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Automobilismo 08/07/2013

Espera pela Truck causa divergentes opiniões, mas prova tem grande final

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Fórmula Truck corre em Interlagos (Patricia Silva/Esportividade)

Fórmula Truck corre em Interlagos (Patricia Silva/Esportividade)

A espera pela corrida da Fórmula Truck em Interlagos gerou opiniões divergentes de espectadores em 7 de julho, um belo domingo de sol em São Paulo. A disputa pela vitória, no entanto, correspondeu às expectativas dos fãs mais exigentes. Beto Monteiro, da Iveco, encostou em Leandro Totti, da RM Competições-MAN Latin America, na 15ª volta, fez ultrapassagem sobre ele na 17ª e última volta e venceu a etapa paulista.

Antes da corrida, porém, houve quem tenha se sentido entediado. Por 1h15, convidados pegaram carona em caminhões de montadoras patrocinadoras do evento. O passeio acontecia em velocidade reduzida e no sentido da pista contrário do habitual. O técnico de controle de qualidade Luis Carlos Dorigão, que pagou ingresso de arquibancada, sentiu falta de corridas preliminares. “Esse ‘Truck Test’ é bonito, mas deveria ter um espaço bem menor. Três anos atrás havia aqui a Top Race, que era um entretenimento muito bom. Hoje isso já enjoou. A infraestrutura está boa, e só falta mesmo corrida”, disse.

Convidados fazem fila por "Truck Test" (Patricia Silva/Esportividade)

Convidados fazem fila por “Truck Test” (Patricia Silva/Esportividade)

O treino de aquecimento da Truck foi realizado das 9h às 9h30. Houve, das 10h às 10h30, o desfile de pilotos. Os caminhões da categoria só voltaram à pista às 13h45, quando foram abertos os boxes. A prova teve início às 14h15. Nesse intervalo, além do passeio para convidados, ocorreram, como em todos os anos, malabarismos com motocicletas e os tradicionais shows de manobras com caminhões, que em Interlagos são reduzidos. Um grupo de samba, que era liderado por uma vocalista, fez uma apresentação por mais de uma hora. Em 2009 e 2010, a Top Race fez parte da programação do evento. Jacques Villeneuve, campeão de Fórmula 1 em 1997, participou da corrida da categoria argentina em São Paulo em 2009.

Questionado se tinha a mesma opinião de Luis Carlos, o autônomo Fernando Maria dos Santos, que viajou de Paraisópolis, no sul de Minas Gerais, para São Paulo especialmente para ver a Truck, respondeu: “Acho que ele não está entendendo o clima da Fórmula Truck. A categoria é isso aí: o patrocinador precisa mostrar seu produto. É questão de foco. É lógico que uma Top Race argentina é muito chique, mas o evento é isso aí. Hoje foi muito bacana o show de samba da menina”.  Esta foi a oitava vez que Fernando, fã do piloto Felipe Giaffone, foi a Interlagos pela Truck.

Espectadores visitam boxes da F-Truck (Patricia Silva/Esportividade)

Espectadores visitam boxes da F-Truck (Patricia Silva/Esportividade)

O ingresso mais barato custava R$ 35. Mas Leonardo Moreira preferiu pagar R$ 170 por cada credencial para ver com sua esposa a corrida. Isso porque eles ficaram no setor do Laranjinha, uma pequena arquibancada, e tiveram acesso à região do pit lane. “O setor do Laranjinha foi uma surpresa pela visão da parte mista do circuito. É quase uma arquibancada particular”, afirmou. Na ida, eles foram de táxi até o shopping Interlagos e lá pegaram um traslado gratuito para o autódromo mediante a apresentação do ingresso. “Viemos de ônibus até o autódromo. Aqui dentro, você pegava uma van que levava você ao seu setor específico. Isso foi excelente”, contou.

Na saída, de acordo com Leonardo, a fila para a van que levava até o ônibus que iria para o shopping estava enorme, mas andava. “Então decidimos fazer outro teste: fomos até a estação de trem e voltamos de CPTM/Metrô. Tempo de deslocamento da estação Autódromo da CPTM até a estação Carandiru do Metrô: duas horas com duas baldeações num domingo à tarde”, disse. “A volta estava bem organizada, e sistema de traslado deve ter funcionado bem. Pela primeira vez voltei de trem e achei uma alternativa bem interessante também.”

Nos bastidores do setor A, arquibancada descoberta de alvenaria, os preços dos alimentos custavam pouco mais de R$ 5: uma minipizza, por exemplo, era vendida por R$ 6; um cheeseburger, por R$ 8. Água (R$ 4), refrigerante (R$ 5) e cerveja (R$ 5) eram algumas das bebidas comercializadas.

Caminhões da Fórmula Truck em Interlagos (Patricia Silva/Esportividade)

Caminhões da Fórmula Truck em Interlagos (Patricia Silva/Esportividade)

Notícia atualizada às 17h58 de segunda-feira, 8 de julho de 2013

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