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Cultura 03/09/2013

Filmes sobre esporte são exibidos nesta semana na Cinemateca

Por Esportividade
Cinemateca Brasileira

Cinemateca Brasileira

Estarão em exibição nesta semana, na Cinemateca Brasileira, na zona sul de São Paulo, os documentários vencedores das duas primeiras edições do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. Os filmes contam a trajetória de atletas como a nadadora Maria Lenk, o saltador Adhemar Ferreira da Silva, o cavaleiro Rodrigo Pessoa, o judoca Rogério Sampaio e o mesatenista Cláudio Kano e também apresentam histórias interessantes, como a do surgimento do saque viagem. Um dos mais esperados é o documentário “Mulheres Olímpicas”, de Laís Bodanzky.

O público terá acesso gratuito à sala da Cinemateca (largo Senador Raul Cardoso, 207, na Vila Clementino) de 3 a 6 de setembro de 2013. O projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro é realizado pelo Instituto de Políticas Relacionais. Confira os filmes em exibição e as sinopses fornecidas pela assessoria de imprensa do evento:

3 de setembro, terça-feira
SALA CINEMATECA BNDES

19h – A volta ao mundo de Anésio Argenton, de Marcelo Paiva e Fernando Acquarone
Rio de Janeiro, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Originário de um período em que o ciclismo não era considerado um esporte profissional, Anésio Argenton representa toda uma geração de atletas que surpreendeu seu país ao superar a pobreza para atingir o sonho olímpico. Apesar das inúmeras dificuldades, Argenton participou dos Jogos Olímpicos de Melbourne, em 1956, em que obteve o melhor resultado do Brasil na história das Olimpíadas em provas de pista, recorde que permanece inalcançado; e de Roma, em 1960. Além disso, Argenton é o único brasileiro medalhista de ouro em Jogos Pan–Americanos na modalidade (Chicago, 1959).

19h30 – Um homem que voa: Nelson Prudêncio, de Maurilio Martins e Adirley Queiroz
São Paulo, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Protagonizou a mais contundente e fantástica disputa olímpica pela medalha de ouro em competições olímpicas, no salto triplo, na Olimpíada do México em 1968, juntamente com o soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile, quebrando o recorde mundial e olímpico por nove vezes consecutivas no mesmo dia. Prudêncio conquistou a prata, o ouro ficou com o soviético e o bronze com o italiano.

 20h – A valsa do pódio, de Daniel Hanai e Bruno Carneiro
São Paulo, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Em 2012, nos Jogos Paraolímpicos de Londres, a atleta brasileira Terezinha Guilhermina confirmou sua posição de corredora com deficiência visual mais rápida do mundo: conquistou, ao lado de seu guia Guilherme Santana, duas medalhas de ouro nas provas de 100 m e 200 m rasos para cegos (T11). Além disso, protagonizou uma cena emocionante: na prova dos 400 m, Guilherme caiu; em solidariedade ao guia, Terezinha jogou-se no chão e abandonou a prova. O documentário vai contar a história dessa grande atleta: suas conquistas, sua relação com o guia, o sonho olímpico e a felicidade de ganhar a medalha, a superação de mais um recorde mundial e, principalmente, como ela se divertiu durante esses jogos e como curte sua vida.

21h – Mulheres Olímpicas, de Laís Bodanzky
São Paulo, vídeo digital, cor 52’ | Exibição em DVD
Este documentário tem a intenção de traçar este paralelo: a mulher na sociedade e a mulher no esporte olímpico. A história das esportistas brasileiras nas Olimpíadas pode-se dizer que é recente. Foi em 1932, em Los Angeles, que uma primeira mulher brasileira participou de uma Olimpíada, mas a primeira medalha só chegou em 1996, em Atlanta, 64 anos depois. Só em 2012, em Londres, que todos os países participantes tiveram representantes mulheres e pela primeira vez foi incluído o boxe feminino, fazendo com que pela primeira vez na história as mulheres participem de todas as modalidades olímpicas.

4 de setembro, quarta-feira
SALA CINEMATECA BNDES

19h – Pátria, de Fábio Meira
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Fernanda Venturini, Ana Moser, Márcia Fu, Hilma, Ana Flávia, Ida, Ana Paula, Virna, Leila, Fofão, Filó e Sandra. O filme conta a história dessa formidável equipe feminina de vôlei, que conquistou o primeiro pódio olímpico da modalidade, com a medalha de bronze em Atlanta, em 1996, e colocou o Brasil na elite do esporte.

