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Corrida de rua 25/09/2021

‘Pipocas’ da São Silvestre, por questões sanitárias agora, estão de novo em pauta

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

São Silvestre-2016: milhares de “pipocas” (Esportividade)

Saiba como foi o evento (reportagem): São Silvestre de 2021, a menor da ‘era matinal’, parece corrida pré-pandemia.

Observação (feita às 10h48 de 15 de outubro de 2021): organização da São Silvestre esclarece se será preciso testar negativo para covid-19.

É iminente a publicação do protocolo sanitário a ser aplicado na 96ª Corrida Internacional de São Silvestre, prevista para 31 de dezembro de 2021. Assim que for publicado, um assunto voltará ao debate público: o dos “pipocas”. Em voga após a falta de água na edição de 2016, depois da qual a organização do evento implementou um controle mais efetivo de corredores na zona de largada, a questão dos não inscritos participantes será de suma importância neste ano.

Os atletas inscritos terão uma lista de obrigações a cumprir para poder participar da prova de 15 km em São Paulo. Enquanto isso, não inscritos que por ventura se intrometerem na corrida não terão sido submetidos a checagens.

O proprietário da empresa contratada pelos detentores do evento (Fundação Cásper Líbero) para cuidar da organização técnica, a Yescom, já deu seu parecer sobre isso. “Neste ano, serão duplamente não bem-vindos, pois os ‘pipocas’ não apresentarão atestado de vacinação e não apresentarão, se necessário, um teste negativo. ‘Pipoca’ é um potencial transmissor de covid-19”, disse Thadeus Kassabian à jornalista Roberta Palma durante o quarto episódio do Corrida Podcast.

Thadeus ainda fez uma comparação: “Corrida tem estrutura definida para o número de atletas (água, assistência médica, lanche, staff). É como se as pessoas sempre quisessem entrar de graça no cinema, no jogo de futebol. As corridas não comportam o acesso de atletas que não estão inscritos”.

Em São Paulo, um decreto municipal exige que organizadores de eventos com público superior a 500 pessoas controlem o acesso para permitir a entrada apenas de pessoas vacinadas contra a covid-19. Dessa forma, essa comprovação será pedida na São Silvestre.

A publicação do protocolo esclarecerá se será necessário mesmo que os atletas testem negativo para covid-19 horas antes do evento, pagando o próprio teste, e se será obrigatório o uso de máscara durante toda a prova — é certo que na largada e na chegada haverá essa obrigação.

As inscrições (clique aqui) foram abertas no dia 30 de dezembro de 2020 e continuam à venda: custam a partir de R$ 210. Apesar da confirmação da São Silvestre dada pelo governo estadual e do avanço da vacinação, uma pandemia ainda é enfrentada.

A variante delta, já dominante no estado de São Paulo, é mais contagiosa do que as outras e, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, agência do governo federal dos Estados Unidos, pode ser transmitida mesmo por pessoas com esquema vacinal completo — com carga viral similar à das não vacinadas. Mas, ainda segundo o CDC, “pessoas vacinadas parecem espalhar o vírus por menos tempo que as não vacinadas”.

Se a 96ª São Silvestre for pela terceira vez adiada, já existe uma nova data informada pela organização: 10 de julho de 2022.

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