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Corrida de rua 30/03/2015

Com música e luzes, Night Run leva ‘5 Vai-Vais’ ao sambódromo do Anhembi

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Night Run no sambódromo do Anhembi (Adam Tavares)

Night Run no sambódromo do Anhembi (Adam Tavares)

No lugar da dispersão, concentração; em vez de alas, pelotões; ao invés de vitória de uma comunidade, satisfação pessoal. Apesar disso, o mesmo local: o sambódromo do Anhembi. A Night Run tomou conta do palco dos desfiles carnavalescos em 28 de março e levou para lá “cinco Vai-Vais”. Na noite de sábado passado a palavra “evolução” tinha um único significado, totalmente diferente daquele dos julgamentos dos desfiles: superar-se. Havia, porém, algumas similaridades entre a corrida de rua e o Carnaval: a música, que, apesar de não ser samba, tinha o seu papel, as luzes e o enredo, o fogo – que costuma ser mencionado por agremiações.

Segundo os organizadores da Night Run, 15 mil pessoas participaram das provas de 5 km e 10 km, número cinco vezes maior que o de componentes da Vai-Vai no Carnaval paulistano de 2015, do qual foi a campeã. Houve duas largadas, uma às 19h30 para a distância menor e outra às 20h30 para a maior, o que impediu que houvesse tumulto na área de aquecimento.

Embora a organização (Cooper/EsferaBR Mídia) tenha se preocupado em dividir os corredores em quatro pelotões distintos conforme o nível de cada atleta, o ritmo logo após a largada foi comprometido justamente pela reduzida largura da “reta do sambódromo”. Diferentemente de corridas que de fato são iniciadas na rua, como os primeiros metros foram ali não era possível utilizar caminhos alternativos, como calçadas. Os atletas que ficavam muito perto das grades removíveis, as quais possuem “pés” em direção à pista, corriam sério risco de queda. O trecho inicial foi mais de desfile que de corrida.

Night Run no sambódromo do Anhembi (Adam Tavares)

Night Run no sambódromo do Anhembi (Adam Tavares)

No entanto, a partir da saída do sambódromo, a Night Run foi uma boa prova, ainda que com muita gente. Mesmo para os corredores dos cinco quilômetros (na verdade, segundo os próprios corredores, foram pouco percorridos no mínimo 150 metros a mais que isso) foram disponibilizados dois postos de hidratação ao longo do percurso.

O maior mérito da Night Run, cuja segunda edição paulistana deste ano será realizada na noite de 14 de novembro, é propiciar aos corredores de rua uma experiência diferente – provas matutinas e com ambiente mais “sério” existem várias, afinal. Mas, além das dificuldades na reta inicial, o participante lida com a pouca oferta de vagas gratuitas de estacionamento na região do Anhembi, motivo pelo qual a organização incentivou as pessoas a irem de táxi ao local.

Atleta não associado ao Clube O2 que queira participar da etapa “Água” da Night Run em novembro paga até o dia 26 de setembro R$ 104,90, já somada a taxa de serviço (clique aqui para saber mais sobre a prova).

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