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Futebol 30/06/2014

Torcida argentina confirma fama de festeira; viagem a Porto Alegre: relato

Por Iury Cesar Alves, colaboração para o Esportividade
Torcida argentina no Beira-Rio (Iury Cesar Alves)

Torcida argentina no Beira-Rio (Iury Cesar Alves)

Antes de falar da sede de Porto Alegre, deve-se destacar o que a cidade de São Paulo espera para as oitavas de final na próxima terça-feira, 1º de julho, dia de Argentina x Suíça. Realmente a torcida argentina é doente pela sua seleção e muito festeira.

O que percebemos nos jogos transmitidos pela TV, quando assistimos à seleção argentina ou até mesmo às partidas da Libertadores em que existe participação de um clube argentino, é de fato o que vemos e mais um pouco. Pois os hermanos fazem a mesma festa que vemos na TV, antes, ao longo e principalmente depois do jogo.

O que deu para perceber na partida do estádio Beira-Rio foi uma grande festa; com os brasileiros, um grande tom de brincadeira, apesar de toda a rivalidade. Houve o respeito esperado quando a Nigéria fez o seu gol. Obviamente, muitos brasileiros começaram a gritar “Nigéria”; mesmo assim argentinos mantiveram a postura e houve somente brincadeiras. Nada em tom provocativo ou promovendo violência.

Durante todo o tempo são cantadas as músicas com os refrões: “Maradona es más grande que Pelé“ e “Vamos, vamos, Argentina! Vamos, vamos a ganar!“. Mesmo quem não torce pela equipe da Argentina acaba se rendendo à festa dos torcedores da seleção de Messi e companhia. O ídolo contemporâneo argentino também tem uma música especial que é cantada antes do jogo e, pelo o que se percebeu, após cada gol que o jogador faz.

Há certa preocupação por parte das autoridades paulistanas sobre o que os argentinos podem causar em sua estadia na cidade para o acompanhamento do jogo da seleção nas oitavas de final. Devido ao fato de a partida anterior ter sido realizada no Rio Grande do Sul, que é vizinho da Argentina, o clima pode ser considerado mais tranquilo, porque realmente a maioria de torcedores no estádio era argentina. Mas o clima totalmente de festa e amizade por parte dos hermanos foi o que mais chamou atenção.

A torcida argentina passa a impressão de ser totalmente apaixonada pelo futebol e principalmente por sua seleção.

Beira-Rio: praticidade e comodidade

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (Iury Cesar Alves)

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (Iury Cesar Alves)

A capital gaúcha surpreende o visitante que a conhece. Desde a chegada até a cordialidade e a hospitalidade dos gaúchos.

Quem acompanhou os jogos do Mundial no estádio do Beira-Rio se deparou com uma cidade aparentemente muito bem preparada para a Copa do Mundo. O Aeroporto Internacional Salgado Filho é extremamente bem estruturado, e nele podemos contar com inúmeras conveniências e atendimentos para quem chega a Porto Alegre.

O torcedor se sente dentro de um shopping: há de praças de alimentação a farmácias. Quanto ao atendimento ao turista ou ao torcedor, contávamos com voluntários da Fifa para dar informações sobre o deslocamento até o estádio do Sport Club Internacional, bem como com alguns balcões de informações do aeroporto. Os voluntários da Fifa pareciam trabalhar muito mais do que os funcionários do aeroporto gaúcho – muito provavelmente pelo fato de ser um dia de jogo na cidade.

Para se deslocar até o estádio, na saída do aeroporto havia disponível uma parada de ônibus municipais disponível para torcedores que seguiam ao Beira-Rio. O ônibus, que foi sem paradas até o estádio, custava R$ 2,95. O voluntário da Fifa, no entanto, havia nos passado uma informação diferente: que custava R$ 5. Mas até então não chegamos a descobrir o motivo dessa divergência de informação.

