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Corrida de rua 23/09/2020

Análise: covid-19 e conjuntura definiram a não realização da São Silvestre-2020

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Corredores avistam pórtico de chegada (Esportividade)

O anúncio de que nada da Corrida Internacional de São Silvestre vai ocorrer em 2020 foi surpreendente. Esperava-se que, ao menos, uma edição híbrida, virtual para amadores e presencial para elite, fosse anunciada, mas foi dito pela organização que há a previsão de duas edições para 2021: uma em 11 de julho (96ª) e outra em 31 de dezembro (97ª). A conjuntura não foi nada benéfica ao evento: além do principal obstáculo, a pandemia de covid-19, houve outros, o processo eleitoral municipal e a dificuldade de viabilização financeira de uma prova só para atletas profissionais.

A organização da mais tradicional prova pedestre brasileira negociou a realização do evento em 2020 diretamente com o gabinete do prefeito de São Paulo.

Bruno Covas já havia anunciado o cancelamento da festa de Réveillon na avenida Paulista, que seria também em 31 de dezembro, é claro, e o adiamento dos desfiles e blocos carnavalescos. Se autorizasse a São Silvestre agora, mesmo sendo para poucos corredores, poderia ser acusado de incoerência, imagem que não o ajudaria a menos de dois meses do primeiro turno. Também é financeiramente complexo montar toda uma estrutura para só a elite poder competir.

Corredora subindo a Brigadeiro (Esportividade)

Em contrapartida, foi oferecida à Fundação Cásper Líbero outra data, 11 de julho de 2021, quando se espera que a maior parte da população já esteja vacinada contra a covid-19.

Podendo realizar dois eventos em um mesmo ano, a FCL escolheu não entrar na “onda” das virtuais, em que o participante corre onde e quando puder e recebe o kit em casa. Nada a respeito desse formato foi mencionado pela organização ainda.

Pela primeira vez, a São Silvestre será disputada no inverno, o que propiciará uma prova de 15 km bem mais favorável aos atletas, que, se quiserem participar da de julho e da de dezembro, precisarão se programar financeiramente para isso, pois, em 2019, as inscrições custavam R$ 197,50 e a tendência é que o preço suba para 2021.

O fato de em 2020 não haver São Silvestre é inédito: acontecia sem interrupções desde 1925 uma vez por ano (em 31/12).

Já um evento da prefeitura…
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Comentários


  • Ridículo! Prefeito de São Paulo é uma vergonha, juntamente, com o Governador um sujeito asqueroso que atua de maneira parcial, pensando no bem estar próprio, um irresponsável, adoecido pela sede de Poder. Evento da Prefeitura pode acontecer, eleições podem acontecer, e a população, emburrecida pelo medo e pelo pânico não consegue assimilar que estão sendo marionetes para que os citados acima continuem (às escuras) desviando verbas, provocando o caos em São Paulo. Ilógico tudo isso. Atrelar o evento a vacinação é mais absurdo ainda. Não entendo por qual razão São Paulo não reage a tudo isso. Não entendo. Essa é minha opinião!

  • Paulo Rocha disse:

    Bem prudente a decisão, muito embora deveriam ter adotado as mesmas medidas no ano passado pois todos os governantes ja sabiam da circulação do virus em grande escala. Quanto à possibilidade de realizar a prova só para os da elite (profissionais), lógico que não é viável, pois quem de fato banca esses eventos são os amadores que pagam suas inscrições e demais despesas. A respeito da nova data tendo como base a possível cobertura vacinal, tenho ressalvas, pois que garantia há da eficácia dessa vacina, visto que se quer foi devidamente testada conforme preconiza os protocolos internacionais que é no minimo 3 anos.

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