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Corrida de rua 31/08/2020

Rentabilidade de organizadores será menor quando corridas voltarem, diz FPA

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Atletas contornando o lago do parque do Carmo (Esportividade)

Até pode haver aval do poder público nos próximos meses para que corridas possam ser retomadas em São Paulo, mas o grande desafio das empresas não vai ser organizar o evento em si. O presidente da Federação Paulista de Atletismo, Joel Lucas Vieira de Oliveira, disse que a lucratividade delas vai se reduzir, uma vez que o número de atletas terá de ser bem menor do que antes de março. “Não é a mesma rentabilidade das corridas pré-pandemia [de covid-19], com certeza”, afirmou ao programa “Fôlego”, da Rádio Bandeirantes, em 30 de agosto de 2020. Existe também risco de prejuízo.

Para que essa questão financeira não seja um entrave para a realização de provas na capital paulista, a FPA pede uma ajuda ao governo municipal: “Pleiteamos um diálogo com a Prefeitura de São Paulo para tentarmos viabilizar uma redução dos custos de tributos e taxas que se cobram nas corridas aqui. Essa realidade [de alta taxação] faz o preço das corridas já de largada ficar mais alto que em outras cidades”.

Ao mesmo tempo que os organizadores precisarão investir mais em medidas higiênicas, eliminarão outros gastos. “Outra questão é que, por mais que você tenha um aumento de gastos nessa parte de higiene, sanitização, haverá uma redução de uma série de outras coisas que faziam parte do universo das corridas e que não estarão nos eventos [como tendas de massagem e patrocinadores] temporariamente”, declarou.

Os eventos da retomada, segundo Joel, serão quase um “túnel do tempo”: “Uma corrida de rua na cidade de São Paulo custa, pelo menos R$ 250 mil, porque, antes da pandemia, não era possível você imaginá-la sem uma série de estruturas. Agora você pensa em um evento parecido com aqueles de 25 anos atrás, que eram praticamente o fechamento das ruas, o percurso e a entrega de medalhas”.

Corredor de máscara no parque da Aclimação (Esportividade)

O presidente acredita já ser possível que haja provas pequenas em setembro, e seis cidades (São Paulo, Taboão da Serra, São Vicente, Sorocaba, Bauru e Franca) paulistas podem recebê-las, mas tudo depende de autorização de cada prefeitura. “Temos pedidos de corridas para 300, 400, 500 pessoas. É uma quantidade em um lugar aberto absurdamente menor que em um shopping center. É muito possível a realização de corrida de rua na realidade atual”, afirmou Joel, segundo o qual 70% das provas pedestres no estado eram para 2 mil pessoas ou menos antes da pandemia.

Negou que qualquer evento de corrida represente uma aglomeração de pessoas: “Propomos que haja outros formatos. Os atletas não precisam estar juntos ao mesmo tempo: podemos fazer provas com baterias de largada, com horários marcados. O momento da aglomeração acontece, prioritariamente, na largada. Depois, existe uma possibilidade pequena disso”.

A FPA só concederá permits para eventos que estejam de acordo com o protocolo sanitário divulgado pela entidade; além disso, as empresas organizadoras terão de cumprir o aprovado pela prefeitura do município em que a corrida acontecerá. A FPA afirma que, progressivamente, o limite de corredores por prova aumentará.

Observação: no dia 30 de agosto, domingo, houve um evento-teste de corrida em São Vicente, liderado pela Yps Eventos, com a participação de 43 atletas convidados. Foi o primeiro do qual se tem notícia em São Paulo. A FPA não teve ligação com a prova, autorizada pela prefeitura.

Leia também:
FPA propõe corrida sem máscara para quem tiver feito testes antes de evento

Comentários


  • Que a prefeitura reduza as taxas, e a Federação Paulista também, já que cobra muito mais caro quando há premiação para atletas de Elite, quando o Organizador só dá meia dúzia de troféus, paga 3 vezes menos.

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