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Futebol americano 02/02/2015

Paulistano enche bares para ver Super Bowl, chama Brady de ‘Giselo’ e vibra

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
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Tom Brady conquista seu quarto título na NFL (Ben Liebenberg/NFL)

Tom Brady conquista seu quarto título na NFL (Ben Liebenberg/NFL)

O “clima de Copa do Mundo” tomou conta novamente de alguns bares de São Paulo na noite de 1º de fevereiro de 2015, domingo. Não haveria, no entanto, brasileiro algum em campo. E o football nem sequer era aquele mais popular por aqui. Mas a ansiedade dos que gostam de futebol americano e encheram pubs na zona oeste paulistana somente era comparável àquela vista a cada quatro anos no Mundial de futebol. A diferença é que essa “sensação de Copa” é sentida pelos fãs da modalidade norte-americana anualmente. Assim como no Mundial da Fifa, até salas de cinema exibiram ao vivo a final da NFL.

O jogo entre Seattle Seahawks e New England Patriots teria início às 21h30, mas às 19h já não era mais possível encontrar mais mesas disponíveis no All Black. No Kia Ora, pub igualmente com influências neozelandesas e do rugby, a situação era a mesma, mas os fãs do futebol americano mostraram-se receptivos, e a espera, que é a pior parte, foi proveitosa.

Ficou claro desde o início que Tom Brady seria a peça-chave: não somente do Super Bowl XLIX, mas também dos torcedores. Para alguns o indiscutível talento do experiente quarterback era o que mais contava na torcida a favor do New England Patriots. Para outros o fato de ele ser marido de Gisele Bündchen (que estes consideram “chata”) pesa contra ele, sendo melhor torcer pelo Seattle Seahawks.

A relação com as equipes também se mostrou curiosa. Não necessariamente um torcedor que viu a sua “de coração” não chegar ao Super Bowl apoiará a da outra conferência no grande evento. Um exemplo disso foi um torcedor do Denver Broncos, time do quarterback Peyton Manning, que vibrou com o New England Patriots, também da AFC. No domingo do Super Bowl o que vale é mostrar a paixão pela modalidade, vestindo camisas e artigos da NFL, independentemente de a equipe estar na decisão ou não.

Mas as conversas sobre futebol americano cessaram por alguns minutos. Diferentemente dos jogos de futebol, a hora do intervalo não é de descanso para a torcida. A cada ano um artista diferente se apresenta, e em 2015 foi a vez da cantora pop Katy Perry. A grandiosidade do espetáculo é o que mais chamou a atenção da plateia. Daí sim a Copa do Mundo foi lembrada pela torcida, pois a cerimônia de abertura da competição de futebol é muito mais discreta que a do intervalo do Super Bowl.

No fim das contas, o “Giselo”, apelido de Brady durante a exibição do Super Bowl no Kia Ora, viu “de camarote” uma jogada errada dos Seahawks, que perderam a chance de revirar a partida a 20 segundos do fim – quando eles poderiam ter anotado touchdown decisivo. O passe do quarterback Russell Wilson foi interceptado por Malcolm Butler, e os Patriots recuperaram a posse de bola e asseguraram o título da temporada 2014/2015. Os que torciam pelo time de “Giselo” não conseguiam acreditar no que haviam visto, uma vez que o touchdown dos Seahawks, que estes consideram “time de modinha”, era quase certo.

O pub já estava bem mais vazio nos momentos finais do jogo. Já havia passado da uma hora da manhã (de segunda-feira!) quando o cronometro zerou e a vitória dos Patriots foi confirmada. “Giselo” foi eleito o jogador mais valioso. E o que valeu mais foi saber que é possível acompanhar uma “final de Copa do Mundo” com todo mundo todos os anos.

Brasil classificado

Apesar do amadorismo da modalidade no país e do pouco investimento, a seleção brasileira de futebol americano (Brasil Onças) derrotou a do Panamá por 26 a 14 no fim de semana e classificou-se para a Copa do Mundo. Cada atleta teve de pagar a própria passagem para viajar à América Central.

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