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Ginásio do Anhembi, mais moderno do Brasil, deve ficar pronto até 2019

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Estudo da Time for Fun (Reprodução)

Estudo da Time for Fun (Reprodução)

O ginásio mais moderno do Brasil deverá ser inaugurado na cidade de São Paulo até o segundo semestre de 2019. É com esse prazo que a Comissão Especial de Avaliação da arena multiúso coberta do Anhembi trabalha. Quem obtiver a concessão de um terreno ao lado da concentração do sambódromo terá três anos para construir o empreendimento a partir da data de assinatura do contrato de 30 anos – ou seja, terá 27 anos para recuperar o investimento, ter lucro e ainda para pagar a outorga à SPTuris, empresa cuja Prefeitura de São Paulo é a acionista majoritária.

A SPTuris espera publicar o edital de licitação ainda neste semestre e, no próximo, receber as propostas e assinar contrato com o vencedor. Entre os concorrentes que apresentarem toda a documentação e um anteprojeto, o vencedor será quem oferecer o maior valor de outorga – mínimo estabelecido para isso é de R$ 417 mil mensais (com reajuste anual de acordo com Índice de Preços ao Consumidor da Fipe) a partir do 37º mês da concessão ou no primeiro mês de operação.

Esse valor, porém, aumentará caso o desempenho da empresa na operação do ginásio não seja bom. Quanto pior a avaliação do empreendimento, mais o concessionário pagará de outorga. Segundo a comissão, isso será feito para incentivar o construtor/gestor a administrar bem o espaço.

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira, 28 de março de 2016, ficou claro que, pelas regras que serão adotadas, não basta construir uma belíssima “arena multiúso coberta”: será necessário administrá-la a fim de que tenha agenda sempre cheia, patrocinadores (inclusive naming rights), bares e restaurantes, por exemplo. Será permitida a exploração do estacionamento dentro da área de concessão.

É por isso que as empresas que já estão nesse mercado, como a Time for Fun, a IMM e a WTorre, têm maiores chances de serem as concessionárias. A Time for Fun, aliás, foi quem deu a ideia para a SPTuris. A gigante brasileira do entretenimento sente falta de espaços assim, para 20 mil pessoas, para realizar principalmente shows e grandes eventos esportivos.

Na falta de locais assim, as promotoras de espetáculos musicais usam espaços improvisados, como a “arena Anhembi”, que é nada mais que a concentração do sambódromo com um palco. No esporte, campeonatos como UFC e NBA muitas vezes deixam São Paulo de lado pela ausência de um ginásio moderno, já que o do Ibirapuera é considerado ultrapassado.

Tiveram estudos aproveitados e serão ressarcidos por isso cinco grupos: IMM/Azevedo Sette/Gustavo Penna Arquiteto e Associados/Lumens Engenharia, Time for Fun, Almeida & Fleury/Tetra Projetos, WTorre e  Arena/BF Capital/Lagardere/Moysés & Pires.

No entanto, quando o edital for de fato publicado, o “jogo será zerado”, e mesmo quem não apresentou estudos preliminares poderá participar da concorrência. O valor estimado do contrato é de R$ 420,1 milhões.

A empresa vencedora necessitará, antes de construir o ginásio do Anhembi, demolir as construções administrativas da SPTuris presentes atualmente na área e, por exemplo, mudar de lugar a caixa de água do sambódromo que lá está. A elaboração de projetos básico e executivo também ficará sob a responsabilidade dela.

O presidente da SPTuris, Alcino Reis Rocha, afirmou que o novo polo esportivo e cultural será único: “É um equipamento completamente sui generis em nosso município. Já discutimos isso há muito tempo, mas, infelizmente, em todos esses anos, a cidade não conseguiu estruturar esse empreendimento do formato como agora é imaginado. Durante esse período, tivemos o surgimento de grandes equipamentos esportivos e culturais. Mas, com essas caraterísticas (dimensões, capacidade…), não temos a menor dúvida de que [o ginásio] é único para a cidade e, quiçá, para o país”.

Veja mais ilustrações de como pode ser o ginásio:
Ginásio do Anhembi: SPTuris pede ao cidadão análise de minuta do edital

Comentários


  • mathaus disse:

    as perguntas que ficam, quanto de propina e superfaturamento?

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