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Automobilismo 16/12/2013

Público da Stock aponta dificuldades de estacionamento em Interlagos

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Ricardo Maurício comemora título com "zerinho" diante do setor A (AndreI Spinassé)

Ricardo Maurício comemora título com “zerinho” diante do setor A (AndreI Spinassé)

Sem uma orientação específica sobre onde estacionar nas imediações do autódromo de Interlagos, espectadores da Corrida do Milhão, prova final da temporada da Stock Car, não tiveram muito como fugir dos flanelinhas, os “guardadores” de carros. Apesar dos preços não abusivos de alimentos nos bastidores da arquibancada A, o que se pagou fora de lá não foi nada barato. Houve relatos de cobrança de até R$ 70 por uma vaga no domingo (15).

Ao contrário da Fórmula Truck, em que o público é maior e os organizadores fazem parceria com um shopping da região, a partir do qual se tem transporte gratuito até o autódromo, na etapa da Stock Car não existe um esquema para estacionamento do público de arquibancada. A Companhia de Engenharia de Tráfego atuou nas imediações do circuito, mas apenas para facilitar a chegada ao local.

O estudante Bruno Lunardi, 24 anos, relatou abusos por parte dos flanelinhas. “O que atrapalha é o flanelinha, que cobra um valor absurdo para você deixar o carro na rua”, disse o espectador. “Demorou meia hora para acharmos uma vaga. Os estacionamentos [reais] que existem estão cheios.”  O “guardador” cobrou deles R$ 10 de adiantamento, um terço do valor total.

Já Felipe Franco conseguiu uma vaga em um estacionamento real – com seguro. “A estrutura fora do autódromo não é muito legal”, resumiu. “Tentamos evitar parar onde não é estacionamento convencional. Mas mesmo assim: poderia haver algo melhor”, disse o engenheiro, que pagaria também R$ 30.

O farmacêutico Leonardo de Aguiar Oliveira desembolsaria R$ 40. “Tivemos de parar com um flanelinha, mas pelo menos foi tranquilo. Paramos no primeiro que encontramos. Somos de Campinas, então viemos diretamente. Se eu tivesse de vir de trem, nem sequer saberia como”, afirmou.

São 2,2 km de caminhada da estação Autódromo da CPTM até o portão A de Interlagos. Esse meio de transporte foi a opção de outros espectadores. “Como eu vim de Sorocaba, foi a melhor escolha. É mais barato e sossegado”, disse Orlando Aparecido Ribeiro, que foi ao evento com uma criança, seu neto Robson. O operador de empilhadeiras fez uso da Linha 8-Diamante (a partir de Itapevi) e da Linha 9-Esmeralda. O espectador relatou ter comprado ingresso de cambista pelo mesmo preço que pagaria nas bilheterias, R$ 46.

Ir a Interlagos de trem foi também a opção de pai e filho de Osasco. “Cogitei com ele vir de carro, mas achamos melhor de trem. É muito trânsito, não tem lugar para estacionar… Nunca vim de carro; a hipótese de vir de automóvel está descartada”, disse o pai, Cesár Bomgiovanni, que trabalha em almoxarifado.

Bastidores do setor A (Andrei Spinassé/Esportividade)

Bastidores do setor A (Andrei Spinassé/Esportividade)

Nos bastidores da arquibancada A, os preços eram aceitáveis: comidas por no máximo R$ 8 (cheeseburger) e bebidas por até R$ 5 (cerveja). Havia uma boa estrutura para o público: exposição de carros antigos da Stock Car, autorama, telão e distribuição gratuita de revista que continha reportagens, grid de largada, programação, classificação de campeonato, pilotos e equipes.

Na pista

Antes do pit stop, a Corrida do Milhão era apenas morna. Depois dele, se tornou emocionante, pois, além da disputa pelo prêmio milionário, estava em jogo o título de 2013. Thiago Camilo esteve durante boa parte da prova perto de se tornar campeão, mas enfrentou perda de marchas após ultrapassagem sobre Ricardo Zonta e concluiu a última etapa em sexto, resultado que lhe deixou com o vice-campeonato, pois Ricardo Maurício garantiu a segunda posição e seu segundo título na categoria – neste ano ele também foi bicampeão da Copa Petrobras de Marcas. Zonta, dono da própria equipe, venceu pela primeira vez na categoria – e justamente na Corrida do Milhão.

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