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Golfe 18/03/2014

Evento esportivo internacional com silêncio e paz existe e é de golfe

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Brasil Champions no São Paulo Golf Club (Zeca Resendes/CBG)

Brasil Champions no São Paulo Golf Club (Zeca Resendes/CBG)

No Brasil, eventos esportivos internacionais geralmente significam barulho, festa, torcida por atletas locais e vaias para estrangeiros. Um em particular foi totalmente diferente disso. O Brasil Champions de golfe, que é uma etapa do calendário do Web.com Tour, circuito de acesso ao badalado PGA Tour, mostrou ser possível, sim, comparecer a um torneio para ver atletas profissionais em ação e, ao mesmo tempo, ter silêncio e paz.

O campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

O campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

O local do evento, o São Paulo Golf Club, é uma atração à parte. Com quase 593 mil m², é maior do que a maioria dos parques da capital paulista – o PET (Parque Esportivo dos Trabalhadores), por exemplo, na zona leste, conta com 286 mil m². Localizado no agitado bairro de Santo Amaro, na zona sul, é um lugar encantador por ter árvores tão belas e um gramado tão bem cuidado. Quem não o conhecia teve essa chance no Brasil Champions, de 13 a 16 de março de 2014, já que foi um campeonato aberto aos espectadores, bastando se inscrever por e-mail.

São Paulo Golf Club (Andrei Spinassé/Esportividade)

São Paulo Golf Club (Andrei Spinassé/Esportividade)

Quem assiste a um torneio de golfe tem duas opções bastante distintas: permanecer nas proximidades de um determinado buraco ou acompanhar um grupo de golfistas, preferencialmente desde o primeiro buraco. A segunda alternativa exige muita disposição, uma vez que ao escolhê-la o espectador caminha bastante, mas é recompensadora, pois assim se conhece todo o clube de golfe e se vê a bela paisagem de diversos ângulos. Por todo o percurso, a organização demarca qual é a área do campo e qual é a do público. Quem acompanha um grupo de jogadores acaba por perder o desempenho de outros, mas é algo inevitável na modalidade.

O campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

O campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

Apesar do silêncio, não existe monotonia, já que, logo que os dois ou três golfistas de um grupo dão uma tacada, todos, inclusive os espectadores, caminham em direção aonde foram parar as bolas. Nesse nível de competição, o grupo dificilmente gasta mais do que alguns  minutos em cada posição. Para não atrapalhar a jogada de um adversário perto de um buraco, cada jogador troca sua bola por uma moeda e, quando vai jogar, recoloca-a em seu lugar.

Brasil Champions no São Paulo Golf Club (Zeca Resendes/CBG)

Brasil Champions no São Paulo Golf Club (Zeca Resendes/CBG)

O que torna o jogo demorado é a quantidade de buracos, 18 (no Brasil Champions). É tarefa para poucos, ou seja, acompanhar um grupo até o fim. É fácil, entretanto, entender se um golfista está bem ou não. Na zona em que é dada a primeira tacada para um buraco, existia placa com informação sobre o par, o qual é um valor de referência, calculado conforme a distância daquela zona até o buraco. Se o par for três e um golfista colocar a bola no buraco em duas tacadas, ele terá feito uma jogada de um abaixo do par do trecho, o que é ótimo. O resultado final é dado pelo total de tacadas e também com base no par do campo.

Festa com o campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

Festa com o campeão Jon Curran (Zeca Resendes/CBG)

O vencedor do Brasil Champions de 2014, o norte-americano Jon Curran, deu ao todo 259 tacadas ao longo dos quatro dias de competição, o que, então, representou 25 menos tacadas do que o par total de 284 – 71 para cada dia. Foi justamente na quinta-feira em que Curran teve seu melhor desempenho: concluiu o campo com apenas 61 tacadas. Depois disso, manteve uma boa performance, sempre abaixo do par, mas não foi tão avassalador. Faturou US$ 144 mil com essa conquista. O melhor brasileiro foi Lucas Lee, 21º (-12), que no 17º buraco do sábado fez uma jogada rara, um albatroz: acertou em duas tacadas um buraco de par cinco.

Mapa do Brasil Champions

Mapa do Brasil Champions

Os que não quiseram acompanhar de perto os jogadores puderam ver a disputa um pouco mais de longe, da sede do São Paulo Golf Club, e almoçar por lá. A refeição custava R$ 60. Havia serviço de vallet no local, mas a organização disponibilizou estacionamento gratuito e vigiado em um terreno diante do SPGC.

São Paulo Golf Club (Zeca Resendes/CBG)

São Paulo Golf Club (Zeca Resendes/CBG)

Assim como o rugby, o golfe volta a ser uma modalidade olímpica nos Jogos de 2016, os do Rio de Janeiro. Houve eventos internacionais de ambos em menos de um mês na região metropolitana de São Paulo. Em 21 e 22 de fevereiro, a Arena Barueri recebeu etapa do Circuito Mundial de rugby sevens, cuja final foi entre as fortes seleções australiana e neozelandesa. Deu Austrália.

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