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Vôlei 09/02/2015

Rio consegue tirar força da fiel torcida do Osasco na final do Sul-Americano

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Molico/Osasco x Rexona-Ades no José Liberatti (Andrei Spinassé/Esportividade)

Molico/Osasco x Rexona-Ades no José Liberatti (Andrei Spinassé/Esportividade)

O Rexona-Ades conseguiu de uma vez só “neutralizar” a equipe e a torcida do Molico/Osasco na final do Campeonato Sul-Americano feminino de clubes de 2015. Os torcedores osasquenses, reconhecidamente os mais fiéis entre os de times de vôlei do Estado de São Paulo, ficaram mais quietos à medida que as comandadas por Bernardinho começaram a ser superiores, especialmente no fim do terceiro set e durante todo o quarto e último set. Apesar da enorme rivalidade entre osasquenses e cariocas, a equipe fluminense em momento algum da premiação foi vaiada pela torcida paulista, que estava em casa.

A experiente levantadora Fofão, campeã olímpica em 2008, deu a receita para a pressão da plateia osasquense ser reduzida: “Quando você joga bem, a torcida dá uma baixada, começa a não fazer tanto barulho”. “Sabíamos que seria um caldeirão, que pegariam no pé da Natália [ex-Osasco]. Tentamos levar na brincadeira e não deixar que isso nos atrapalhasse dentro de quadra”, afirmou a jogadora.

No primeiro set, porém, parecia que quem faria barulho realmente seria a torcida do Molico. O placar de 25 a 15 a favor das osasquenses animou os espectadores locais. O bloqueio da equipe paulista sobressaía. Aí começou uma mudança de postura do Rexona. “Partimos para o embate de forças no primeiro set, o que estava totalmente contrário à estratégia que havíamos traçado antes do jogo. Retomamos um plano de ação a partir do segundo set. Coloquei a Andréia, que não é tão potente quanto a Bruna. Trabalhamos mais a bola, e nossas centrais puderam ‘retornar’ ao jogo. Taticamente o time sabe jogar, e passamos controlar as principais armas de Osasco. No primeiro set fomos afoitos demais e pouco lúcidos”, afirmou Bernardinho.

Assista ao último ponto do jogo e à vibração da torcida carioca:

A análise do treinador osasquense, Luizomar de Moura, foi parecida com a do técnico adversário: “Taticamente não nos adaptamos à mudança, à entrada da Andréia. No primeiro set fomos taticamente bem no bloqueio. A partir do segundo set, eles vieram com o ataque um pouco mais trabalhado, e nosso sistema defensivo falhou e não conseguimos organizá-lo”.

O Rexona conseguiu minar o passe do Molico ao dirigir mais o saque à Carcaces, cubana que ainda aperfeiçoa seus passes.  “Ela não foi tão mal, mas obviamente ela não é uma superpassadora. A Gabi e a a Samara são jogadoras de fundo de quadra, não tanto de ataque pesado. Essa é a estratégia [não sacar em Gabi ou em Samara]”, disse Bernardinho.

No quarto set, depois de diversas mexidas na equipe de Osasco buscando reação, a torcida do Rio começou a se destacar. Cantou “Ah, é pipoqueira” para Thaisa; “Uh, cadê, a torcida sumiu” para os osasquenses; “Osasco, pode sorrir, o importante é competir”; “Uh, não falei, vai ser vice até morrer”.

Bernardinho considera saudável esse duelo: “Essa rivalidade enobrece o vôlei brasileiro. Só faz com que o vôlei se torne mais apaixonante”. Em 2009, no Peru, o Osasco bateu o Rio e ficou com o título sul-americano. Mas, em nove finais seguidas de Superliga, o Rio tem 6 a 3 sobre o rival.

Pelo segundo ano consecutivo, o Molico foi derrotado em pleno José Liberatti na decisão do Sul-Americano. Foi o Sesi-SP o campeão em 2014.

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