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Corrida de rua 20/05/2014

Praticantes de corrida de rua devem tomar alguns cuidados; saiba quais

Por Aline Chrispan

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Por ser a corrida de rua uma modalidade esportiva livre, progressiva à caminhada, é comum que as pessoas não se atentem às questões de saúde antes de iniciar a prática. Exercícios de baixa intensidade, como a caminhada, trazem benefícios importantes para o organismo, mas não causam alterações drásticas no metabolismo, a ponto de expor o praticante à alguma complicação séria, como é o caso da corrida.

No entanto, alguns fatores de risco são indicadores da necessidade de uma avaliação com o médico cardiologista e ortopedista (se houver queixa de dor pré-existente) antes de iniciar atividades físicas intensas. São eles: idade superior a 40 anos para homens e mulheres em geral; alterações na pressão arterial e na glicemia; dores no peito, desmaios ou tonturas; excesso de peso; sedentarismo; histórico de câncer; histórico familiar de hipertensão, alterações de colesterol, diabetes e problemas cardíacos.

Algumas alterações são muitas vezes desconhecidas pelas pessoas, e somente quando o coração trabalha com esforço é que elas aparecem. Por isso, é importante que a consulta ao médico seja uma rotina regular de prevenção à saúde e cuidado pessoal. Esse hábito pode ser adotado não só na prática de corrida, mas também antes de ingressar na academia para musculação, natação ou artes marciais.

A avaliação física inicial feita nas academias ou pelo educador físico em serviços particulares não substitui a avaliação médica. Ela objetiva avaliar o indivíduo inicialmente quanto aos níveis de capacidade cardiovascular, à força e à composição corporal, por exemplo. É usada como um parâmetro para que o educador responsável possa iniciar um programa de treinamento com qualidade e baseado no estado atual de condicionamento físico do individuo.

A orientação feita por um educador físico em qualquer prática também é um cuidado importante a ser considerado para que lesões físicas sejam evitadas. Quando o esporte é a corrida, por exemplo (para não atletas), as lesões mais comuns são as musculares e as de joelho, mais especificamente a síndrome do estresse tibial (canelite), tendinite do tendão calcâneo e fascite plantar. Lesões anteriores e fatores relacionados ao treinamento, como duração, intensidade e tipo de treino, são associados ao desenvolvimento de algumas das lesões citadas anteriormente.

Portanto, adote comportamentos de prevenção e cuidado para que a prática de atividades não venha a ser um fator negativo e gerador de prejuízos à sua integridade física. Consulte um médico, fique atento aos sinais do seu corpo e procure um serviço especializado para orientá-lo sobre a melhor maneira de conduzir um programa de condicionamento físico. Bons treinos!

Sobre Aline Chrispan

É educadora física, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp e mestranda em ciências da saúde (Fundação Antônio Prudente). À frente da assessoria esportiva Oficina do Movimento, coordena projetos de qualidade de vida em empresas e condomínios. Nesta coluna, abordará temas que envolvam saúde e bem-estar, incentivando a adoção do movimento como forma de se viver bem. Acesse o site e saiba mais sobre a Oficina do Movimento: www.oficinadomovimento.com.br.

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