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Corrida de rua 23/10/2020

Grande maioria dos corredores evita comprar em 2020 inscrições para 2021

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Atletas correm na marginal do Tietê (Esportividade)

Apesar das perspectivas (mais) otimistas para 2021, o fim de ano de 2020 tende a ser fraco para os organizadores de corridas de rua. Segundo uma pesquisa informal publicada no Instagram do Esportividade, menos de um quarto dos corredores (24,79%) pretende comprar ainda em 2020 inscrições para alguma prova de 2021; por outro lado, 75,21% (isto é, 358 dos 476 atletas amadores) não planejam fazê-lo.

A Black Friday de inscrições, com descontos na última sexta-feira de novembro (27), será a menos movimentada dos mais recentes anos, portanto.

Há diversas explicações para esse desinteresse. A principal delas são as incertezas geradas pela pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus: não existe garantia de que um evento possa ocorrer na data prevista, pois um grande aumento de casos, por exemplo, pode forçar a organização a adiá-lo a pedido do poder público.

Corredores de máscara no parque da Aclimação (Esportividade)

Mesmo que a prova possa ocorrer, por enquanto é necessário que seja cumprido um protocolo sanitário que, na opinião de várias pessoas, tira muito da graça do evento, pois limita a sociabilidade e impede que uma corrida como a São Silvestre, com grande participação popular, ocorra.

Outro fator é a crise econômica resultante da pandemia – além de o desemprego ter aumentado no Brasil, já atingindo mais de 14 milhões brasileiros, a população sente “no bolso” como itens básicos, como arroz, estão caros.

Muitos atletas têm corridas pendentes, que não puderam ser realizadas em 2020, e ainda não foram informados de quando acontecerão. Se efetuarem novas inscrições antes disso, estarão sujeitos a uma infeliz coincidência de datas.

A disputas recentes envolvendo vacinas também contribuem para esse cenário, e ainda não existe uma certeza a respeito delas – mas o governo estadual de São Paulo diz que a CoronaVac, desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac, já se mostrou segura nos testes.

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