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Paulistano volta a sonhar com ‘arena multiúso’ após concessão do Anhembi

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Estudo que a Time for Fun fez para “arena” no Anhembi (Reprodução)

A GL Events Brasil Participações foi oficialmente autorizada nesta sexta-feira, dia 15 de janeiro de 2021, a se tornar concessionária do complexo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. A construção de uma “arena multiúso coberta” passou a ser uma possibilidade, já que, se a empresa quiser, terá permissão para construir um ginásio com múltiplas funções bem ao lado da concentração do sambódromo, projeto que, em 2016, na gestão de Fernando Haddad, antes de João Doria ser eleito prefeito da capital paulista, quase começou a sair do papel – faltava a etapa de abertura de envelopes da iniciativa privada, que foi cancelada por Doria, cujo plano inicial era privatizar toda a área do Anhembi.

Gestora do São Paulo Expo, no Jabaquara, na zona sul de São Paulo, e do Riocentro, no Rio de Janeiro, a GL gere também Jeunesse Arena (“Arena da Barra”), o principal ginásio carioca, construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e usado nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

O governo estadual paulista tenta conceder à iniciativa privada o Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, onde fica o histórico ginásio do Ibirapuera; o “carro-chefe” da possível concessão é a obrigação da construção de uma “arena multiúso coberta” para 20 mil pessoas, resultando na demolição do estádio de atletismo (Ícaro de Castro Mello) e do conjunto aquático, por exemplo. Atletas mobilizaram-se contra esse projeto, e associações de arquitetos tentam impedi-lo.

Se a GL, pagadora de outorga fixa de R$ 53,74 milhões, tiver interesse em construir um ginásio do Anhembi e “largar na frente” da “concorrência”, o projeto do Ibirapuera perderá o sentido, pois São Paulo não teria eventos e público suficientes para duas “arenas” desse porte.

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