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Golfe 11/03/2015

Evento internacional em SP tenta fazer golfe sair de nicho; convites gratuitos

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
O campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

O campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

Duas modalidades são as novidades dos Jogos Olímpicos de 2016, os do Rio de Janeiro: rugby e golfe. Ambas voltam ao programa olímpico depois de bom tempo fora dele. Fevereiro foi o mês do rugby na região metropolitana  de São Paulo, já que novamente houve na Arena Barueri etapa do Circuito Mundial feminino sevens. E março é o mês do golfe, uma vez que o São Paulo Golf Club recebe de novo o Brasil Champions, torneio que faz parte do Web.com Tour, circuito de acesso ao badalado norte-americano PGA Tour.

O desafio do golfe é o mesmo do rugby: chamar mais a atenção do público brasileiro e popularizá-lo. E, para isso, não se paga ingresso para ver de perto o Brasil Champions de 2015, em que competem golfistas promissores e veteranos tentando voltar ao principal circuito.

“A base de praticantes e de pessoas que acompanham a modalidade ainda é muito pequena. Um esforço que fazemos é trazer ao evento gente que não é do golfe”, disse Enio Ribeiro, COO de esportes da IMX, empresa que organiza o evento. Para solicitar seu convite o espectador deverá enviar um e-mail para [email protected]; em seguida receberá um e-mail com as informações sobre a retirada.

Último buraco do São Paulo Golf Club (Getty/PGA Tour)

Último buraco do São Paulo Golf Club (Getty/PGA Tour)

O Brasil Champions começa nesta quinta-feira, dia 12, e o campeão será conhecido neste domingo (15). “Teremos a partir de sexta-feira [às 14h na sexta-feira e às 12h no sábado e no domingo] aulas de graça para quem quiser – para crianças e adultos. Temos um ‘golf village’ com atrações de patrocinadores, como simulador de golfe. Existirão food trucks com vários tipos de comida. Queremos fazer com que seja um programa legal para a família”, afirmou Enio.

Um dos grandes trunfos da organização do evento é o próprio São Paulo Golf Club, que fica na região da ponte do Socorro, na zona sul. Quem não quiser usar a marginal do Pinheiros para chegar ao local pode usar o corredor norte-sul e continuar na avenida Washington Luís.

O clube é realmente belo: é como se fosse um parque, e o espectador fica livre para circular por ele nos dias do Brasil Champions. “O campo de golfe é uma ilha de verde em São Paulo. Não existe nenhuma outra obra humana que preserve tanto a natureza quanto um campo de golfe. Queremos que as pessoas tenham uma experiência legal em um lugar que normalmente não é aberto ao público”, declarou o COO.

Becker tem aula com Lee Trevino, seis vezes vencedor de grandes campeonatos

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Os brasileiros Rafael Becker (659º colocado no ranking mundial), Lucas Lee (661º), Alexandre Rocha (812º), André Tourinho, Daniel Stapff, Felipe Navarro e Rafael Barcellos estarão em meio a muitos norte-americanos, os quais são a maioria no Brasil Champions, nos dois primeiros dias de torneio, quando todos os inscritos competem antes de haver um corte.

Jogar golfe é muito mais difícil do que assistir à modalidade. O mais interessante é o espectador escolher um grupo – e os golfistas saem de três em três – e acompanhá-lo até o 18º e último buraco. A cada buraco existe um par, ou seja, quantidade de tacadas que se espera que se dê para acertá-lo. Quem passa por um buraco e fica abaixo do par teve um bom desempenho. No caso do campo inteiro do São Paulo Golf Club, são esperadas 71 tacadas para concluí-lo.

Festa com o campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

Festa com o campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

O vencedor do evento em 2014, o norte-americano Jon Curran, deu ao todo 259 tacadas ao longo dos quatro dias de competição no clube, o que, então, representou 25 menos tacadas do que o par total de 284 – 71 para cada dia. Foi justamente na quinta-feira em que Curran teve seu melhor desempenho: concluiu o campo com apenas 61 tacadas. Depois disso, manteve uma boa performance, sempre abaixo do par, mas não foi tão avassalador. Faturou US$ 144 mil com essa conquista. O melhor brasileiro foi Lucas Lee, 21º (-12), que no 17º buraco do sábado fez uma jogada rara, um albatroz: acertou em duas tacadas um buraco de par cinco. O campeão de 2015 levará US$ 153 mil dos US$ 850 mil da premiação total.

Os brasileiros tentam se sair bem em casa e também querem subir no ranking mundial. O mais bem colocado deles na metade de 2016 representará o Brasil na Olimpíada-2016. Hoje em dia é Adilson da Silva, que mora na África no Sul e não competirá em São Paulo.

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