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Corrida de rua 24/01/2019

1º semestre de corridas em São Paulo é um pouco frustrante; confira 3 motivos

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Atletas concluem etapa no Pama (Esportividade)

O calendário oficial de corridas do primeiro semestre da cidade de São Paulo, divulgado nesta semana, reforçou uma sensação que se tinha: a de que a agenda de eventos já foi mais forte e mais variada na capital paulista. O Esportividade listou três dos motivos pelos quais a primeira metade de 2019 não está, por enquanto, “com a bola toda” quanto às provas pedestres.

Indefinições

A troca de poder no governo federal afeta diretamente as corridas, já que a Caixa Econômica Federal, grande patrocinadora do atletismo brasileiro, pode reduzir de forma drástica os investimentos em publicidade no esporte.

Tradicional foto de “mãos ao alto” antes da largada (Esportividade)

O Circuito Caixa da Cidadania, idealizado pela Prefeitura de São Paulo e organizado pela Iguana Sports, corre o risco de ficar sem patrocínio do banco, o que daria três opções ao governo municipal: encontrar outro patrocinador, bancar algumas corridas – como fazia na época de Circuito Popular – ou não realizar o circuito em 2019.

Como o governo Jair Bolsonaro optou por extinguir o Ministério do Esporte, que se tornou uma secretaria dentro do Ministério da Cidadania, reuniões sobre projetos relacionados à Lei de Incentivo ao Esporte foram suspensos até fevereiro, resultando em atrasos na aprovação e liberação de verba de alguns eventos. O Vamos Passear, por exemplo, teve de ser adiado por causa disso.

Caminho diferente

Treinão da Adidas no centro de São Paulo (Adidas/Divulgação)

Marcas que investiam de forma pesada em eventos de terceiros passaram a priorizar as próprias plataformas. Algumas têm preferido ações menores e gratuitas, como treinões, e usar influenciadores digitais como agentes de divulgação. A Nike e a Adidas são dois exemplos da estratégia de se divulgar por meio de treinos abertos e grupos de corrida.

Mercado receoso 

A escassez de patrocínios fez a dependência de bilheteria – venda de inscrições – ser muito maior do que era quando os patrocinadores estavam mais presentes.

Isso não seria um problema tão grande se o número de participantes estivesse crescendo no mesmo ritmo de alguns anos atrás, mas dados de 2017 mostraram crescimento tímido (de só 1,76%) de atletas paulistas em provas supervisionadas pela Federação Paulista de Atletismo. Em 2018, talvez tenha até havido um recuo.

Em 2019, alguns organizadores, temendo prejuízo, deixarão de realizar provas com as quais, há não muito tempo, conseguiam ter algum lucro. Os custos têm sido cada vez maiores.

Outros, justamente para que as contas fechem no azul, aumentaram os preços das inscrições, o que pode gerar um efeito contrário: ainda mais prejuízo, uma vez que a recuperação econômica brasileira é lenta e há mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. Segundo o site Ticket Agora, o preço médio das inscrições foi de R$ 103,36 em 2018, mais de 10% do salário mínimo.

Reta final da 2ª SP Pink Run (Esportividade)

Nem tudo é má notícia, no entanto: têm sido bem-sucedidas as empresas organizadoras que contam com parcerias de longa data. A SportsFuse e o shopping SP Market são exemplos de parceiros cujo relacionamento é bom para ambos e para os atletas.

Comentários


  • Vilma Carvalho disse:

    Boa tarde! Gostaria de ser avisada quando abrir as inscrições gratuitas. Grata

    • Esportividade disse:

      Olá, Vilma! Por favor, acesse diariamente o Esportividade e curta nossa página no Facebook para ficar bem informada sobre as corridas gratuitas. Obrigado!

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