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Após chegada do Skate Run, skatistas divertem-se em atrações do Memorial

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Área de street no Memorial da América Latina (Andrei Spinassé/Esportividade)

Área de street no Memorial da América Latina (Andrei Spinassé/Esportividade)

A área aberta do Memorial da América Latina foi dominada por skatistas na manhã deste domingo de Virada Esportiva em São Paulo. Além das próprias atrações no local voltadas para quem pratica skate, como espaço de street, houve lá a chegada do Skate Run, prova cuja largada aconteceu na praça Charles Miller, diante do estádio do Pacaembu, e cujos percursos eram de 8 km e 3 km. Para onde o visitante olhava via skatistas, e o clima era amistoso. Os skatistas aproveitaram a oportunidade e praticaram outra modalidade, arco e flecha, disponível no local.

O Skate Run foi vencido por Rodrigo Steinbach, que completou os 8 km em pouco mais de 20 minutos. Referindo-se ao evento, ele disse: “Uma galera com uma vibe legal – a verdadeira do skate –, um circuito animal, uma organização punk. Sem dúvida trará novos participantes e desmarginalizará a modalidade, pois a sociedade ainda a associa a esporte de rua, uma coisa marginal, mas, na verdade, somos atletas”.

Rodrigo Steinbach é cumprimentado após chegada do Skate Run (Andrei Spinassé)

Rodrigo Steinbach é cumprimentado após chegada do Skate Run (Andrei Spinassé)

Pedro Medula levou dois tombos e teve pernas e mãos raladas, mas terminou a prova em terceiro lugar. Ele concorda com o vencedor sobre a importância do evento para a imagem do skate: “Os organizadores estão de parabéns por entenderem que skate é uma modalidade de esporte e não de crime, como a própria prefeitura taxou nos anos 1980. Hoje a prefeitura prova que skate é um esporte e pode ser usado como um meio de transporte”. O Skate Run de 2013 foi realizado no Dia Mundial sem Carro.

Profissional aos 16 anos para poder ter patrocínios, Georgia Bontorin destacou-se em meio a tantos homens. A curitibana, que compete em downhill speed, disse que foi uma batalha chegar ao fim por causa do cansaço. “Nesta prova você precisa ficar somente remando; nas competições de downhill, remamos até atingirmos certa velocidade, depois não é mais possível. Aqui é constantemente. Normalmente, no downhill, há muitas curvas, e a velocidade varia de 60 km/h a 100 km/h. Tem percurso de 2 km a 4 km – aqui são 8 km”, contou a atleta paranaense.

Georgia deu um conselho às garotas que querem competir profissionalmente de skate. “Se quiserem chegar a outro nível e competir fora, elas têm de praticar e se dedicar à modalidade da qual gostam. Comecei com 12 anos, e com 14 fui a meu primeiro campeonato.”  Em agosto de 2013, ela foi a terceira colocada entre as mulheres na prova de Peyragudes, na França, por exemplo.

Skate no Memorial da América Latina

Skate no Memorial da América Latina

O evento em São Paulo reuniu pessoas de diversas idades, pois também era possível participar do passeio de 3 km. Também havia competidores famosos, como Sandro Dias, hexacampeão mundial de skate vertical. “Experiência maravilhosa e cansativa: 8 km não são pouco. Saí por último, acho, e acabei ultrapassando muita gente no caminho. Cheguei aqui me divertindo”, afirmou o “Mineirinho”.

Também estava disponível ao público um balão de ar quente com voo limitado por cordas, mas, por causa do vento, ele não pôde subir nem 3 metros. A ideia era que chegasse a 10 metros nesta Virada Esportiva.

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