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Vôlei 28/06/2013

Torcedores superam obstáculos para ver jogo na manhã de sexta-feira

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Brasil x França em 28 de junho de 2013 (Andrei Spinassé/Esportividade)

Brasil x França em 28 de junho de 2013 (Andrei Spinassé/Esportividade)

Assistir a um jogo de vôlei em São Paulo às 10h de uma sexta-feira requer paciência e planejamento. Alguns dos espectadores que foram ao ginásio do Ibirapuera neste dia 28 de junho tiveram de fazer sacrifícios para ver de perto o primeiro duelo Brasil x França da Liga Mundial-2013. Cerca de 75% das arquibancadas, de acordo com as estatísticas da Federação Internacional de Vôlei, estavam ocupadas.

O professor Fabio Collaço estava entre as mais de 8 mil pessoas que assistiram à partida no Ibirapuera. Como esta sexta-feira era dia do rodízio de seu carro, ele preferiu ir ao ginásio a pé. “Moro longe, no Brooklin. Gastei pouco mais de uma hora. Saí de casa às 8h”, contou.

A questão da locomoção também afetou Adilson Dividino, 64 anos. “Ficamos 15 minutos parados dentro do táxi. Daí o deixamos e viemos a pé. Só pudemos vir porque somos aposentados”, disse.

Já a dificuldade de Gabriele Camargo, 22 anos, foi bem diferente: “Acordar [foi o desafio]. Viemos praticamente direto da balada. Só cochilamos por uma hora, mas para ver a seleção vale a pena. E saindo daqui vou para o trabalho. Tudo pela seleção”.

Alguns, como o farmacêutico Carlos Henrique Ferreira Rodrigues, trabalham à tarde e, por isso, conseguiram ir ao jogo. Outros, como Ricardo Freitas, precisaram se programar para conseguir estar lá. “Tenho minha empresa, e me programei para estar livre nesta manhã”, afirmou o empresário. Houve quem tivesse faltado ao trabalho, mas obviamente essa pessoa não quis ter seu nome publicado nesta reportagem.

Viviane Viera de Souza, agente de atendimento, acompanha há 28 anos a seleção brasileira masculina de vôlei quando a equipe joga Brasil. A fã já viu partidas em Belo Horizonte, Uberlândia, Curitiba e Rio de Janeiro. É claro que, na cidade onde ela mora, ela estaria presente.

Jogadores lamentam jogo de sexta-feira

Nas entrevistas pós-vitória por 3 sets a 2, os jogadores brasileiros disseram que gostariam que o Ibirapuera estivesse mais cheio. “Sinceramente, gostaria de poder jogar com o ginásio mais cheio”, declarou o levantador Bruno. “É uma coisa que, para nós, sempre fez a diferença. Sabemos como o público é importante para nós, o quanto a torcida brasileira nos apoia e aprendeu a gostar de vôlei. Mas, para uma sexta-feira de manhã, até que houve bom público.”

Bruno ainda disse que, se pudesse escolher entre ter um dia de folga a mais e jogar com o ginásio lotado, ele optaria pela segunda opção.

Lucão também gostaria de jogar para mais gente: “Sabemos que para amanhã [sábado] os ingressos estão esgotados. O ginásio estará lotado. Esse jogo de sexta-feira de manhã atrapalha um pouco, mas paciência. Recebemos uma folga um pouco maior, mas, ao mesmo tempo, é ruim para o público”.

Mais sobre o jogo desta sexta-feira:

Sobre a partida deste sábado:

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