconteceu em três pontos distintos de São Bernardo do Campo e, no início da semana, também pela internet. Quem se programou conseguiu, então, comprar o seu.

O ginásio ficou lotado, com 5.350 torcedores, e o público vibrou com mais uma conquista brasileira, a oitava em nove edições do Grand Prix, que neste ano contou também com Costa Rica, Guatemala, Irã e Vietnã.

A euforia se deveu muito à presença do ala Falcão, que em março fez duras críticas à Confederação Brasileira de Futsal, as quais resultaram em junho na renúncia do então presidente da CBFS Aécio de Borba Vasconcelos. Antes das mudanças políticas, o jogador do Brasil Kirin havia pedido afastamento da seleção. Só voltou a defendê-la em agosto, quando o Brasil enfrentou a Argentina no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Falcão comemora seu gol na final do Grand Prix (Gaspar Nóbrega)

Falcão comemora seu gol na final do Grand Prix em cima de placa (Gaspar Nóbrega)

Falcão fez o último dos sete gols do Brasil aproveitando-se no fim do jogo do desespero da Colômbia, cujo goleiro já havia se transformado em um quinto jogador de linha. “Fiz gols em todos os jogos e não havia feito na final ainda; quase fiz aquele golaço de longe, mas a bola pegou na trave. Acabou sobrando uma bolinha e marquei um gol”, afirmou.

“No primeiro tempo, tivemos a dificuldade que esperávamos; no segundo, a facilidade inesperada. Voltamos mais concentrados para a segunda etapa e fizemos o gol logo de cara, o que nos deu uma tranquilidade maior”, disse o ala, que se mostrou despreocupado com o fato de, por causa das semifinais da Liga Futsal, times terem pedido dispensa de jogadores que tinham sido convocados para o Grand Prix: “Quando um não pode, existem dez na fila com as mesmas condições”.

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