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Vôlei 06/06/2014

Público passa por sufoco para chegar ao Ibirapuera; Brasil, para superar Irã

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Leandro Vissotto vibra no ginásio do Ibirapuera (Alexandre Arruda/CBV)

Leandro Vissotto vibra no ginásio do Ibirapuera (Alexandre Arruda/CBV)

Ir ao no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, para assistir a um jogo de vôlei na manhã de uma sexta-feira já é por si só uma tarefa das mais difíceis. Mas o que já era duro tornou-se mais complicado ainda neste 6 de junho. Por causa de uma greve dos metroviários, as três mais antigas linhas do metrô funcionam parcialmente e não atendem aos extremos. Para piorar a vida do paulistano, a manhã foi chuvosa. Quem queria ver Brasil x Irã in loco precisou ter muita força de vontade. A partida mostrou-se tão demorada quanto o deslocamento de alguns até o ginásio: a seleção brasileira masculina demorou 2 horas e 50 minutos para derrotar a iraniana por 3 sets a 2.

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Foram diversos os relatos de espectadores que demoraram mais de 1 hora e meia para chegar ao local. O empresário Alexandre Martos Magalhães saiu de Atibaia, no interior paulista, às 6h e chegou ao Ibirapuera às 9h10 – o jogo começaria às 10h. Demorou, ou seja, 3 horas e 10 minutos para percorrer pouco mais de 70 km.

A peruana Karina Inoue, há seis anos no Brasil, mora no Imirim, zona norte, e para chegar ao ginásio normalmente faria uso de ônibus, metrô e outro ônibus. Mas, sem a opção do meio, optou por seguir viagem em um só ônibus. Saiu de casa às 6h30 e às 8h45 entrou no Ibirapuera. “O governo se preocupou muito em injetar dinheiro para construir estádio, mas saúde, transporte e educação estão péssimos”, reclamou a estrangeira, que viu o jogo com sua filha de sete anos, cujo pai é brasileiro. “O problema do ônibus é que, pelo grande fluxo de carros, o corredor não está livre. Dentro do ônibus, algumas pessoas sedem o assento, outras não, o que complica um pouco.”

Sidão, central do Brasil (Alexandre Arruda/CBV)

Sidão, central do Brasil (Alexandre Arruda/CBV)

Isabelle Donato, que acordou às 5h, disse que não mediria esforços para estar no ginásio do Ibirapuera. “Demorei 2h da Penha até aqui. Vim de busão. Mano, muito lotado. Uma doideira. Foi o pior dia de todos. Quem anda de metrô foi para o busão… Mas eu viria de qualquer jeito. Se eu tivesse de sair de casa ontem mesmo assim eu viria”, afirmou ela, que cursou a Etec de Esportes Curt Walter Otto Baumgart.

O empresário André Vinícius optou pelo carro e saiu da Vila Alpina, na zona leste, às 7h30, chegou ao Ibirapuera apenas às 10h20, quando a partida já estava em andamento. “O trânsito estava caótico. Agora serão mais três horas para voltar, mas está ótimo [já que o Brasil venceu]”, afirmou.

Mas a reportagem do Esportividade entrevistou moradores do centro da capital paulista que relataram não terem tido grandes dificuldades no caminho até o ginásio do Ibirapuera, uma vez que a operação parcial do metrô aconteceu majoritariamente na região central.

Mais sufoco, agora em quadra

Raphael e Murilo fazem comemoração no Ibirapuera (Alexandre Arruda/CBV)

Raphael e Murilo fazem comemoração no Ibirapuera (Alexandre Arruda/CBV)

Difícil saber quem sofreu mais nesta sexta-feira: os espectadores presos em congestionamentos ou os jogadores do Brasil diante do Irã, que impôs muitas dificuldades à equipe brasileira. O primeiro set foi favorável ao Brasil, mas a equipe visitante virou a partida. Os mandantes igualaram o placar no quarto set e forçaram a realização do quinto. Após 2 horas e 50 minutos de jogo (o mesmo tempo que André Vinícius demorou para chegar ao Ibirapuera), finalmente o Brasil conquistou sua segunda vitória nesta Liga Mundial.

O oposto Leandro Vissotto entrou em quadra ao longo do jogo, assim como o levantador Raphael e o oposto Murilo, e fez um belo set de desempate. “O importante é quem entra dar sempre 100% de si. Na seleção brasileira não existe titular absoluto. Não há heróis. É difícil jogar em alto nível o tempo todo, então precisamos de um time para podermos conquistar as vitórias.”

De acordo com Murilo, ainda faltam tranquilidade e confiança à seleção brasileira. “Para ser sincero, está bem difícil para nós. Não é nosso melhor início  de Liga Mundial, e as coisas não estão fluindo como gostaríamos. O calendário é prejudicial a todas as seleções, e não conseguimos ter uma pré-temporada como as que tínhamos antigamente. Não temos uma equipe titular, e o pessoal que vem do banco tem conseguido ajudar em muitos momentos, como na vitória contra a Polônia e na de hoje. Precisamos de um estalo que nos ajude a jogar um pouco mais tranquilos. Estamos sofrendo para fazer pontos, rodar a bola”, afirmou. O Brasil foi derrotado nas duas primeiras semanas por Itália (duas vezes) e Polônia (uma vez).

O Brasil volta a enfrentar o Irã na manhã deste sábado, 7 de junho, mas com ingressos esgotados. Nesta sexta-feira, por todos os fatores já mencionados, havia muitos assentos vagos no ginásio, principalmente no setor superior.

Saiba como foi o jogo de sábado, 7 de junho de 2014:
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