Placa que informa sobre ônibus para o estádio já no aeroporto (Iury Cesar Alves)

Placa que informa sobre ônibus para o estádio já no aeroporto (Iury Cesar Alves)

Seguindo para o estádio, passamos pelo centro de Porto Alegre, onde há muito movimento devido ao seu comércio e a muitos edifícios empresariais. Como surpresa, percebemos que a cidade estava com um trânsito muito bom mesmo para quem se dirigia aos arredores do estádio. Quando fomos embora, soubemos que a prefeitura da cidade havia decretado ponto facultativo, pois a cidade gaúcha poderia enfrentar muitos problemas com questões de trânsito e deslocamentos até o estádio devido à “invasão argentina “ para o jogo contra a Nigéria. E como previsto aconteceu mesmo essa “invasão”: estima-se que mais de 100 mil tenham cruzado a fronteira.

Chegando à região do estádio, não encontramos problemas para seguir em direção ao Beira-Rio. A cidade estava muito bem sinalizada com muitas placas em direção ao local. Para quem estava seguindo do aeroporto ou do centro da cidade, as melhores opções eram os ônibus especiais até o estádio. Pelo menos durante o percurso não detectamos nenhum estacionamento.

Placa que indica caminho ao Beira-Rio (Iury Cesar Alves)

Placa que indica caminho ao Beira-Rio (Iury Cesar Alves)

Perto do Beira-Rio, notamos uma região de fácil acesso e encontramos um dos estádios mais modernos do país, com estrutura excelente e arquitetura muito detalhada, deixando o estádio muito bonito, tanto por fora quanto por dentro. Mais uma vez foi necessário passar pelas barreiras de revista.

Diferentemente do que houve nos estádios de São Paulo e Belo Horizonte, na entrada os fiscais conferiram o nome no ingresso e se dirigiam à pessoa pelo nome dela. Mesmo assim, não solicitaram nenhum documento comprovando sua titularidade no ingresso.

Por dentro, o estádio realmente é muito bom no que diz respeito à visão do campo e ao conforto. O torcedor se sente muito à vontade para prestigiar a partida.

Beira-Rio, em Porto Alegre (Iury Cesar Alves)

Beira-Rio, em Porto Alegre (Iury Cesar Alves)

Quanto aos voluntários de Porto Alegre, encontramos muita cordialidade e conhecimento sobre as questões feitas a eles, como acessos ao estádio, banheiros, conveniências etc.

Para voltar, havia mais ônibus em direção do aeroporto Salgado Filho, sem paradas. Porém, como ainda havia tempo para sair o voo, conhecemos um pouco mais da cidade de Porto Alegre. Saindo do estádio, caminhamos por uma enorme avenida em direção ao centro. Estava interditada somente para os torcedores caminharem. Seguindo pela avenida, passei próximo à região da Fan Fest, de onde estava saindo uma enorme quantidade de argentinos. No meio do caminho, pudemos encontrar várias paisagens bacanas, como edifícios e os monumentos que homenageiam a história do povo gaúcho.

A cidade mostrou-se bem preparada para receber uma partida da Copa do Mundo. Vimos lindos lugares com arquitetura que de longe lembra um pouco a das cidades europeias que vemos no dia a dia pelos noticiários da TV. Só que o sistema metroviário possui uma extensão de apenas 43,8 km. Do centro da cidade pegamos um táxi com destino ao aeroporto.

Para finalizar, a visita a Porto Alegre foi muito positiva. Mesmo com alguns problemas de segurança e transporte, me pareceu ser uma cidade que realmente ficou totalmente preparada para o evento do Mundial. E os habitantes receberam muito bem a Copa do Mundo.

Iury Cesar Alves escreve para o Esportividade sobre sua experiência nesta Copa do Mundo. Ele estará em cinco jogos do Mundial de futebol.

Mais da série “Copa do Mundo no estádio”:

Série “Copa do Mundo na cidade”:

Série “Copa do Mundo com todo mundo”:

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