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Esporte 05/02/2021

Os impactos financeiros da pandemia de covid-19 no esporte mundial

Por Colaborador

Novak Djokovic joga em Wimbledon, torneio que foi cancelado em 2020 (matt4395)

A pandemia de covid-19 continua afetando diretamente o esporte, causando prejuízos financeiros, físicos e emocionais. Após quase um ano de caos, confira algumas consequências dessa triste parte da nossa história.

A “bolha” do futebol realmente estourou?

Ainda em 2020, no ápice de proliferação do novo coronavírus e do desespero de todo o mundo, muito se discutia sobre o impacto da doença no glamoroso e utópico mundo do futebol.

As elites, as quais pagavam salários astronômicos, não teriam a mesma condição de manter seus vencimentos. Não só os da elite europeia, mas também os do “terceiro mundo” brasileiro, em que se paga mais de R$ 1 milhão para algumas estrelas.

A ‘bolha” iria estourar. Até certo momento realmente houve fortes modificações, com grandes clubes da Europa e do resto do mundo cortando grande parcela dos salários de seus jogadores.

Até no velho continente, onde as coisas ainda se sustentam, de certa forma, tranquilas, com ligas fortes e estruturadas financeiramente, houve problemas sérios.

As últimas janelas de transferências foram fracas. Embora alguns clubes tenham destoado dos demais (como o Chelsea), a maioria das agremiações optou por conter gastos.

Como exemplo, em janeiro de 2020 (ainda antes do colapso mundial), a Premier League registrou um gasto de 230 milhões de libras em transferências, muito acima dos 70 milhões de libras gastos em 2021.

Segundo especialistas, as equipes em geral estão perdendo muitas receitas, inclusive com dificuldades em pagar salários. Os grandes times têm entrado em acordo com seus elencos para tentar uma negociação.

Os prejuízos dos grandes clubes chegam a um total de 2 bilhões de euros com a perda de potencial para gerar receitas. Nem mesmo o segmento das apostas esportivas tem escapado com prejuízos crescentes – embora ainda seja possível aproveitar bônus de apostas interessantes no mercado.

Esses especialistas concluem que os clubes europeus esperavam que, após um ano (esperando este verão de 2021), os estádios pudessem receber uma parcela de público e, com isso, continuaram a gastar. Hoje, dívidas aumentam, a torcida continua longe das arquibancadas e não se sabe até quando os pequenos possam aguentar.

No Brasil, o prejuízo chegou a bilhões

Ainda em 2020, os cálculos apontavam que os prejuízos causados pela pandemia de covid-19 no futebol brasileiro chegaria à casa de R$ 2 bilhões.

Esse cálculo leva em conta principalmente a ausência de torcida nos estádios e o retorno que os clubes teriam com bilheteria e comercialização de produtos.

Ainda, as receitas de televisão e patrocinadores sofreram um corte considerável, fazendo com os grandes clubes tivessem de renegociar os vencimentos de seus atletas, jogando essa “bomba” para os próximos anos.

Sendo assim, muitos grandes do Brasil estão com salários atrasados ou pagando parcialmente seus jogadores. Jogando o resto “para baixo do tapete”, porém, vão ter de se incomodar com tamanha sujeira nos próximos anos.

O problema é ainda maior para os clubes médios e pequenos. Muitos dos times do interior aguardam os estaduais para receber os grandes do estado e tirar o lucro do ano com a venda de ingressos.

Competições menores também foram adiadas, como copas do interior, de acesso às primeiras divisões. Os clubes que não fazem parte da elite dependem quase exclusivamente da receita de bilheteria e sócios.

Patrocinadores desses times também sofrem economicamente, e o primeiro corte de gasto é com o dinheiro dado a um clube que não joga e não expõe sua marca.

Se os torcedores não puderem voltar em breve aos estádios, a tendência será alguns clubes até mesmo fecharem suas portas.

NBA sofre consequências até hoje

Na temporada passada, a NBA teve de interromper a sequência da fase regular, e as consequências foram sentidas no bolso. A receita total caiu 10% e foi de 8,3 bilhões de dólares.

