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Corrida de rua 05/03/2016

Conheça as seis histórias campeãs do concurso cultural ‘ajuda de amiga’

Por Esportividade
Pink Run também aconteceu no Jardim Botânico de São Paulo (Sportsfuse)

Pink Run também aconteceu no Jardim Botânico de São Paulo (Sportsfuse)

As seis histórias vencedoras do mais recente concurso cultural do Esportividade são aqui reveladas. O guia esportivo pediu às suas leitoras que enviassem relato de quando ajudaram uma amiga durante a prática de uma atividade física.

Elas concorreram a inscrições para a corrida de revezamento De Mulher para Mulher, que será realizada no Jardim Botânico, na zona sul de São Paulo, a partir das 8h30 de 13 de março.

Literalmente um bastão será entregue “de mulher para mulher” ao fim das duas voltas de 2,5 km da primeira integrante da dupla. A segunda completará mais duas voltas no mesmo percurso de 2,5 km. Dessa forma, cada uma vai correr 5 km.

Pink Run também aconteceu no Jardim Botânico de São Paulo (Sportsfuse)

Pink Run também aconteceu no Jardim Botânico de São Paulo (Sportsfuse)

Cada uma das seis vencedoras ganhou uma inscrição dupla, ou seja, para ela e para sua amiga. Não era necessário que a amiga da história fosse a mesma da prova do Jardim Botânico. Conheça as histórias campeãs:

Fernanda Maria Ferreira Carvalho conta:

Estávamos em uma corrida de rua (Jaçanã), em um dia frio e chuvoso (em 2015). Minha amiga Bruna estava correndo ao meu lado, mas havia diversos inconvenientes: o chão molhado, paralelepípedos em alguns pontos e muito cocô de cachorro no meio do caminho…

No terço final da prova, ela escorregou e caiu de bunda em cima de um montinho de cocô, se sujou toda na bunda e ainda torceu o pé…

Eu estava com uma blusa de moletom amarrada na cintura; a amarramos na dela e fomos andando juntas até o fim, porque pela torção ela nem sequer conseguia trotar.

Foi um horror na hora, principalmente pelo mau cheiro e pela dor, mas depois rimos muito e virou uma piada: “E aí, vamos à corrida do Jaçanã? Não, é uma bosta!” (kkk)

Sônia Mara Wessolleski conta:

Em fevereiro de 2015, passei a fazer parte de uma assessoria esportiva com treino funcional e corrida só para mulheres (emformagt). Era tudo novidade, pois a assessoria nasceu nesse mesmo mês e eu e minhas amigas fazíamos parte da primeira turma. Amigas entre aspas, pois até então eu não conhecia ninguém, era a mais velha da turma 50 anos e comecei a treinar com meninas bem mais novas, com idade entre 24 e 30 anos.

Conheci a Talitinha e, nos momentos de corrida, era com ela que eu corria lado a lado. Até então eu nunca havia corrido e achava que não daria conta, mas dei.

Eu não queria ficar para trás e acompanhava a Talitinha, e ela me acompanhava, ou seja, mais tarde soube que ela se espelhava em mim, por eu ser mais velha e dar o melhor de mim enquanto eu buscava a juventude e os meus desafios. E eu me espelhava na força e coragem dela.

A Talitinha tem problemas respiratórios e, em uma de nossas corridas, sentiu forte dor abdominal e tivemos de parar para que ela pudesse se recuperar. Diminuímos, então, as passadas e, aos poucos, ela se recuperou.

De lá para cá nos tornamos amigas, já participamos de várias corridas oficiais e estamos nos preparando para a Meia Maratona do Rio, que acontecerá em outubro de 2016. Os treinos são intensos e existem novos desafios a serem conquistados – sempre uma apoiando a outra.

Sirlei Paiva Rubio conta:

Ajudar um amigo e prestar solidariedade faz parte da vida de um atleta, e comigo não foi diferente.

Estava tentando levar minha amiga Simone Paiva para um treino no Ceret, parque que fica distante da minha casa, pois eu moro em Santo André, mas fica pertinho da casa dela. Sempre ouvia desculpas que a Simone dava para não correr e uma delas sempre foi o peso. Nesse dia chegamos cedo e não conseguimos estacionar, então fomos aquecendo no trote até o parque.

