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De bem com a vida 05/06/2014

Obesidade tem relação direta com o funcionamento do organismo; entenda

Por Dra. Tatiana Cunha

obesidade

Obesidade é uma doença crônica, inflamatória e multifatorial e é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no individuo; para que ela seja diagnosticada, o parâmetro mais comum é o índice de massa corporal (IMC).

A obesidade tem três classificações: obesidade grau 1 (IMC entre 30-34), grau 2 (IMC entre 35-39) e grau 3 (IMC acima ou igual a 40).

A obesidade representa um risco para a saúde das crianças e dos adultos. O tratamento orientado pelo especialista evita uma série de complicações, como as cardiovasculares e as ortopédicas.

As sensações que envolvem o individuo obeso mesclam entre prazeres ou desprazeres, felicidade ou infelicidade, ansiedade, apetite, saciedade, fome; todos esses fatores determinam o comportamento alimentar do individuo.

Essas sensações são suscetíveis de diversos fatores que incluem hábitos, fatores socioeconômicos e culturais, ritmo circadiano e da interação de sinais fisiológicos, regulamentando a sensação apetite-saciedade, descritos abaixo:

Leptina: é um hormônio derivado dos adipócitos, células de gordura que interagem com receptores hipotalâmicos e promovem a saciedade; mas os obesos, apesar de terem uma maior concentração de leptina, apresentam uma resistência à ação desse hormônio.

Grelina e orexina: sintetizados pelo intestino e também atuando no hipotálamo, o grande responsável pelo comportamento alimentar, pois estimula o apetite.

Colecistocinina e oximodulina: também  sintetizados pelo intestino, inibindo a ingestão alimentar e promovendo a saciedade após a alimentação.

Também há neuropeptídeos, ou seja, peptídeos produzidos pelo hipotálamo que se dividem em dois grandes grupos: 1) orexígenos: são os que estimulam a ingestão alimentar, NPY e AgRP e que apresentam ação no controle do apetite e dos depósitos energéticos; 2) anorexígenos: são aqueles que inibem a ingestão alimentar, MSM e CART, entre outros.

O emagrecimento vai além do que o simples conhecimento permite, pois há diversos fatores intestinais, neuronais e endócrinos que atuam e interagem entre si, regulando o apetite e a saciedade, demonstrando, em consequência, que o comportamento alimentar não sugere fraqueza ou fracasso, mas, sim, uma doença de tratamento especial e delicado que poderá ser eficaz se for tratada a tempo e permanentemente.

Sobre a Dra. Tatiana Cunha

Com atuação em clínicas em São Paulo e Campo Grande (MS), é médica, pós-graduada em endocrinologia e modulação hormonal e especializada em nutrologia clássica e computadorizada, nutrologia médica esportiva e pós-graduada em endocrinologia e terapêutica da obesidade. É muito procurada para os tratamentos endócrinos por seu vasto conhecimento na área e por resultados efetivos. O site dela é o tatianacunha.com.br. Blog: clinicatatianacunha.blogspot.com.br.

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