Isso foi amenizado com uma poderosa manobra dos organizadores para levar os jogos restantes, incluindo os playoffs, para o isolamento na Disney. Mesmo assim, foi absurdo o prejuízo com patrocinadores, ausência de público e todo o dinheiro injetado pelos fãs.

A conta fechou com tanto prejuízo em relação às temporadas “normais” que, mesmo com o novo coronavírus ainda em circulação, a NBA voltou com cada franquia jogando na sua cidade.

Protocolos foram criados, revistos e modificados, mas ainda os times sofrem com diversas ausências, jogos adiados, prejuízos para quem paga a conta de transmissão e alguns patrocinadores podendo rever seus investimentos.

Muitas equipes acabam perdendo uma série de jogadores importantes, que são os motivos para bilhões de dólares serem injetados.

Sem as estrelas em muitos jogos, alguns jogos perdem o poder de atratividade, e isso vai causando problemas financeiros e técnicos, mudando até as cotações das equipes nas principais casas de apostas.

Tênis – Grand Slam também sob risco

A temporada 2020 foi sofrida para o circuito de tênis. Com muitos cancelamentos, inclusive o de Wimbledon, um dos mais importantes torneios do calendário.

Os circuitos de ATP e WTA ficaram paralisados por meses, voltando apenas em agosto, mês do Masters 1.000 de Cincinnati. Mas muitos atletas nem sequer tinham condições de  participar das competições devido aos cortes de gastos.

Alguns tenistas, inclusive, solicitavam ajuda ou uma maior “pressa” da ATP para retomar os jogos. Tenistas de posições acima da 150ª no ranking que não tinham qualquer fonte de renda.

Até mesmo o Conselho de Jogadores tinha como pauta constante a ajuda aos tenistas e os prejuízos do esporte com as paralisações.

Abrindo a temporada 2021 em grande estilo, o Grand Slam Australian Open tem início previsto para a próxima semana. Mas as condições são severas.

Cerca de 600 pessoas envolvidas (entre jogadores e membros da competição) tiveram de passar por um período de isolamento para poder estar no país da Oceania, que adota um rígido controle de confinamento.

Um caso de covud-19, de um funcionário no hotel dos atletas, já causou um baque aos organizadores. Os torneios preparatórios foram adiados em duas semanas, e agora serão três torneios femininos e dois masculinos disputados ao mesmo tempo, no mesmo lugar, para tentar não entrar em conflito com o Australian Open.

Se tudo der certo e nenhum caso de covid-19 for diagnosticado, o grande torneio pode ser um ponto fora da curva e receber até 30 mil pessoas por dias nos seus jogos. Por sinal, o sérvio Novak Djokovic continua sendo favorito, com pandemia ou não, e tem as melhores odds na 1xbet, uma das melhores casas de apostas no Brasil.

Isso só é possível devido ao controle da doença no país e ao rígido controle de quem entra lá.

Vai ter Olimpíada?

Os Jogos Olímpicos de 2020, os do Japão, foram adiados para 2021, gerando um prejuízo de mais de 10 bilhões de reais. Remarcados para o período entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, os jogos de Tóquio continuam pressionados.

Um dos responsáveis pela organização, o presidente do Comitê Organizador, Yoshiro Mori, afirmou recentemente que um cancelamento é impossível. Mori afirmou que, no entanto, entre fevereiro e março o comitê terá de tomar uma difícil decisão em relação à presença ou não de público nos jogos.

O Japão convive com o fato de ainda não ter uma vacinação em massa – além de casos da doença aumentarem novamente no mundo inteiro e esses países terem diferentes processos de vacinação da sua população.

Os prejuízos para o esporte mundial são quase irreparáveis, e não há, neste momento, uma expectativa de melhora em um curto espaço de tempo. Vamos ter de esperar a vacina salvadora e que não haja nenhuma mutação dessa doença após esse período. Vamos esperar para ver!

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