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Corrida de rua 20/10/2020

Saiba como será a corrida de verificação de protocolo da cidade de São Paulo

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Corredor de máscara no parque da Aclimação (Esportividade)

Observação (feita às 15h31 de 25 de outubro): confira como foi o evento-teste: corrida de verificação de protocolo de São Paulo mostra ser mais segura que parques.

Não é exagero dizer que o dia 25 de outubro de 2020 marcará o recomeço da história da corrida de rua na cidade de São Paulo. Devido à pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, faz mais de sete meses que não há provas pedestres na capital paulista. Neste domingo (25), quatro empresas organizadoras, a Iguana, a TF, a Beta e a Chelso, juntarão forças para realizar o evento-teste de verificação de protocolo sanitário municipal, a ser visto de perto pela Covisa, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde.

No sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, 150 corredores convidados completarão duas voltas de 2,5 km cada uma, e o uso da máscara será obrigatório em todos os momentos. Não largarão juntos: a cada 30 segundos, até 30 vão ser liberados. Esses pelotões de largada serão formados de acordo com o ritmo de prova estipulado por cada um.

As diferenças em relação a uma corrida “normal” serão vistas antes mesmo disso: o horário de retirada de kit nos três dias anteriores foi definido pelo número final do CPF de cada participante – o objetivo é evitar aglomeração na loja escolhida.

Circuito do Anhembi da Indy (Gustavo Epifanio/Fotoarena)

Quando chegar à “arena”, o participante notará mais diferenças: ausência de palco, tendas de patrocinadores e torcida. Eis uma evolução em comparação com os eventos de corrida de rua pré-pandemia: “Os banheiros químicos serão higienizados constantemente com aplicação de produtos desinfetantes e serão disponibilizadas pias com água e sabão para lavagem das mãos, inclusive no lado de fora”.

“Serão fornecidos lenços sanitários para serem usados antes de entrar e depois de sair do local e ‘dispenser’ de álcool em gel. Haverá pias com sabão líquido, papel-toalha e lixeira com tampa de acionamento por pedal em locais estratégicos.”

Os espaços comuns, como guarda-volumes, serão organizados para permitir que haja uma distância de 1,5 metro entre os atletas. Marcas no solo, cones e organizadores de filas serão utilizados para isso.

Ao longo dos 5 km de prova, “os participantes só devem ultrapassar outros atletas quando sentirem que existe distância segura para fazê-lo; placas de comunicação, reforçando as medidas de distanciamento social e as de higiene, serão disponibilizadas ao longo do trajeto”.

Ao fim do percurso, serão entregues máscara e lenço com álcool. “Com o objetivo de evitar aglomerações, logo na chegada, os atletas devem se deslocar para locais de maior dispersão; eles não devem terminar a prova e parar logo após a linha de chegada”, diz o regulamento. Quem se sentir mal será encaminhado a uma tenda de atendimento médico.

Os corredores, que, antes da prova, respondem a um questionário sobre possíveis sintomas da covid-19, serão contatados nas duas semanas posteriores ao evento para verificação de sua saúde.

Organizadores unidos

Chegada da Run The Bridge-2019 (Rene Junior e Thiago Diz/Iguana Sports/Divulgação)

A união de organizadores tem ligação com a Abraceo, associação nacional que surgiu em meio à pandemia. O evento-teste vai ser reconhecido pela Federação Paulista de Atletismo.

“Além de ser importante para avaliarmos o que está certo, será uma oportunidade para analisarmos o que deve ser melhorado. Será uma prova que definirá os formatos das próximas corridas nesse recomeço”, disse Paulo Carelli, presidente da Abraceo e proprietário da Iguana Sports.

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Comentários


  • Marcos Brasil disse:

    Puta exagero, isso é matar passarinho com um canhão!!!

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