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Hipismo 20/10/2014

Evento mostra que hipismo pode ser apreciado por todos, não só por VIPs

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Artemus zerou as duas passagens (Luis Ruas/SHP)

Artemus zerou as duas passagens (Luis Ruas/SHP)

O Longines São Paulo CSI-W Indoor apresentou um paradoxo: apoiado por algumas marcas de luxo, mostrou ser um evento esportivo extremamente favorável ao público comum por ser gratuito, bem como por facilitar aos leigos o entendimento da competição. Não era necessário ter visto anteriormente uma prova de saltos para compreender o que acontecia no picadeiro coberto da Sociedade Hípica Paulista, no distrito do Itaim Bibi, em São Paulo. Com a ajuda dos telões e dos locutor era possível entender a dinâmica da disputa sem ser um especialista no assunto.

Apesar de só dois estrangeiros terem disputado o Grande Prêmio, que é a principal prova, o padrão que foi visto era internacional. Com experiência de 23 edições anteriores, a SHP organizou um evento que pode ser considerado referência para até mesmo campeonatos de outras modalidades, pois concilia o interesse dos investidores e convidados com os do público comum, o que é raro. Basicamente a única grande diferença entre a área para convidados e para os que entraram gratuitamente era a alimentação, obviamente paga na área com acesso irrestrito. Quem não possuía pulseira podia até mesmo se sentar fora da arquibancada, em cadeiras colocadas no corredor de serviços, para ver o concurso, que contou pontos para o ranking de saltos da FEI e serviu como uma das etapas classificatórias para a final da Copa do Mundo.

Nos telões, além das imagens em tempo real, eram exibidas informações sobre a competição, como tempo de cada conjunto e pontuação das faltas cometidas. Com isso, o espectador não ficava perdido e rapidamente se familiarizava com o hipismo.

Doda Miranda foi o quinto colocado (Luis Ruas/SHP)

Doda Miranda foi o quinto colocado (Luis Ruas/SHP)

Era uma tarde de domingo, 19 de outubro de 2014, quente em São Paulo, e quente também foi a disputa entre os conjuntos. Na primeira volta do GP, em um percurso mais longo, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, cavaleiro brasileiro mais bem colocado no ranking mundial de saltos, foi o mais rápido entre os que não cometeram faltas, o que lhe garantiu a liderança provisória com o cavalo Willen.

No intervalo entre as voltas, os espectadores acompanharam uma disputa entre duplas: um saltava, o outro pilotava com o cavaleiro ao lado, no banco de passageiro. O time formado pelo piloto de Stock Car Daniel Serra e por Kitaro Baldaia foi o vencedor do desafio.

Picadeiro da Sociedade Hípica Paulista durante os primeiros dias de competição (Luis Ruas/SHP)

Picadeiro da Sociedade Hípica Paulista durante os primeiros dias de evento (Luis Ruas)

Doze dos 41 conjuntos inscritos passaram para a segunda volta, mais rápida por ter menos obstáculos. Líder da série inicial, Doda teve o direito de ser o último a entrar no picadeiro com Willen. No entanto, ele cometeu uma falta, perdeu quatro pontos e o título, que foi para Artemus de Almeida, montando a égua Zarisma, o mais rápido entre os três que passaram zerados por ambas as voltas. “Vencer um Indoor é diferente; é um concurso em que o público se aproxima e interage com o cavaleiro. A torcida motiva quem está montando”, disse o campeão, que levantou o público em sua segunda e última volta.

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