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De bem com a vida 12/11/2015

PRP pode ser o futuro do tratamento de lesões musculoesqueléticas

Por Dr. Gustavo Arliani

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Temos visto um crescimento acelerado no número de praticantes de esporte. Muito desse aumento deve-se à ampla divulgação na mídia e nos meios de comunicação dos benefícios à saúde gerados pela prática regular de esporte. No entanto, o maior número de esportistas provocou, claro, um acréscimo no número de lesões relacionadas ao esporte.

Esforços são feitos para serem prevenidas essas lesões, e muitos estudos também foram realizados para encontrarem fatores que melhorem e acelerem a recuperação dos atletas após lesões. O plasma rico em plaquetas (PRP) é motivo e tema de diversos estudos científicos e tornou-se assunto frequente e famoso inclusive na imprensa. O PRP é obtido a partir do sangue do próprio paciente e apresenta plasma com elevada concentração de plaquetas. Essas células são fontes de elevadas concentrações de citocinas, as quais possuem papel bem documentado no controle de uma série de processos relacionados com a regeneração de tecidos. Há mais de 1.500 proteínas dentro das plaquetas e entre estas estão armazenados em grânulos fatores de crescimento incluindo PDGF, VEGF, TGF-b, FGF e EGF.

Na prática, o PRP é injetado ou infiltrado em articulações e outros locais do corpo objetivando acelerar a regeneração tecidual local e melhorar a dor dos pacientes. Recentemente, estudos foram realizados investigando os possíveis efeitos benéficos do PRP no tratamento de diversas doenças, entre elas epicondilite lateral do cotovelo, osteoartrose do joelho e fascite plantar no pé. Alguns desses estudos mostraram bons resultados com melhora da dor e da função dos pacientes. No entanto, outros estudos e uma revisão sistemática mostraram que o PRP não pode ainda ser considerado efetivo no tratamento de lesões musculoesqueléticas. Ou seja, o assunto ainda permanece bastante controverso na literatura científica.

Os ortopedistas recebem no consultório diariamente inúmeros pacientes questionando a eficácia e possibilidade de uso desse tipo de tratamento. É importante salientar que o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um parecer sobre o assunto, considerando o PRP um procedimento experimental devido à falta de consenso atual sobre o tema. A ciência, no entanto, é muito dinâmica, e esse método promissor pode no futuro ser muito importante no tratamento de diversas condições ortopédicas. Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos….

Sobre o Dr. Gustavo Arliani

Doutor Gustavo Arliani é ortopedista especialista em traumatologia formado pela Universidade Federal de São Paulo. É um dos autores do livro “Classificação em Ortopedia e Traumatologia”, juntamente com Doutor Moisés Cohen e Diego Astur. Gustavo é um dos dez mais bem colocados na prova para o título de especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. [email protected] / drgustavoarliani.com.br

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