19h30 – Ouro, prata, bronze e… chumbo!, de José Roberto Torero
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
As três primeiras medalhas do Brasil vieram juntamente com a primeira participação do país nos Jogos Olímpicos. A equipe de tiro foi a responsável pela façanha, na Olimpíada de 1920, na Antuérpia (Bélgica). O projeto resgata esses heróis e conta as aventuras que eles percorreram para representar o Brasil nos primeiros Jogos Olímpicos de sua história.

20h – O salto de Adhemar, de Rafael Terpins e Thiago Brandimarte Mendonça
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Adhemar Ferreira da Silva é o único atleta brasileiro que conquistou duas medalhas de ouro consecutivas numa mesma prova dos Jogos Olímpicos. Sua história é marcada pela superação dos limites e sintetiza as dificuldades e desafios dos atletas brasileiros no século passado: ascensão meteórica no esporte e agruras e preconceitos vividos em sua carreira.

21h – Brasil na terra do Misha, de Silvio Tendler
Rio de Janeiro, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
O Brasil na Terra do Misha trará ao espectador um momento olímpico brasileiro nem tanto lembrado no Brasil – exceto pelas lágrimas de Misha para encerrar a festa, marcando já a saudade que a Olimpíada de Moscou deixava, mas de destacada relevância para diversos esportes nacionais; um episódio-chave para a compreensão das transformações que se seguiram no mundo e na reafirmação dos ideias olímpicos como uma das possibilidades de congraçamento entre os povos.

21h30 – Ippon – a superação olímpica de Rogério Sampaio, de Cavi Borges
Rio de Janeiro, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
A história de Rogério Sampaio rumo à conquista olímpica distingue-se pelo seu forte componente de superação. Ausente por quase três anos de competições oficiais e logo após ter sofrido com a morte trágica de seu irmão Ricardo, seu mentor e companheiro de treinos, o atleta teve de driblar a desconfiança geral. A escolha de um diretor com enorme relação com o judô – cortado às vésperas da Olimpíada de Atlanta 1996 e Sidney 2000 – conferirá ao documentário um caráter intimista.

22h – No meio do caminho tinha um obstáculo, de Cacá Diegues e Flora Diegues
Rio de Janeiro, vídeo digital, 26’ Luz Mágica | Exibição em DVD
A tortuosa jornada de um cavaleiro e seu cavalo na última Olimpíada do segundo milênio. O ano em que o hipismo virou paixão nacional. Do favoritismo do conjunto tricampeão mundial Rodrigo Pessoa e Baloubet duRouet até as refugadas do cavalo e a decepção de milhões de brasileiros. Uma história sobre perseverança e união entre um homem e seu animal em busca do ouro olímpico.

5 de setembro, quinta-feira
SALA CINEMATECA BNDES

19h – A luta continua – um documentário em 12 rounds, de Renata Sette Aguilar
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor/pb, 26’ | Exibição em DVD
Em 1968, o Brasil recebeu sua primeira medalha olímpica no boxe. O autor da façanha foi Servílio de Oliveira, ganhador do bronze. Esse documentário procura desvendar o homem por trás da medalha e mostrar toda a sua emocionante saga para disputar os Jogos Olímpicos do México.

19h30 – Maria Lenk – a essência do espírito olímpico, de Iberê Carvalho
Distrito Federal, 2011, vídeo digital, cor, 26’
Documentário que registra as histórias e recordações generosamente contadas pela nadadora brasileira Maria Lenk. Um material único, de valor inestimável para a memória do esporte olímpico brasileiro.

