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Corrida de rua 14/04/2015

Organização tira marginal ‘desértica’ da Maratona de São Paulo de 2015

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Maratona de São Paulo de 2014 (MidiaSport)

Maratona de São Paulo de 2014 (Sérgio Shibuya/MBraga Comunicação)

Depois de uma 20ª edição problemática, principalmente para os atletas do pelotão do fundo, foi alterado o percurso da 21ª Maratona Internacional de São Paulo. A reta da marginal do rio Pinheiros, onde lhes faltou água em 19 de outubro de 2014, foi tirada por completo do evento. Os corredores dos 42,195 km neste ano, em 17 de maio, apenas vão cruzá-la ao passar por pontes – não vão correr nela.

Fez muito calor no domingo da edição anterior. De acordo com o Luis Eduardo Tavares, que chefia uma equipe de corrida de rua, três fatores contribuíram para a situação desagradável vivida pelos participantes da Maratona de São Paulo: o horário tardio de largada, 8h; a falta de preparo dos que ficam nos postos para reposição de copos de água; o “fator marginal do rio Pinheiros” subestimado, pois se tratava de um trecho de 10 km, do quilômetro 27 ao 37, em que se tem uma sensação “desértica” em um momento complicado da corrida.

A organização, Yescom, já corrigiu dois dos três pontos para 2015. Além do “fator marginal”, foi antecipada para as 7h30 a largada do pelotão geral.

O percurso neste ano é simples de ser entendido. Após a largada diante do obelisco do Ibirapuera, os atletas da maratona dirigem-se à avenida Juscelino Kubitschek, pegam a ponte Cidade Jardim, passam pela avenida do Jockey Club (a Lineu de Paula Machado), correm sobre a ponte Cidade Universitária, vão à região do parque Villa-Lobos (a qual está mais presente na 21ª edição), voltam à da USP e, finalmente, começam a fazer o caminho de volta, agora pelo túnel Jânio Quadros, em direção ao ponto de partida.

Além da prova principal, haverá em 2015 mais duas opções de corrida, com 15 milhas (24,140 km) e 5 milhas (8,047 km), além de uma caminhada de 2 milhas (3,21 km). A chegada das 15 milhas acontece na avenida Escola Politécnica, na região da USP.

Sofrimento em 2014

A jornalista Tatiana Ferraz relatou uma luta por sobrevivência” do km 30 ao fim da corrida. “Ficamos à própria sorte”, disse ela. Assessorias esportivas, ciclistas e voluntários ajudaram os corredores amadores e deram um jeito de encontrar água para eles. “Um pessoal de bicicleta viu o nosso desespero e foi buscar água para nós em postos mais distantes”, afirmou. Quem estava de plantão nas ambulâncias deu sua própria bebida aos atletas. Pessoal de apoio de equipes de corrida entregou aos participantes água resultante de gelo derretido.

“A quantidade de água [nos trechos finais da maratona] foi insuficiente. Subestimaram a hidratação. ‘Esqueceram’ que ainda havia gente correndo e que essas pessoas precisavam de líquido. A grande maioria já havia passado por lá. Não é que desmontaram tudo e foram embora. Ficaram lá os cavaletes que serviam de suporte para a água, mas a água acabou e não houve reposição”, declarou Tatiana.

Questionada pela reportagem do Esportividade sobre a falta de água, a assessoria de imprensa da empresa organizadora, a Yescom, respondeu desta forma: “Sobraram 120 mil copos dos 420 mil destinados, mostrando que a organização estava preparada para a alta temperatura. No percurso ainda havia Gatorade e, na chegada, até água de coco”.

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