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Vôlei 22/10/2014

Da Vila Leopoldina a Osasco: troca de time muda pouco a rotina de Dani Lins

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Dani Lins faz levantamento em Bauru (Molico/Nestlé)

Dani Lins faz levantamento em Bauru (Molico/Nestlé)

Na primeira vez em que foi contratada pelo Osasco, em 2000, a vida de Dani Lins mudou completamente. Saiu aos 15 anos do Recife para jogar pelo então BCN. No segundo semestre de 2014 a levantadora está de volta ao time, mas, diferentemente da ocasião anterior, pouco mudou para ela com essa troca de equipe. Dani, que foi vice-campeã da Superliga feminina com o Sesi-SP na temporada 2013/2014, continua a morar na Vila Leopoldina, bairro paulistano da zona oeste que não é muito distante do ginásio osasquense José Liberatti (cerca de 7 km no retorno à sua casa). A rotina dela é parecida, mas o noivo Sidão, antes também jogador do Sesi-SP, agora vive em Taubaté.

“Mas Taubaté é ‘aqui do lado’, em uma hora e meia a gente pode se ver. É tranquilo”, disse. “Está tudo correndo naturalmente. Moro no mesmo lugar, o Osasco é superperto da minha casa, então não mudou muita coisa não.”

Dani voltou ao país após a conquista do bronze no Mundial de seleções e reestreou pelo Osasco, Molico desde a temporada passada, com uma vitória por 3 sets a 1 – de virada. A levantadora admitiu nervosismo na partida em Bauru. “Foi complicado para mim esse jogo de estreia. Querendo ou não, eu estava nervosa. Fiquei um pouco receosa. Mas correu tudo bem. Agora o jeito é treinarmos para nos entrosarmos melhor”, afirmou ela, que já tem um bom entrosamento com as centrais Adenízia e Thaisa e com a oposto Ivna, mas não com as demais atacantes, como Carcaces, Gabi e Mari.

A titular da seleção brasileira disse que a apaixonada torcida osasquense é uma motivação extra a ela: “Eu sempre joguei em times que têm torcidas maravilhosas, como Unilever, Sesi-SP e Osasco. O Osasco tem uma torcida de futebol mesmo, que briga por você, pelo time, mas isso é bom para nós, nos levanta. Jogamos não só por nós, mas também por eles, que estão lá todos os dias, vão ver treinos e não se ausentam de um jogo sequer. Nunca me xingaram, pois minha amizade com a torcida vem de anos, desde 2000, quando eu cheguei lá. Já tenho uma amizade com todo mundo, mas falar [ao visitante] que ele vai errar é normal, toda torcida faz isso. O torcedor lá é pé quente mesmo, é algo bonito de se ver”.

A levantadora, campeã olímpica em 2012, fará sua primeira partida no José Liberatti após sua volta nesta quinta-feira (23), às 19h30, quando o Molico vai tentar definir classificação às semifinais do Paulista contra o Bauru.

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