20h – Reinaldo Conrad: a origem do iatismo vencedor, de Murilo Salles
Rio de Janeiro, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Pioneiro em seu esporte, Reinaldo Conrad aprendeu a velejar numa represa e se tornou o primeiro medalhista olímpico da vela brasileira – uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil. O filme trata da história desse grande iatista, que participou de cinco edições dos jogos e que ainda tem o sonho de participar, aos 74 anos, da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

21h–55s’4 – a virada, de Ricardo Dias
São Paulo, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Foi em Roma, Itália, agosto daquele ano de 1960 em pleno verão,  no mesmo ano em que poucos meses antes se inaugurava Brasília. A Olimpíada se chamou “Jogos Olímpicos de Verão de 1960″, ou oficialmente ”Jogos da XVII Olimpíada”, 52 anos após Roma ter desistido da organização dos Jogos Olímpicos por causa de uma erupção do vulcão Vesúvio. Os romanos  fizeram nessa Olimpíada a união da antiga tradição  dos gregos com sua própria história. As competições de levantamento de peso  foram na Basílica de Maxentius, a  ginástica nas Termas de Caracalla e a chegada da maratona foi no Arco de Constantino. monumento construídos em homenagem ao primeiro imperador romano cristão.  E o Brasil iniciava sua época desenvolvimentista  que iria coroar um Brasil moderno como uma das maiores potências da atualidade. Também era o começo do atletismo se destacar no Brasil: Maria Esther Bueno, a número UM no tênis, o Adhemar Ferreira da Silva, que foi atleta bi olímpico na década anterior em salto triplo e que infelizmente não pôde participar da olimpíada de 1960, Nelson Pessoa em equitação….

 21h30 – 3 pontos: o basquete, o rap e o jejum, de Rafael Terpins
São Paulo 2013, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
A história do basquete olímpico brasileiro rimada em 3 atos musicais por craques da música. Wlamir, Oscar e Varejão em ritmo de rap.

22h – Viagem – o saque que mudou o vôlei, de Giuliano Zanelato
São Paulo, 2013,vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Participar das Olimpíadas e ganhar uma medalha inédita na sua modalidade é inesquecível. Fazer pequenos brasileiros praticarem vôlei onde antes só havia traves de futebol merece respeito. Agora, popularizar uma forma de sacar, a ponto de mudar um pouco o seu esporte, é histórico. Foi exatamente o que fez Montanaro, acompanhado por Willian e Renan, com o “saque viagem” em 1984. Em poucos anos, todas as seleções olímpicas estavam sacando igual àqueles três brasileiros.

6 de setembro, sexta-feira
SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h – Aida, uma mulher de garra, de André Pupo
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Única mulher da delegação brasileira na Olimpíada de Tóquio, em 1964, Aida dos Santos conquistou a quarta posição na prova de salto em altura, mesmo sem treinador, patrocinador, tênis ou uniforme próprio. O documentário resgata a memória dessa saltadora e sua epopeia olímpica.

19h30 – Brilho imenso, a história de Cláudio Kano, de Denis Kamioka
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
Humilde e carismático, o tenista de mesa Cláudio Kano participou das Olimpíadas de Seul, em 1988, e de Barcelona, em 1992, e deixou muitas saudades após sua trágica morte antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Cláudio não chegou a ser um medalhista olímpico, mas sua carreira reúne elementos muito especiais, que revelam o perfil não só de um grande atleta, mas de um verdadeiro ídolo.

20h – De Olaria a Helsinque: a história de um salto, de André Klotzel
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor, 26’ | Exibição em DVD
No dia 20 de julho de 1952, nos Jogos Olímpicos de Helsinque, José Telles da Conceição alcançou a marca de 1,98 m no salto em altura e conquistou uma inédita medalha de bronze para o Brasil, tornando-se, assim, o primeiro representante do atletismo brasileiro a subir ao pódio. Seu triunfo, porém, foi ofuscado pela conquista do ouro no salto triplo por Adhemar Ferreira da Silva. O documentário busca conceder o devido reconhecimento a esse superatleta.

21h – México 1968 – A Última Olimpíada Livre, de Ugo Giorgetti
São Paulo, 2011, vídeo digital, cor 52’ | Exibição em DVD
Documentário sobre a primeira edição latino-americana das Olimpíadas, realizada no México em 1968, marco na trajetória dos jogos. A edição mexicana foi um divisor de águas por ocorrer num contexto mundial dominado por tensões como a Guerra do Vietnã, a atuação repressora das ditaduras militares na América Latina, Maio de 68 na França, e a invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética. Foi também a última Olimpíada antes do sequestro da delegação israelense, ocorrida nos jogos seguintes, em Munique. Além do aspecto político, a Olimpíada do México ainda assinala uma etapa importante no aprimoramento técnico do evento.

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