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Casa do Atleta, com esporte gratuito, é desalojada pela Prefeitura de São Paulo

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade

Aula no “jardim” da Casa do Atleta (Healthy Point/Divulgação)

A Casa do Atleta, espaço que oferecia no parque das Bicicletas, na zona sul de São Paulo, experiências esportivas gratuitas para a população paulistana, foi desalojada pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, e o idealizador, o jornalista Juliano Ceglia, foi pego de surpresa pela decisão da pasta. Ele ainda tenta revertê-la neste mês de fevereiro de 2021.

A Healthy Point surgiu em 2018, mesmo ano em que saiu de um espaço privado na Vila Nova Conceição e foi para uma edificação então subutilizada no parque das Bicicletas, que faz parte de um complexo que engloba ainda a própria Secretaria de Esportes e Lazer, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa e o ginásio Mané Garrincha.

Não havia investimento público na Casa do Atleta, já que Juliano era quem a bancava com recursos de patrocinadores – bem como próprios. Em razão da pandemia de covid-19, em 2020 não houve atividades lá, mas a intenção do jornalista era reabri-la com aulas de yoga e corrida de rua, por exemplo.

Healthy Point, a Casa do Atleta, no parque das Bicicletas (Esportividade)

A secretaria, porém, decidiu destinar aquele espaço para jovens atletas, pois uma expansão de modalidades do Centro Olímpico é planejada.

Procurada pelo Esportividade, a pasta disse que “o espaço da Casa do Atleta não estava regularizado e não havia nenhum documento interno autorizando sua utilização”.

“O acordo para o uso do espaço foi feito em outra gestão. A Casa do Atleta estava abandonada havia mais de um ano com os materiais do senhor Juliano Ceglia. A Seme solicitou a retirada dos equipamentos [dele] que estavam em seu interior. O espaço pertence ao Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) e será utilizado para atender seus atletas”, afirmou.

Juliano Ceglia (Healthy Point/Divulgação)

Juliano não questiona a legalidade da decisão, mas como ela aconteceu. “O absurdo não foi nem a questão contratual, porque eu estava seguindo o que eles mandavam e ainda estava em processo [de concessão], que era alterado a cada mudança de gestão, e era tudo muito lento. Nada me garantia ali 100%. A questão foi a forma como eles nos expulsaram de lá, sem aviso prévio, sem justificativa, sem bom senso, sem uma ligação, sem uma reunião, sem nada”, declarou.

A participação do público era gratuita. “Com esse projeto, tiramos milhares de pessoas do sedentarismo. Tive convites para levar o projeto para outros lugares e abdiquei disso para colocar foco nessa casa-base de São Paulo”, disse o ex-apresentador do programa “Eu Atleta”, que ainda busca o diálogo com a prefeitura, com o prefeito Bruno Covas, para contornar a situação.

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