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Ciclismo 17/11/2015

Passeio incentiva mulheres a serem ciclistas; elas ainda não pedalam tanto

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

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O potencial de crescimento do ciclismo entre as mulheres é gigantesco, pois elas ainda pedalam pouco em dias úteis – ou muito menos do que poderiam. Uma pesquisa feita em agosto e divulgada em setembro de 2015 mostrou que elas correspondem a somente 14% dos ciclistas que utilizam a bicicleta como meio de transporte pelo menos uma vez por semana na cidade de São Paulo. No entanto, já existem eventos que as incentivam a pedalar. O mais simbólico deles é o Poderosa, passeio ciclístico exclusivamente feminino que vai ser realizado em 13 de dezembro.

O cenário é plenamente alterável, como já mostraram as corridas de rua. Na etapa Água da Night Run de sábado passado, por exemplo, elas foram 55,87% do total de atletas que chegaram ao fim dos 5 km, ou seja, em algumas provas já são até maioria, e a tendência geral é essa.

São duas as peças-chave para as mulheres se tornarem mais ciclistas. Uma é o incentivo à prática da modalidade; a outra é oferecer a elas mais segurança. “Encontrei muito mais mulheres onde havia ciclovia”, disse Marina Barrio, uma das pesquisadoras do trabalho executado na capital paulista pela Ciclocidade, a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, em parceria com a ONG Transporte Ativo.

Os números mostram que, na região central da cidade, justamente onde existe uma melhor malha cicloviária, as mulheres são 23% dos ciclistas. Na periferia esse índice cai para 9%. Isso também tem a ver com o fato de que maiores e mais difíceis deslocamentos são necessários para ciclistas que moram fora dos polos empresariais.

Ale Brito, ciclista

Ale Brito, ciclista

Ale Brito já nota uma participação feminina crescente. “Agora a mulherada está aderindo ao ciclismo. Eu odiava pedalar, sempre achei que era esporte para homem, mas hoje em dia pedalo sempre. Vejo como opção esportiva, porque é um esporte que faço”, afirmou ela, para a qual ciclismo é “liberdade, movimento e mobilidade”. Costuma pedalar à noite e com amigos. Em 11 de novembro, por exemplo, percorreu 36 km em 2h15min, indo de Perdizes à região do aeroporto de Congonhas e retornando à zona oeste.

Iniciativas como o passeio ciclístico Poderosa as fazem olhar com mais carinho para o ciclismo. Para participarem dos 5 km de pedalada na região do parque do Ibirapuera em 13 de dezembro, elas gastam bem pouco: com o “kit free” (com cobrança de R$ 7,50 de taxa de serviço) elas passeiam e ainda ganham sacola de treino e medalha.

Ainda há um “kit básico”, com camiseta de poliamida, sacolinha de treino e medalha, um “kit capacete”, com capacete, camiseta de poliamida, sacolinha de treino e medalha, e um “kit bike”, com bicicleta, capacete, camiseta de poliamida, sacolinha de treino e medalha.

A bike mencionada é do estilo passeio, com design retrô, “desenvolvida para que as mulheres pedalem com maior conforto pelas ruas e pelos parques da cidade”.

As inscrições para o Poderosa são feitas pela internet: clique aqui.

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