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Presidido por Ana Moser, IEE expõe plano para o esporte em São Paulo

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Apresentação de plano de ação, com Raí, Ana Moser e Nádia Campeão (Vagner Klebson)

Apresentação de plano de ação, com Raí, Ana Moser e Nádia Campeão (Vagner Klebson)

Destinar 1% do orçamento municipal ao esporte é uma das propostas do plano de ação “Cidade do Esporte: uma nova jogada para São Paulo”, apresentado nesta quarta-feira, 26 de junho de 2013, pelo Instituto Esporte Educação. O trabalho é integrante do projeto “Cidades da Copa”, que tem como objetivo propor maneiras de o esporte ser fortalecido, principalmente para o bem-estar da população, nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

Concretizar essa proposta de alocação, no entanto, é, na avaliação da vice-prefeita Nádia Campeão, um dos maiores desafios do plano de ação. “Alocar 1% dos recursos do orçamento para o esporte é, por incrível que pareça, tão pouco e tão difícil de se conseguir”, analisou. “Pouquíssimos municípios do país conseguem chegar a isso. A maior parte fica em 0,2%, 0,5% e olhe lá. Isso exige uma disposição reivindicativa do setor esportivo. Nas manifestações, fiquei esperando ver cartazes de ‘1% para o esporte’.”

Nádia, porém, considerou “realizáveis” as ideias. Estas são algumas delas: garantir que ao menos 80% do orçamento da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação seja destinado ao fomento das manifestações de lazer e educação do esporte e, no máximo, 20% para o fomento do esporte de rendimento; elaborar plano anual de reforma e melhoria da qualidade dos espaços esportivos; criar a Lei Municipal de Incentivo ao Esporte até 2014; contratar profissionais qualificados de educação física para atuação dentro da secretaria; ampliar parceiras com universidades e o terceiro setor para formação e qualificação dos profissionais da área do esporte; ampliar os programas e projetos que oferecem modalidades não convencionais, os aumentando em ao menos 30%; realizar ao menos dois circuitos esportivos e de atividades físicas durante o ano em cada região da cidade; adequar os espaços para práticas esportivas específicas e inclusivas.

A ex-jogadora de vôlei Ana Moser, presidente do Instituto Esporte e Educação, quer levar adiante essas e as outras questões na cidade de São Paulo: “Espero que em breve tenhamos um próximo encontro ou no Conselho Municipal ou em um grupo especial para podermos dar andamento às questões desse plano”.

Raí, Ana Moser, Ida e Mauro Silva (Vagner Klebson)

Raí, Ana Moser, Ida e Mauro Silva (Vagner Klebson)

Também participaram da elaboração do “Cidade do Esporte: uma nova jogada para São Paulo” instituições como Fundação Gol de Letra, Instituto Barrichello Kanaan e Passe de Mágica.

Leia abaixo um trecho de sua introdução:

O legado esportivo que queremos deve ser integrado aos processos educacionais, colaborando para a melhoria da qualidade da educação, para a permanência de crianças, adolescentes e jovens na escola e para a ampliação dos conhecimentos sobre a saúde individual e coletiva proporcionada pela prática esportiva na capital do Estado de São Paulo.

Reconhecemos as potencialidades do esporte na transformação social e sabemos ser este essencial para o desenvolvimento humano integral, na medida em que promove a convivência entre as pessoas, fortalece as relações de respeito e coletividade e colabora com a conscientização sobre saúde, direitos, deveres e cidadania, que favorecem a busca pelo bem comum e uma sociedade mais justa e igualitária.

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