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Corrida de rua 26/11/2013

Caminho da Paz tem percurso cheio de simbolismo e palavras espalhadas

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Largada da Caminho da Paz de 2013 na República do Líbano (Andrei Spinassé/Esportividade)

Largada da Caminho da Paz na República do Líbano (Andrei Spinassé/Esportividade)

A corrida e caminhada Caminho da Paz transformou alguns dos pontos de trânsito mais intenso de São Paulo em cenário pacífico, multicultural e familiar no domingo passado, 24 de novembro. O percurso – de 7 km – é um dos mais diferentes do calendário das provas pedestres paulistanas. Certamente é o mais simbólico de todos.

Organizado pela ONG O Caminho de Abraão, o evento, surgido em 2009, possui como proposta unir pessoas, especialmente os cristãos, os judeus e os muçulmanos. “Saímos da avenida República do Líbano, diante do parque do Ibirapuera, onde existe a praça da Paz, passamos por unidades de grandes marcos de comunidades, que são os hospitais Sírio Libanês [Itaim] e Albert Einstein [Ibirapuera], chegamos ao parque do Povo e, finalmente, à avenida das Nações Unidas”, disse Alexandre Chade, que dirige a ONG no Brasil, sobre a edição de 2013. “Não foi muito proposital, mas por uma coincidência do destino o percurso foi muito simbólico.”

Chade acredita que tal evento só poderia ser realizado dessa forma em um país como o Brasil: “Essa integração de todos os povos de forma pacífica e harmoniosa é um grande segredo do povo brasileiro. Aqui você tem todos os grupos representados, que se respeitam e convivem de forma integrada e harmônica”.

Já não são mais novidades, mas as palavras espalhadas por diversos pontos da cidade são uma iniciativa da ONG. “O que temos feito é colocar essas palavras ao longo do percurso. Justamente mostram os valores brasileiros de amizade, paz, amor, união. As pessoas que passam por elas, sabendo ou não da nossa iniciativa, lembram-se desses valores e de praticá-los. É como se a cidade estivesse gritando por eles”, afirmou Chade. Havia nas camisetas dos participantes palavras desse tipo.

O secretário paulistano de Esportes, Lazer e Recreação, Celso Jatene, apontou mais um simbolismo do percurso. “Sai do Monte Líbano e termina perto da Hebraica. A corrida é superimportante para a cidade pela mensagem que ela transmite. Tivemos neste ano 5 mil participantes. Quem sabe em 2014 possamos conseguir um número ainda maior”, declarou. Pelo que representa, a prova é considerada estratégica para o município.

A GVT, operadora de telecomunicações, começou agora a investir em eventos esportivos. Segundo Ricardo Monteiro, diretor de comunicação da companhia, a mensagem de respeito transmitida e o perfil da maior parte dos participantes de corridas de rua, “adulto jovem”, motivaram a empresa, recém-chegada a São Paulo, a patrocinar o evento. Funcionários dela também participaram da corrida.

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