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Corrida de rua 20/12/2019

Indenização por fraude na São Silvestre mostra limites da liberdade na corrida

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Descida antes do estádio do Pacaembu (Esportividade)

A liberdade proporcionada pela corrida de rua não pode ser confundida com “tudo pode aqui”. O episódio dos números de peito repetidos na São Silvestre de 2017 mostrou limites que não devem ser ultrapassados.

A organização do evento enviou na quinta-feira, 19 de dezembro de 2019, um comunicado à imprensa sobre a “clonagem” e os primeiros resultados legais dela.

“Além da indenização por danos materiais e morais (R$ 25 mil), o atleta [Valter] confessou e detalhou todo o processo idealizado pela Run Up para a fraude, que contou com a participação de vários atletas da equipe”, disse a organização. “O caso ainda está em andamento.”

“Atitudes como a da Run Up colocam em risco a saúde a integridade de corredores inscritos, porque os atletas que clonam os números utilizam a estrutura dimensionada para um número determinado de corredores, podendo faltar água, assistência médica, alimentação e segurança.”

A organização ainda reiterou que fiscalizará possíveis fraudes envolvendo não idosos correndo com número de peito de idosos; estes, por lei, têm direito a desconto de 50%: “Medidas judiciais também serão tomadas”.

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