Estava tudo correndo bem, ela estava bem animada, quando de repente uma dor começou a incomodar e foi aumentando. Ela [Simone] achava que era falta de costume e continuamos. Alguns minutos depois ela sentou e disse que não aguentava mais a dor, estava forte. Não deu outra: fomos para o hospital e, para nossa surpresa, tinha vários cálculos renais. Com a corrida, segundo o médico, desceram para o canal da urina. Loucura total, pois ela nem sabia disso, mas graças a Deus ela fez um tratamento e hoje continua sua luta para perder peso e ser uma corredora.

É muito bom ter uma pessoa que se importa e dispõe de um tempo para nos ajudar. Espero sempre fazer parte da vida dessa pessoa tão especial na minha vida! Com carinho para minha amiga-irmã Simone Paiva.

Flávia de Castro Camara Lima conta:

Na verdade ela é minha tia.

Estávamos caminhando em volta do Jardim Botânico, pois moramos ao lado dele e, de rotina, caminhamos e depois corremos.

Em uma manhã de domingo estávamos entre o Botânico e o Zoológico e, caminhando já de volta, levamos um banho literalmente de água de valeta. Estava perto da rua e ela, à minha esquerda, ao lado do muro, quando de repente, sem prévio aviso, um carro de propósito passou pela valeta cheia de água empoçada e simplesmente nos lavou de água suja – era tanta água que até dentro da boca foi parar. E percebi que ela tinha se molhado mais que eu.

Justamente nesse dia ela foi sem o top por baixo e. como se molhou muito, a camiseta que era branca ficou transparente e suja. Aí, por solidariedade a ela, trocamos de camisa: eu lhe dei a minha, que era mais escura, e fiquei com a dela mesmo molhada e suja de água podre.

Na hora ficamos ‘p’ da vida, xingamos o motorista de nomes que nem lembramos, mas hoje damos risadas da situação. Não desistimos não, e ela me acompanha sempre que pode. Mas banho de água de valeta graças a Deus nunca mais.

Juliana Xavier de Souza conta:

Bom, eu e meu namorado nos inscrevemos para participar da corrida Oral-B. Era a minha primeira corrida e eu estava muito contente com a realização da prova.

Logo no primeiro km percorrido, ainda havia muitas pessoas perto uma das outras. Como eu era iniciante, meu namorado deu sua largada mais adiante e eu fiquei nos meus passinhos lentos (rs).

Uma moça passou por mim e esbarrou no pé de um participante e acabou caindo no meio da prova. Eu parei para ajudá-la e não me preocupei com o meu tempo de percurso. A parti daí fomos correndo juntas até o fim. Ela se tornou minha amiga desde então e temos um grupo em que divulgamos nossos percursos de km e os próximos eventos a serem realizados.

Lucia M. Gushi conta:

Estávamos participando da Prova de Reis em São Caetano do Sul, eu na prova de 10 km e minha irmã e, até então, melhor amiga, na caminhada. Ela voltando às atividades, após uma cirurgia, fez questão de participar mesmo ostomizada. Sempre a achei muito corajosa e de atitude, servindo sempre de exemplo para os demais da família. Aliás, devo a ela o fato de correr, pois sempre me incentivou muito. 

Essa prova em São Caetano do Sul é muito conhecida pelo seu percurso, que é de muitas subidas. Mesmo cansada, terminei meus 10 km e fui ao encontro dela com 2 copos de água, sendo que um deles entreguei para um corredor que me parecia muito cansado e me agradeceu bastante.

Quando a encontrei, faltando uns 2 km, ela me parecia bastante cansada. Entreguei a água e terminei a caminhada ao lado dela; ela satisfeita por concluir o percurso e eu feliz por poder ajudar alguém que sempre me incentivou e inspirou.

Infelizmente, ela não resistiu à doença, mas, seguindo o exemplo dela, procuro sempre incentivar e ajudar da melhor forma possível todos que encontraram na atividade física seu modo de melhorar sua qualidade de vida.

Leia também:
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Comentários


  • cecilia cristina dantas disse:

    amei a prova bem organizada
    grata
    Cecilia

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