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Futebol 04/09/2015

Três estudos são apresentados para o ‘novo Pacaembu’; saiba de quem são

Por Esportividade
Estádio do Pacaembu (Cesar Ogata/Secom)

Estádio do Pacaembu (Cesar Ogata/Secom)

Três estudos técnicos foram apresentados à Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo (Seme) a respeito do “novo Pacaembu”. Os interessados tiveram até o dia 31 de agosto para elaborar propostas para modernização, restauração, gestão, operação e manutenção do estádio Paulo Machado de Carvalho. Não estavam totalmente livres para criar, porém, pois a prefeitura deixou claro o que os projetos teriam de ter (leia mais sobre isso em Pacaembu: projeto de estacionamento para no mínimo 2 mil carros é desafio).

Entregaram estudos para a secretaria a Associação Casa Azul, a Fernandes Arquitetos Associados (em consórcio com SBP do Brasil Projetos e Empresa Brasileira de Engenharia da Infraestrutura) e a Arena Assessoria de Projetos (em consórcio com AGR Projetos e Estruturação e Castello Branco, Lobosco e Gama Advogados).

Associação Casa Azul aparentemente nada tem a ver com esporte e é mais conhecida pela realização da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), mas é presidida por Mauro Munhoz, arquiteto que projetou o Museu do Futebol, que fica no próprio Pacaembu.

Fernandes Arquitetos Associados foi o escritório (que é liderado por Daniel Hopf Fernandes) responsável por dois estádios para a Copa do Mundo de 2014: Maracanã, que foi modernizado, e Arena Pernambuco.

A Arena Assessoria de Projetos é, como o próprio nome diz, especialista no assunto. Já fez para a Prefeitura de Osasco, por exemplo, um estudo sobre a ampliação do estádio José Liberatti.

Os responsáveis pelos três estudos se reunirão com a prefeitura. “Da análise preliminar, a comissão entendeu que são necessários alguns esclarecimentos por parte dos interessados, razão pela qual serão agendadas apresentações para a comissão, representantes da SP Negócios e autoridades do patrimônio histórico”, diz texto do Diário Oficial da Cidade de São Paulo.

Entretanto, a Latin United Arenas, que já teria um acordo com o Santos para que o clube do litoral fizesse 30% de seus jogos como mandante no estádio municipal paulistano, não apresentou estudos.

O que está por vir

Estádio do Pacaembu (Jefferson Pancieri/SPTuris)

Estádio do Pacaembu (Jefferson Pancieri/SPTuris)

O futuro do estádio do Pacaembu será, segundo o secretário de de Esportes, Lazer e Recreação, Celso Jatene, decidido após conversas com a população paulistana. Embora a intenção seja que uma empresa administre o estádio municipal por 25 anos após modernizá-lo, antes da escolha de um projeto este se tornará público.

“Os interessados deverão apresentar projetos de melhorias arquitetônicas e modelo de administração. Realizaremos audiências públicas, aqui na Câmara e no estádio, para mostrar as propostas e ouvir a população. Depois disso vai chegar o momento da licitação [primeiro trimestre de 2016]”, explicou em maio à Comissão de Educação Cultura e Esportes da Câmara Municipal.

O secretário reiterou ausência de dinheiro público na modernização do Paulo Machado de Carvalho, que completou 75 anos em abril de 2015. “Não será investido nenhum centavo de dinheiro público nisso; por isso é um modelo de concessão. É lógico que quem investiu terá o direito da concessão de 25 anos para reaver o que investiu, mas o equipamento continuará rigorosamente a ser um patrimônio da prefeitura”, disse.

“Como a área poliesportiva [quadras e piscina] precisa ser modernizada, revitalizada e devolvida para a gestão pública para continuar atendendo a população, pode ser que de R$ 9 milhões o custo operacional [à prefeitura] fique em R$ 3 milhões por ano.”

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