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Vôlei 27/06/2013

Brasil encara França com “diamante” Lucarelli e outros novos rostos

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Em pé: Lucão (15), Vissotto (6), Isac (2), Dante (18), Eder (3); agachados: William (7), Maurício (22), Lipe (12), Bruninho (1), Lucarelli (8), Wallace (4) e Mario (19); clique na foto para ampliá-la

Em pé: Lucão (15), Vissotto (6), Isac (2), Dante (18), Eder (3); agachados: William (7), Maurício (22), Lipe (12), Bruninho (1), Lucarelli (8), Wallace (4) e Mario (19); clique na foto para ampliá-la

Uma seleção brasileira com novas caras será vista no ginásio do Ibirapuera nesta sexta-feira e neste sábado, dias de jogos contra a França. Alguns dos grandes nomes da geração anterior, como Giba, Serginho, Ricardinho, Gustavo e Rodrigão, não defendem a seleção nesta Liga Mundial. Ainda estão na equipe jogadores como Dante, e este já se rende ao talento de Ricardo Lucarelli, ponta de apenas 21 anos.

Com 32 anos e muita experiência no vôlei, o veterano diz que Lucarelli tem tudo para ser um grande jogador. “Além de ser jovem, ele tem uma responsabilidade enorme”, disse ao Esportividade. “Já trouxe isso do Minas, que jogava muito em função dele. Querendo ou não, ele aprendeu com esse tipo de pressão. O mais importante é que ele tem uma cabeça muito boa, escuta você, é um cara muito inteligente. A força física dele é impressionante. Temos um diamante em nossas mãos”.

Bernardinho diz que os novos rostos não confundirão os torcedores em São Paulo. “A torcida que acompanha o vôlei brasileiro conhece a maior parte dos atletas”, afirmou. “O Lucarelli é jovem, se destacou na Superliga, esteve na seleção em 2012 e foi à Olimpíada conosco para vivenciar a experiência olímpica. A torcida sabe que também verá o Lucão, que foi um dos grandes jogadores da Superliga, o Dante, que continua bem e é um dos líderes da seleção, o Bruno, o Leandro Vissotto…”

“É claro que ícones como Giba e Sérgio ‘Escadinha’, que eram grandes protagonistas, não estão mais na seleção. O Murilo, momentaneamente, também não está [pois se recupera de lesão]. A torcida aos poucos vai se acostumar e guardar um lugar no coração para esses jogadores, assim como aconteceu com esses outros que citei”, avaliou o técnico.

Dante não espera facilidade nos dois jogos contra a França, que perdeu suas quatro primeiras partidas na Liga Mundial e derrotou a Polônia duas vezes na sequência. “É um time que tem um volume de jogo impressionante, e isso acaba irritando o adversário. É nessa armadilha que não podemos cair. É uma seleção que toca bastante na bola. Tudo depende de nós: se conseguirmos impor nosso ritmo de jogo, será outra conversa”, afirmou.

O levantador Bruninho concorda com seu colega de equipe e acrescenta que o fato de os franceses não estarem pressionados pode ajudá-los: “Eles já assustaram vencendo a Polônia duas vezes. Precisamos respeitá-los. Apesar de não ter tido resultados expressivos nos últimos anos, é um time que vem com uma nova geração querendo mostrar serviço. Eles estão também como franco atiradores, e isso também pode ser um ponto positivo para eles, ainda mais aqui, onde haverá uma pressão diferente sobre nossa equipe”.

O Brasil busca seu décimo título na Liga Mundial. Sua mais recente conquista da competição foi em 2010.

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