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Vôlei 11/08/2014

Torcida brasileira dá show no Grand Prix e contagia até a Coreia do Sul

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Torcida antes de Brasil x EUA no ginásio do Ibirapuera (FIVB/Divulgação)

Torcida antes de Brasil x EUA no ginásio do Ibirapuera (FIVB/Divulgação)

As equipes que mais torcida tiveram na rodada brasileira do Grand Prix de vôlei saíram vitoriosas do ginásio do Ibirapuera em 10 de agosto de 2014, domingo. Obviamente, a torcida do Brasil comemorou o terceiro triunfo por 3 sets a 0 em três jogos da seleção local, que desta vez superou a dos Estados Unidos. Mas não era tão óbvio assim um apoio brasileiro à Coreia do Sul, que venceu de virada a Rússia por 3 a 1 no jogo final da etapa.

A torcida foi contagiante nos últimos pontos do terceiro set de Brasil x Estados Unidos. A partir do momento em que a seleção bicampeã olímpica alcançou o match point depois de uma largadinha de Tandara, os 10.315 espectadores transformaram o ginásio no que chamam de “caldeirão”, especialmente em um rali que poderia ter definido o último set em 25 a 23. O Brasil chegou a perder a vantagem e ter de defender um o match point quando as norte-americanas chegaram a 27 a 26, mas um ataque de Sheilla, outro de Fabiana e um bloqueio simples também de Fabiana definiram a partida.

Jaqueline comemora ponto em jogo Brasil x EUA (Alexandre Arruda/CBV)

Jaqueline comemora ponto em jogo Brasil x EUA (Alexandre Arruda/CBV)

“Com a ajuda da torcida, a vitória aconteceu da forma de 3 a 0. Sem a torcida, não teria sido dessa maneira como foi”, declarou o treinador José Roberto Guimarães, segundo o qual um placar adverso para o Brasil também teria sido um resultado plausível, já que a equipe norte-americana é igualmente forte, tanto que superou a brasileira em quatro amistosos no mês passado. “O que percebi do jogo é que, apesar do resultado, os times são muito equivalentes. Hoje vencemos, mas eles ganharam os quatro amistosos. Não fico tranquilo por termos vencido por 3 a 0. Hoje fomos melhores, mas sabemos da igualdade de nível.”

O canto não foi a ação mais comum da torcida brasileira durante os três jogos da seleção. A canção “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” só pôde ser ouvida uma vez – e a adesão a ela não foi tão grande quanto em outros tempos. O som dos bastões infláveis foi mais forte. Era mais comum o grito de “ace, ace”.

Seleção da Coreia do Sul vibra após vitória sobre a Rússia (FIVB/Divulgação)

Seleção da Coreia do Sul vibra após vitória sobre a Rússia (FIVB/Divulgação)

A maioria dos espectadores foi embora do local e não assistiu a Rússia x Coreia do Sul, que teve início às 12h30. A estimativa é que 1.794 pessoas tenham ficado no ginásio para acompanhar a partida. Mas os que lá estavam não deixaram de mostrar apoio às sul-coreanas. Não foram poucas as vezes que os torcedores puxaram “Coreia, Coreia” e “ace, ace”. Até mesmo as sul-coreanas reservas ficaram contagiadas e repetiram “ace, ace” em alguns momentos.

Quem ficou presenciou um desempenho de gala de Kim Yeon-Koung, a camisa 10 da Coreia do Sul, que marcou 42 dos 98 pontos de seu time e quebrou o próprio recorde de pontos em um jogo deste Grand Prix. A Rússia concluiu a rodada sem uma única vitória.

Ginásio do Ibirapuera em dia de Brasil x EUA (FIVB/Divulgação)

Ginásio do Ibirapuera em dia de Brasil x EUA (FIVB/Divulgação)

O Grand Prix é uma competição feminina anual e, especialmente neste ano, tem um caráter preparatório, pois o Mundial, em que o Brasil buscará um título inédito, acontecerá em setembro e outubro na Itália.

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