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Esporte 01/07/2020

Uso de máscara por esportistas é controverso, mas exigido pelo governo

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Correndo de máscara na trilha (Gustavo Fring/Pexels)

O uso obrigatório da máscaras em ruas (e, futuramente, em parques) de São Paulo, uma tentativa de reduzir a proliferação do novo coronavírus (doença covid-19), abrange quem pratica exercícios físicos. Ainda não há um estudo respaldado pela comunidade científica, com revisão de pares, sobre os efeitos das máscaras em quem se exercita, mas já existem indícios.

A OMS, a Organização Mundial da Saúde, publicou em seu Facebook: “Pessoas não devem usar máscara enquanto se exercitam, pois elas podem reduzir a habilidade de respirar confortavelmente; o suor pode fazer a máscara ficar úmida mais rapidamente, o que torna a respiração mais dificultosa e promove o desenvolvimento de micro-organismos. A medida preventiva mais importante durante os exercício físicos é manter uma distância de, ao menos, um metro de outros”.

O Governo do Estado de São Paulo, no entanto, estipulou uma multa de R$ 524,59 para quem estiver em vias públicas ou estabelecimentos comerciais sem essa proteção individual a partir desta quarta-feira, 1º de julho de 2020.

O jornal The New York Times deu voz a especialistas. Cedric X. Bryant, presidente do Conselho Americano de Exercício, disse haver uma elevação dos batimentos cardíacos quando se usa uma máscara durante um treino de corrida, por exemplo. “Dá para antecipar que serão de oito a dez batimentos a mais por minuto”, afirmou.

Segundo Len Kravitz, professor de ciência do exercício da Universidade do Novo México, algumas pessoas podem sentir tontura, o que não vale para todas.

Aviso publicado no Facebook da OMS

Lindsay Bottoms, da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, escreveu ao The Conversation um relato de uma experiência sua. Quando correu por três minutos, a 10 km/h, com máscara, seu nível de oxigênio caiu de 19,5% para cerca de 17% – foi como se estivesse correndo em um lugar com 900 metros de altitude a mais. E a concentração de dióxido de carbono (CO2) triplicou, ficando bem acima da recomendada.

Mas o desconforto pode ser amenizado pela escolha de uma máscara mais propícia à prática esportiva. A adaptação varia de pessoa para pessoa, mas aquelas que se umedecem – reduzindo sua eficácia – rapidamente devem ser evitadas.

Aconselha-se que os esportistas levem consigo máscaras extras – para efetuar trocas – ao local da prática do exercício físico. Não se deve encostar na parte dianteira, pois partículas virais ainda podem estar lá. A OMS recomenda que se opte por máscaras de três camadas.

Doutor Bryant conclui: “Sei que algumas pessoas acham as máscaras desconfortáveis e existem controvérsias sobre sua obrigatoriedade, mas considero uma oportunidade de ser um bom cidadão e mostrar que você se importa com o bem-estar dos outros”.

Comentários


  • Roberto Sacolito Júnior disse:

    Poderia me enuviar o link da oms no Facebook por favor.

    Não consegui encontrar essa publicação sobre não usar máscaras em práticas esportivas.

    Obrigado

    Roberto

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