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Futebol 06/05/2014

Allianz Parque: arquiteto espera que fachada mexa com quem passa por lá

Por Esportividade
Fachada do Allianz Parque (WTorre)

Fachada do Allianz Parque (WTorre)

O arquiteto responsável pelo projeto do estádio palmeirense Allianz Parque, Edo Rocha, espera que a fachada em aço inox do estádio cause impacto não somente nos frequentadores do local: seja expressiva também para quem passa pelas ruas da redondeza do antigo Palestra Itália, na zona oeste de São Paulo. A instalação das placas começou em abril. Atualmente, elas já revestem o lado da rua Padre Antônio Tomás.

Edo Rocha disse à assessoria de imprensa da WTorre, construtora à frente das obras do estádio palmeirense: “A ideia foi criar um projeto com percepção de espaço que se tornasse referência na região e na cidade de São Paulo. Uma fachada imponente, única e inovadora que fosse percebida com impacto e emoção não só pelos frequentadores do Allianz Parque, mas por todas as pessoas que passam pela rua”.

Allianz Parque em 26 de abril de 2014

Allianz Parque em 26 de abril de 2014

Segundo a WTorre, a ideia da fachada, inspirada em um cesto de vime, surgiu para que o estádio não se perdesse entre os prédios vizinhos. O observador não tem distância para apreender em um olhar a forma da construção, já que o Allianz Parque está inserido em um espaço bastante limitado e cercado por construções de todos os lados. O aço inox dará à fachada inclusive um efeito óptico muito característico.

Edo Rocha optou pelo uso do aço inox, um material muito prático — ele se lava com a chuva —, mas mais caro que a solução inicial em aluzinc (liga especial de alumínio e zinco) pintado, pensado nas versões iniciais. Na verdade, a decisão de substituir o aluzinc por aço inox foi tomada ainda em 2011. De acordo com a WTorre, trata-se da primeira fachada de estádio feita com aço inox no mundo.

Allianz Parque em 26 de abril de 2014

Allianz Parque em 26 de abril de 2014

A maior diferença para as quatro versões anteriores foi o fato de as treliças de sustentação da cobertura não ficarem cobertas. Para Edo Rocha, seria um “crime conceitual” cobri-las. “Quando fiz o desenho inicial, eu ainda não tinha ideia de como as estruturas metálicas iriam ficar; por isso fiz o fechamento. Na arquitetura, se a estrutura é bem feita e bonita, deve ficar aparente. E elas ficaram lindas. Esse é o resultado da evolução do projeto”, contou.

A perfuração da fachada permite que a luz vaze do interior para o exterior e vice-versa. Isso cria um efeito de “optical art”, segundo Edo Rocha, com um efeito cinético inesperado. O projeto da iluminação aproveita, então, essa característica da fachada. Por outro lado, as perfurações permitem também que o vento circule pela construção, moderando a temperatura (a cobertura com telhas termoacústicas, por si só, dá uma diferença de cerca de 2ºC entre o interior e o exterior do Allianz Parque).

Parte interna

Allianz Parque em 26 de abril de 2014

Allianz Parque em 26 de abril de 2014

Rocha explicou também por que optou por usar três tons de verde nos assentos: “Resolvi mudar a mesmice de alguns estádios e pensei em várias manchas verdes invadindo a arquibancada. Por isso, serão usados três cores de verde nas cadeiras, quase como se fosse uma roupa camuflada”. Todas as cadeiras, confeccionadas em polipropileno de alto impacto e com suportes em poliamida reforçada com fibra de vidro, terão rebatimento automático, como em cinemas e teatros.

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