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Corrida de rua 16/01/2020

Preços de aluguel de espaços públicos para corrida podem ultrapassar R$ 70 mil

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Corrida pedestre em Interlagos (Esportividade)

Há empresas que alugam parques ou espaços públicos para as corridas pedestres que organizam. Na cidade de São Paulo, aluguéis desse tipo às vezes representam um dos principais custos do evento, e esses preços, embora estejam em diários oficiais, não chegam ao conhecimento dos participantes.

A Gayotto, empresa organizadora de etapa da Spartan Race Brasil em outubro de 2019, assinou um contrato de locação do autódromo de Interlagos com a prefeitura no valor de R$ 51.499.

Também lá a Iguana Sports realizou o Oakley Challenge, envolvendo corridas “de pista” e trilha e ciclismo, e a conta ficou mais cara, R$ 77.794, pois usou mais áreas do complexo.

A mesma Iguana reservou data – último fim de semana de novembro de 2020 – no estadual Memorial da América Latina para a Run Party, e o aluguel custará R$ 40 mil.

A utilização de três dias do estadual parque Villa-Lobos para montagem, realização e desmontagem da Corrida Unimed rendeu uma conta de R$ 22.285,20 para a Sagaz Esportes.

Mesmo que não seja necessário pagar aluguel de espaço público, em corridas de rua o organizador precisa desembolsar a taxa da Companhia de Engenharia de Tráfego em São Paulo. A empresa privada tem de pagar R$ 20.778,85 para a CET para realizar uma prova com percurso de 10 km na região do Ibirapuera, por exemplo.

Leia também:
Corrida está cara? Em 2019, preço médio de inscrições foi menor que o de 2018

Comentários


  • William disse:

    Bom dia Esportividade!

    Aluguéis de espaços públicos ou parques, locação do autódromo de Interlagos, Memorial da América Latina, CET, entre outros, não são pagos com o valor pago pela inscrição adquirida pelo atleta (quantidade)?
    Ex: São Silvestre.

    Com relação a corridas gratuitas para os atletas, a Secretaria Estadual de Esportes possibilita à iniciativa privada apoiar projetos esportivos elaborados por entidades sem fins lucrativos de natureza esportiva ou por Prefeituras no Estado de São Paulo, através de PATROCÍNIOS PROVENIENTES DE RENÚNCIA DE ICMS POR PARTE DO ESTADO, QUE ABRE MÃO DE PARTE DE SUA ARRECADAÇÃO DO IMPOSTO, para que a empresa possa investir diretamente esses recursos em projetos esportivos aprovados pela pasta.

    A realidade: Em corridas com inscrições pagas pelos atletas, a organização do evento tem o lucro maior do que em corridas com inscrições “gratuitas aos atletas”, já que pagamos nossos impostos e as empresas organizadoras adquirem um “desconto no ICMS” para investir no esporte.

    Moral: Muito ou pouco, os organizadores sempre ganham e nós atletas sempre pagamos a conta.

  • Drika de Jesus disse:

    E o pior é que tá cheio de desinformados que AMAM CORRER DE PIPOCAS e justificam assim: A RUA É PÚBLICA!

    Eu sempre respondo: o Ginásio do Ibirapuera é público, mas se você não PAGAR o ingresso, você não entra de graça.

    Galera apenas quer “dar o jeitinho brasileiro”!

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